PSI propaga distorções na Caixa
O PSI (Processo Seletivo Interno), ferramenta com potencial para trazer muitos benefícios para os empregados, está se tornando um propagador de distorções e favorecimentos dentro da Caixa.
“É raro um PSI que não gera reclamações e denúncias, muitas delas graves. O fato é que o processo está totalmente desacreditado”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo Kardec de Jesus. “Queremos critérios transparentes, democráticos e objetivos nos PSIs.”
O que ocorre hoje, segundo ele, é que muitas vezes o responsável pela abertura do PSI já tem um favorito, um escolhido para preencher a vaga, e direciona o processo conforme o currículo dessa pessoa. “No caso de ter outro inscrito com o perfil parecido, ele sempre pode lançar mão da entrevista ou da avaliação da produção temática para desempatar”, lembra.
Descomissionamento – O movimento sindical também cobra critérios para descomissionamento, assim como ocorre no Banco do Brasil. “Hoje, sem um critério, os empregados estão totalmente à mercê dos seus superiores e mais expostos ao assédio moral”, diz o dirigente. “Resumindo, há injustiça hoje na Caixa tanto para quem consegue um novo cargo quanto para quem o perde”, diz.
Negociação – No dia 10 de junho, representantes dos empregados e da Caixa reúnem-se para discutir PSI.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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