Banqueiros extorquem os clientes e investidores para poderem turbinar seus lucros abusivos
Entra ano, sai ano, os bancos seguem liderando as listas das empresas mais lucrativas do Brasil. As instituições financeiras se aproveitam de uma série de regras injustas em vigor no país, que permitem a elas cobrar juros extorsivos de quem toma dinheiro emprestado.
Em média, o juro cobrado nos empréstimos pessoais gira em torno de 6% ao mês, podendo passar de 10% em outras modalidades, como o cheque especial e o cartão de crédito.
Porém, na hora de remunerar as aplicações dos clientes, os bancos abandonam a lógica do “quanto maior, melhor”. Os juros pagos em algumas aplicações giram em torno de 0,9% ao mês, caindo para 0,5%, no caso da caderneta de poupança, modalidade de investimento mais procurada pela população de baixa renda.
Além de pagarem um juro irrisório aos aplicadores, os bancos ainda cobram uma tarifa de administração que gira em torno de 3%. Ou seja, supondo-se que um cliente deixe R$ 1 mil aplicados a 0,9%, durante três meses, e depois resolva sacar, ele receberá uma remuneração de quase R$ 30, equivalente ao juro do período. Porém, esse valor é praticamente o mesmo que ele terá de pagar ao banco, devido à taxa de administração da caderneta de investimento. Ou seja, o cliente terá rendimento igual a zero.
“Isso é um absurdo. O banco pega seu dinheiro, empresta a 6% ao mês e no fim te paga uma remuneração que beira a zero. Por isso alcançam lucros tão exorbitantes”, critica o presidente do Sindicato, Amarildo Davoli. Na opinião dele, o Estado brasileiro deveria tomar medidas capazes de regulamentar o funcionamento do mercado financeiro e coibir o abuso das instituições financeiras.
Fonte: Redação
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