Bancários exigem mais contratações de negros para abolir discriminação
Sob orientação da Contraf-CUT, os sindicatos participaram nesta sexta-feira, 13 de maio, do Dia Nacional de Luta para abolir a discriminação, o racismo e o preconceito nos bancos e na sociedade. Os bancários fizeram protestos e reivindicaram mais contratações de negros, negras e pessoas com deficiências, a fim de promover a inclusão social e garantir igualdade de oportunidades.
Aconteceram manifestações em diversas cidades, como Brasília, Rio de Janeiro, Cuiabá, Porto Alegre, Rio Branco e no ABC paulista, dentre outras. Em São Paulo, os bancários participaram da Marcha Noturna ocorrida na noite de quinta-feira, dia 12.
"Foi uma atividade muito produtiva e os sindicatos estão de parabéns pelas mobilizações", destaca Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT. "Nosso objetivo era trazer para a pauta dos bancários o significado da abolição da escravatura num cenário em que negros e negras ainda sofrem discriminações muito grandes em toda a sociedade, inclusive no sistema financeiro", aponta.
Retrato da discriminação
Pesquisas feitas nos últimos anos pelo movimento sindical e pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) comprovam que os bancos discriminam negros, negras e pessoas com deficiência, tanto no acesso ao emprego quanto na remuneração e na ascensão profissional.
Segundo dados do Mapa da Diversidade, feito em 2009, as pessoas negras correspondem a 35,7% da População Economicamente Ativa do país. No entanto, no setor financeiro, negros e negras ocupam apenas 19% das vagas. Além disso, os negros recebem salários menores do que os brancos dentro dos bancos. Enquanto um branco recebia em média R$ 3.411 em 2009, o negro recebia um salário médio de R$ 2.870.
Fonte: Contraf-CUT
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