Bancos admitem rever as terceirizações
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceita discutir a internalização das atividades de callcenter terceirizadas “que operam com dados de clientes”. A afirmação dos bancos foi feita nesta segunda dia 9, durante a segunda rodada da mesa temática sobre terceirização entre os bancos e os representantes dos trabalhadores.
“É um passo positivo, mas o termo ‘callcenter’ ainda é muito genérico. Insistimos para que eles façam a descrição das atividades e o número de trabalhadores envolvidos. Isso é essencial para que possamos desenhar uma perspectiva para construção de acordo”, afirmou a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ana Tércia Sanches.
Os bancários levaram para a reunião um levantamento de processos de reversão de terceirizações já realizados, conforme havia sido combinado na primeira mesa. “Agora é a vez dos bancos apresentarem dados essenciais para dar qualidade ao debate”, diz.
Condições degradantes – Ana Tércia lembra que recentemente aconteceram muitos problemas envolvendo trabalhadores das terceirizadas, que enfrentam péssimas condições e sobrecarga de trabalho, baixos salários e não pagamento de horas extras, entre outros. “Os grandes bancos são os principais financiadores de empresas que exploram seus trabalhadores e impõem condições de trabalho degradantes. Na outra ponta, os clientes sofrem com problemas no serviço – não por culpa dos trabalhadores, mas pelas más condições de trabalho, falta de treinamento e pela alta rotatividade. Já é hora de os bancos acordarem para a necessidade de reverter essa situação.”
Ana Tércia lembra que outro ponto positivo da internalização dos serviços terceirizados será a valorização da igualdade de oportunidades na categoria, uma vez que a maior parte do quadro de funcionários das terceirizadas é de mulheres e negros.
Outras mesas – O próximo encontro da mesa temática de terceirização ficou marcado para 7 de junho. As mesas temáticas foram conquistadas na Campanha Nacional de 2009. Neste ano, já foram retomadas, além da de terceirização, as de saúde e de segurança.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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