Coordenador da CUT esclarece posição sobre a prisão de delegado do Trabalho
Nota à imprensa
Na tarde da última sexta-feira, 26 de março, recebi um telefonema da jornalista Janaína de Paula, do BOM DIA Rio Preto. A repórter pretendia que eu, na condição de coordenador da Subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), comentasse a respeito da prisão do delegado regional do Trabalho, Roberto Caffagni, ocorrida no dia anterior.
Antes de mais nada, estranhei o fato de a repórter haver procurado um representante da CUT para repercutir o caso, haja vista que nenhum dos sindicatos citados na denúncia é filiado a nossa Central. Isso ilustra o desconhecimento ou a má intenção da jornalista.
Mesmo assim, ainda que um tanto reticente, aceitei conceder a entrevista. No sábado, para minha surpresa, vi meu nome metido em um “balaio de gatos” que não me pertence.
Dentre as várias declarações que concedi à jornalista, ela preferiu pinçar o trecho em que me disse surpreso com a prisão, para fechar com chave de ouro sua “reportagem”, como se eu não passasse de um alienado ou mesmo alguém que faz vistas grossas às irregularidades que ocorrem diante de meu nariz - o que não condiz com a realidade.
As escolhas da escriba demonstram o quanto ela é tendenciosa. Ela poderia ter, por exemplo, destacado a fala em que elogio a atuação da Polícia Federal no combate a crimes dessa natureza.
Poderia ter utilizado o trecho em que classifico a ação dos acusados no caso como “um crime contra a classe trabalhadora”. Porém, ela preferiu dizer que me limitei a ficar surpreso com as prisões, numa retranca que tem como título “Sindicato faz vista grossa para prisão”.
Das duas uma: ou ela é uma repórter ruim, que não tem capacidade de selecionar nas falas dos entrevistados as declarações impactantes - haja vista que é óbvio e notório que um cidadão comum só poderia estar surpreso com a divulgação de uma investigação que corria em sigilo; ou quis manipular minhas declarações, a fim de me colocar numa saia justa.
Reafirmo que estou surpreso com esse caso. Surpreso de que representantes sindicais tenham subvertido a luta da classe trabalhadora em prol de interesses sujos e mesquinhos. Surpreso de que servidores públicos possam ter instaurado uma quadrilha na Delegacia Regional do Trabalho. Surpreso de que jornalistas possam agir de forma tão baixa e tendenciosa.
Quanto a este último tópico, é bem verdade que eu seria ingênuo de acreditar que algo de bom pudesse sair de um jornal controlado pelo Grupo Traffic, conhecido pelas intimidades que mantém com os grandes círculos de poder deste e de outros países. Portanto, de certa forma, o golpe baixo da jornalista não me surpreende. Tenho certeza de que os leitores também não estão surpresos.
Atenciosamente,
Paulo Eduardo Bellucci Franco - Coordenador da Subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São José do Rio Preto.
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