Bancários querem negociar acordo para as Américas com o Santander
A UNI Américas enviou documento também assinado pela Contraf-CUT e entidades sindicais da Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Estados Unidos e Espanha ao diretor de Recursos Humanos do Santander na Espanha, José Luiz Alciturre, solicitando uma reunião para negociar um acordo com os trabalhadores no continente americano.
Clique aqui para ler a íntegra da carta ao Santander.
A remessa da correspondência foi uma das deliberações da 6ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais e da 11ª Reunião da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul, realizadas nos dias 14 e 15 de dezembro, em Buenos Aires. Na ocasião foi aprovado um plano de lutas para o primeiro semestre de 2011.
"Queremos dialogar e negociar um acordo nos moldes da 'Declaracion sobre Derechos Sociales y Relaciones Laborales en el Grupo Santander', firmada no Comitê de Empresa Europeu entre as representações sindicais e o banco, em 29 de setembro de 2009, em Londres", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Clique aqui para ler o acordo com os europeus.
"Direito à associação e liberdade sindical; igualdade de oportunidades e rejeição da discriminação; rejeição do trabalho infantil; direito a treinamento e formação; respeito à jornada de trabalho e salário; segurança no trabalho; proteção da saúde e bem-estar no trabalho são princípios basilares já estabelecidos com os trabalhadores europeus e cuja aplicação não pode ser barrada por limites geográficos", afirma Rita Berlofa, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Rede Sindical do Santander nas Américas.
O documento reivindica ainda posição de neutralidade do banco espanhol em relação ao processo de organização dos trabalhadores do Sovereign Bank, adquirido pelo Santander, nos Estados Unidos, que lutam para conquistar o direito de construir um sindicato naquele país.
"Esse acordo é fundamental não somente para combater as desigualdades de direitos existentes no banco, mas também para reconhecer a importância cada vez maior das Américas no resultado mundial do grupo", conclui o diretor da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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