23/07/2026
COE cobra respostas do Santander e avança debate sobre inclusão e condições de trabalho
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander realizou, na tarde de quarta-feira (22), a segunda rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a direção do banco, na sede da instituição, em São Paulo. A mesa debateu temas relacionados a direitos coletivos e contratuais, garantias de emprego, condições de trabalho, licenças, diversidade, inclusão e sustentabilidade.
Antes do início das discussões da pauta do dia, a representação dos trabalhadores cobrou do banco as devolutivas dos pontos apresentados na primeira rodada de negociação, realizada na semana passada, reforçando a necessidade de respostas concretas às reivindicações da categoria.
Entre os pontos que receberam devolutivas do banco e apresentaram possibilidade de avanço estão as propostas voltadas às pessoas com deficiência (PCDs). A COE defendeu que parte das bolsas de estudo oferecidas pelo banco seja destinada prioritariamente a empregados com deficiência e que seja mantida a isenção da coparticipação para os trabalhadores que aderirem ao programa Jeito Certo, mesmo durante o afastamento médico pelo INSS. O banco também aceitou discutir uma melhor distribuição das vagas entre cursos de graduação, pós-graduação, MBA e especializações.
Em relação à reivindicação de isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais — e de condições diferenciadas para financiamento imobiliário, o banco informou que está revisando sua política de tarifas e descontos, mas descartou, neste momento, a concessão da isenção total.
Pauta da segunda rodada
A reunião desta quarta-feira abordou uma série de reivindicações da representação dos trabalhadores. Entre os principais temas discutidos esteve a garantia de emprego, com a defesa de mecanismos que impeçam dispensas imotivadas, a suspensão de novos processos de terceirização nas empresas do Grupo Santander e a abrangência do acordo coletivo para todos os funcionários, independentemente do cargo ou da remuneração. A COE também reforçou que qualquer alteração nos contratos de trabalho deve ser previamente negociada com o movimento sindical.
Ainda no eixo das condições de trabalho, a COE reivindicou que os empregados em teletrabalho ou em atividade externa permaneçam vinculados à mesma base territorial onde atuam, garantindo sua representação pelo sindicato da respectiva região. Também discutiu o banco de horas, solicitando esclarecimentos sobre o modelo atualmente praticado pelo Santander e defendendo sua substituição por um sistema semestral, conforme a proposta apresentada na pauta de reivindicações.
Outro eixo da negociação tratou de licenças e ausências. A representação dos trabalhadores reivindicou cinco dias de ausências abonadas por ano, licença não remunerada para estudos, licença para acompanhamento de familiares em casos de doença grave ou internação e a possibilidade de parcelamento do adiantamento salarial das férias em dez parcelas.
Em resposta, o banco informou que já mantém um programa de licença não remunerada de até 60 dias, com possibilidade de extensão por meio das férias, destinado à qualificação profissional no exterior, e afirmou que, neste momento, não há possibilidade de avançar na proposta dos cinco dias de ausência abonada.
A mesa também discutiu o fortalecimento das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta prevê o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e o compromisso do Santander de oferecer apoio às empregadas que acionarem o banco, sempre com garantia de sigilo. Entre as medidas estão a possibilidade de transferência de local de trabalho, a adoção do teletrabalho quando solicitado pela vítima e a manutenção do salário e dos benefícios durante eventual afastamento determinado pela Justiça.
Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, as discussões precisam resultar em avanços efetivos para os trabalhadores. "Foi uma mesa importante para aprofundarmos temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores. Reafirmamos a necessidade de avanços em garantias de emprego, direitos sociais, inclusão e proteção às mulheres. Agora esperamos que o banco transforme esse diálogo em compromissos concretos", afirmou.
Também foram debatidas propostas voltadas à sustentabilidade, com reivindicações para que o banco reforce seus compromissos com a transição justa, o combate ao desmatamento e a adoção de critérios socioambientais na concessão de crédito.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, destacou que as reivindicações apresentadas refletem demandas concretas dos trabalhadores e precisam ser incorporadas ao acordo coletivo. "A negociação precisa resultar em compromissos efetivos. As pautas apresentadas dialogam com uma realidade cada vez mais diversa e exigem políticas que promovam igualdade de oportunidades, proteção social e condições dignas de trabalho para todos os empregados. Por isso, essas reivindicações precisam fazer parte do nosso Acordo Coletivo de Trabalho e se transformar em direitos efetivos para os trabalhadores."
As reivindicações debatidas nesta quarta-feira integram a pauta específica da COE Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026 e voltarão à mesa de negociação na próxima rodada.
As negociações entre a COE e o Santander terão continuidade na próxima terça-feira (28).
Antes do início das discussões da pauta do dia, a representação dos trabalhadores cobrou do banco as devolutivas dos pontos apresentados na primeira rodada de negociação, realizada na semana passada, reforçando a necessidade de respostas concretas às reivindicações da categoria.
Entre os pontos que receberam devolutivas do banco e apresentaram possibilidade de avanço estão as propostas voltadas às pessoas com deficiência (PCDs). A COE defendeu que parte das bolsas de estudo oferecidas pelo banco seja destinada prioritariamente a empregados com deficiência e que seja mantida a isenção da coparticipação para os trabalhadores que aderirem ao programa Jeito Certo, mesmo durante o afastamento médico pelo INSS. O banco também aceitou discutir uma melhor distribuição das vagas entre cursos de graduação, pós-graduação, MBA e especializações.
Em relação à reivindicação de isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais — e de condições diferenciadas para financiamento imobiliário, o banco informou que está revisando sua política de tarifas e descontos, mas descartou, neste momento, a concessão da isenção total.
Pauta da segunda rodada
A reunião desta quarta-feira abordou uma série de reivindicações da representação dos trabalhadores. Entre os principais temas discutidos esteve a garantia de emprego, com a defesa de mecanismos que impeçam dispensas imotivadas, a suspensão de novos processos de terceirização nas empresas do Grupo Santander e a abrangência do acordo coletivo para todos os funcionários, independentemente do cargo ou da remuneração. A COE também reforçou que qualquer alteração nos contratos de trabalho deve ser previamente negociada com o movimento sindical.
Ainda no eixo das condições de trabalho, a COE reivindicou que os empregados em teletrabalho ou em atividade externa permaneçam vinculados à mesma base territorial onde atuam, garantindo sua representação pelo sindicato da respectiva região. Também discutiu o banco de horas, solicitando esclarecimentos sobre o modelo atualmente praticado pelo Santander e defendendo sua substituição por um sistema semestral, conforme a proposta apresentada na pauta de reivindicações.
Outro eixo da negociação tratou de licenças e ausências. A representação dos trabalhadores reivindicou cinco dias de ausências abonadas por ano, licença não remunerada para estudos, licença para acompanhamento de familiares em casos de doença grave ou internação e a possibilidade de parcelamento do adiantamento salarial das férias em dez parcelas.
Em resposta, o banco informou que já mantém um programa de licença não remunerada de até 60 dias, com possibilidade de extensão por meio das férias, destinado à qualificação profissional no exterior, e afirmou que, neste momento, não há possibilidade de avançar na proposta dos cinco dias de ausência abonada.
A mesa também discutiu o fortalecimento das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta prevê o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e o compromisso do Santander de oferecer apoio às empregadas que acionarem o banco, sempre com garantia de sigilo. Entre as medidas estão a possibilidade de transferência de local de trabalho, a adoção do teletrabalho quando solicitado pela vítima e a manutenção do salário e dos benefícios durante eventual afastamento determinado pela Justiça.
Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, as discussões precisam resultar em avanços efetivos para os trabalhadores. "Foi uma mesa importante para aprofundarmos temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores. Reafirmamos a necessidade de avanços em garantias de emprego, direitos sociais, inclusão e proteção às mulheres. Agora esperamos que o banco transforme esse diálogo em compromissos concretos", afirmou.
Também foram debatidas propostas voltadas à sustentabilidade, com reivindicações para que o banco reforce seus compromissos com a transição justa, o combate ao desmatamento e a adoção de critérios socioambientais na concessão de crédito.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, destacou que as reivindicações apresentadas refletem demandas concretas dos trabalhadores e precisam ser incorporadas ao acordo coletivo. "A negociação precisa resultar em compromissos efetivos. As pautas apresentadas dialogam com uma realidade cada vez mais diversa e exigem políticas que promovam igualdade de oportunidades, proteção social e condições dignas de trabalho para todos os empregados. Por isso, essas reivindicações precisam fazer parte do nosso Acordo Coletivo de Trabalho e se transformar em direitos efetivos para os trabalhadores."
As reivindicações debatidas nesta quarta-feira integram a pauta específica da COE Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026 e voltarão à mesa de negociação na próxima rodada.
As negociações entre a COE e o Santander terão continuidade na próxima terça-feira (28).
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