15/06/2026
“O Problema é Todo Nosso”: FETEC lança Campanha que convoca homens a se unirem à luta pelo fim da violência contra as mulheres
A luta contra a violência de gênero ganhou destaque na 28ª Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias da FETEC-CUT/SP. Durante a terceira mesa de debates, a Federação lançou oficialmente a campanha “O Problema é Todo Nosso”, que convoca os homens a assumirem seu papel no enfrentamento ao machismo e a se somarem à luta pelo fim da violência contra as mulheres.
A mesa reuniu a presidenta da FETEC-CUT/SP, Aline Molina; o diretor de Administração e Finanças da Federação, Roberto Rodrigues; o secretário de Comunicação, Willame Lavor; e a assessora jurídica da Contraf-CUT e coordenadora do Projeto Basta! Não Irão Nos Calar, Phamela Godoy.
Ao apresentar a iniciativa, Aline Molina destacou que o projeto vem sendo construído há anos dentro da Federação e que agora ganha vida e alcance em toda a base sindical.
“Esta campanha nasceu há algum tempo como uma inquietação permanente. Ela foi amadurecendo, sendo debatida e construída até chegar ao momento de florescer. Porque não basta que as mulheres sigam denunciando a violência enquanto os homens assistem de longe. É preciso que eles caminhem ao nosso lado, compreendam seu papel nessa transformação e se comprometam com ela. O combate à violência contra as mulheres não é apenas uma pauta feminina; é uma causa humana e política. Queremos provocar reflexões e mostrar que uma sociedade mais justa só será possível quando homens e mulheres construírem juntos relações baseadas em respeito, igualdade e dignidade”, afirmou.
A mesa reuniu a presidenta da FETEC-CUT/SP, Aline Molina; o diretor de Administração e Finanças da Federação, Roberto Rodrigues; o secretário de Comunicação, Willame Lavor; e a assessora jurídica da Contraf-CUT e coordenadora do Projeto Basta! Não Irão Nos Calar, Phamela Godoy.
Ao apresentar a iniciativa, Aline Molina destacou que o projeto vem sendo construído há anos dentro da Federação e que agora ganha vida e alcance em toda a base sindical.
“Esta campanha nasceu há algum tempo como uma inquietação permanente. Ela foi amadurecendo, sendo debatida e construída até chegar ao momento de florescer. Porque não basta que as mulheres sigam denunciando a violência enquanto os homens assistem de longe. É preciso que eles caminhem ao nosso lado, compreendam seu papel nessa transformação e se comprometam com ela. O combate à violência contra as mulheres não é apenas uma pauta feminina; é uma causa humana e política. Queremos provocar reflexões e mostrar que uma sociedade mais justa só será possível quando homens e mulheres construírem juntos relações baseadas em respeito, igualdade e dignidade”, afirmou.

Para Roberto Rodrigues, um dos coordenadores da Campanha, a iniciativa representa um passo importante para que os homens deixem de ser apenas espectadores e passem a atuar efetivamente na construção das mudanças necessárias.
“Queremos propiciar às companheiras, por meio da conscientização e do diálogo com nossos companheiros, ambientes seguros para que possam viver plenamente suas vidas, inclusive dentro do movimento sindical. A categoria bancária sempre esteve na vanguarda das conquistas relacionadas à igualdade de gênero, mas ainda há muito a avançar. E esse avanço depende fundamentalmente dos homens. Somos nós que precisamos rever comportamentos, romper silêncios e enfrentar práticas que reproduzem violência e desigualdade. Quando dizemos que ‘o problema é todo nosso’, estamos assumindo que essa luta não pertence apenas às mulheres. Os homens da FETEC estão dizendo que querem fazer parte da solução”, destacou.
A advogada e responsável pelos processos de formação da Campanha, Phamela Godoy, destacou a importância do papel pioneiro da categoria bancária no enfrentamento à violência de gênero. Segundo ela, os bancários foram os primeiros trabalhadores do país a incluir o tema na negociação coletiva, garantindo mecanismos específicos de acolhimento e proteção às trabalhadoras vítimas de violência doméstica, incluindo assistência jurídica especializada.
Ao abordar a realidade brasileira, Phamela chamou atenção para uma contradição alarmante. Embora o Brasil possua uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência contra a mulher, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, o país segue entre os que mais registram assassinatos de mulheres. Para a advogada, essa realidade evidencia que a violência de gênero não é um problema individual, mas a consequência de uma estrutura histórica e cultural marcada pela desigualdade, pelo machismo e pela naturalização da violência.
“Temos instrumentos legais reconhecidos internacionalmente, mas ainda convivemos com números inaceitáveis. No Brasil, uma mulher tem sua vida interrompida a cada quatro horas. Isso demonstra que o enfrentamento à violência exige mais do que leis: exige conscientização, educação, mudança cultural e o compromisso de toda a sociedade”, ressaltou.

Cartão vermelho para a violência
Willame Lavor, também coordenador da campanha, explicou que o projeto será implementado em duas etapas. Em 2026, o foco estará na formação e conscientização dos dirigentes sindicais da base da FETEC-CUT/SP, por meio de ações como lançamento oficial, vídeo, cartilha, debates e atividades formativas. Em 2027, a iniciativa será ampliada para toda a categoria bancária, com novos materiais educativos e ações de mobilização.
“Queremos que cada dirigente, cada trabalhador e cada trabalhadora compreenda que não existe neutralidade diante da violência. Nossa campanha é um chamado para que a indignação se transforme em atitude, para que o respeito se transforme em prática cotidiana e para que a defesa da vida das mulheres se torne um compromisso permanente da categoria bancária.”
O encerramento da mesa foi marcado por um gesto simbólico e carregado de significado. Em um momento de unidade e compromisso coletivo, todos os dirigentes, mulheres e homens presentes, ergueram cartões vermelhos contra a violência contra as mulheres, reafirmando que o enfrentamento ao machismo, ao assédio, à violência doméstica e ao feminicídio é um “Problema Todo Nosso”.
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