15/12/2025
Em reunião na Vice-Presidência de Pessoas da Caixa, movimento sindical apresenta pesquisa de saúde física e mental dos empregados
A Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), representando o Sindicato, esteve reunida na última quarta-feira (10) com a vice-presidente de Pessoas da Caixa (interina), Cintia Lima Gonçalves Teixeira, e sua equipe, para tratar de pautas em defesa dos empregados do banco. Além do presidente da Federação, Sergio Takemoto, também estiveram presentes os diretores de Políticas Sociais e de Saúde e Previdência da entidade, Rachel Weber e Leonardo Quadros, e a representante eleita pelos empregados para o CA da Caixa, Fabiana Uehara.
Durante o encontro, Takemoto falou sobre a nova cartilha desenvolvida pela entidade. O documento traz destaques da pesquisa realizada pela Acerte Pesquisa e Comunicação, a pedido da Fenae, entre os dias 27 de junho e 7 de julho de 2025, que teve como objetivo compreender as condições de trabalho e as percepções sobre saúde mental e física dos empregados da Caixa. No total, 3.820 empregados e empregadas da ativa e aposentados participaram da pesquisa, representando todas as regiões do país.
“Esta é a terceira vez que realizamos uma pesquisa sobre saúde mental com os empregados da Caixa. E, cada vez que a gente faz um novo levantamento, ficamos mais ‘assustados’ com os resultados com os níveis de adoecimento. Por isso, precisamos pensar em ações para tentar minimizar essa situação, não podemos permitir que isso continue crescendo”, destacou Takemoto.
O presidente da Fenae também fez um alerta para a participação dos empregados nas discussões da Caixa. “E uma das coisas que muitos falam é sobre a falta de participação dos empregados nas discussões na construção dos objetivos da empresa, pois eles são cobrados para executar um trabalho sem ter consciência da importância disso. E, logo em seguida, vem a cobrança em atingir as metas”, alertou.
A diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, apresentou os dados da pesquisa, com a participação de mais de 3.800 empregados e empregadas. Segundo ela, além dos dados objetivos, a entidade, por meio de uma consultoria contratada, fez também uma análise do que está mais grave.
“Um dos destaques é o medo da perda de função como estratégia de gestão de adoecimento. O Técnico Bancário Novo Sem Função [TBN S/Função] é o que mais se afasta por questão de saúde. Então, considerando que ele está tendo o acompanhamento e que está se afastando, e o [Técnico Bancário] Com Função não está, entendemos que, pelo fato dos colegas com função terem muito medo da perda salarial decorrente do descomissionamento e de toda a questão também emocional decorrente da situação, que estes colegas estejam se utilizando do conceito de presenteísmo. É muito grave numa empresa pública como a Caixa, as pessoas virem trabalhar adoecidas por medo de retaliação”, exemplificou.
O diretor de Saúde e Previdência da Federação, Leonardo Quadros, complementou com números preocupantes que a pesquisa revelou. De acordo com Leo, os dados numéricos reforçam a gravidade do cenário.
“O indicador que foi determinante para que o Ministério do Trabalho iniciasse o monitoramento dos riscos psicossociais nas empresas foi de um índice de afastamento por doenças mentais e comportamentais de 8%. Já na Caixa esse percentual ultrapassa 50%, mostrando uma situação muito mais severa. Quando falamos de acidente do trabalho, as doenças mentais e comportamentais representaram quase 75% dos afastamentos entre os empregados da Caixa em 2024. Além disso, mais de 50% dos empregados relataram presenteísmo, trabalhando mesmo adoecidos. Outro dado relevante é que 37% dos empregados que não emitem CAT [Comunicação de Acidente de Trabalho] e afirmam não o fazer por medo de retaliação de gestores, evidenciando uma cultura organizacional que precisa ser urgentemente enfrentada”, disse o diretor da Fenae.
A vice-presidente de Pessoas da Caixa afirmou que a pesquisa possui insumos importantes, e que pretende aproveitá-los no trabalho desenvolvido pela área. Além disso, citou algumas ações em andamento e outras que estão sendo reestruturadas dentro da Vice-Presidência.
"Precisamos transformar tudo o que foi acumulado até agora em ações efetivas, que sejam capazes de mudar a realidade à qual os empregados estão submetidos atualmente. Estamos prontos para ampliar nossa contribuição e avançar neste tema tão sensível a todos nós", destaca o diretor-presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Outros dados da pesquisa
Segundo o estudo, 58% dos afastamentos na Caixa estão relacionados à saúde mental. Quase dois em cada três trabalhadores precisaram se afastar por adoecimento psíquico, e 35% dos empregados diagnosticados e medicados jamais se afastaram, um indicativo de que muitos seguem trabalhando mesmo doentes.
Outros destaques da pesquisa é de que 41% dos bancários consideram o risco de descomissionamento uma ameaça constante; 28% não vê sentido em seu trabalho e 55% sentem-se pressionados a vender produtos que não consideram úteis ou benéficos aos clientes.
> Confira a cartilha aqui.
Durante o encontro, Takemoto falou sobre a nova cartilha desenvolvida pela entidade. O documento traz destaques da pesquisa realizada pela Acerte Pesquisa e Comunicação, a pedido da Fenae, entre os dias 27 de junho e 7 de julho de 2025, que teve como objetivo compreender as condições de trabalho e as percepções sobre saúde mental e física dos empregados da Caixa. No total, 3.820 empregados e empregadas da ativa e aposentados participaram da pesquisa, representando todas as regiões do país.
“Esta é a terceira vez que realizamos uma pesquisa sobre saúde mental com os empregados da Caixa. E, cada vez que a gente faz um novo levantamento, ficamos mais ‘assustados’ com os resultados com os níveis de adoecimento. Por isso, precisamos pensar em ações para tentar minimizar essa situação, não podemos permitir que isso continue crescendo”, destacou Takemoto.
O presidente da Fenae também fez um alerta para a participação dos empregados nas discussões da Caixa. “E uma das coisas que muitos falam é sobre a falta de participação dos empregados nas discussões na construção dos objetivos da empresa, pois eles são cobrados para executar um trabalho sem ter consciência da importância disso. E, logo em seguida, vem a cobrança em atingir as metas”, alertou.
A diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, apresentou os dados da pesquisa, com a participação de mais de 3.800 empregados e empregadas. Segundo ela, além dos dados objetivos, a entidade, por meio de uma consultoria contratada, fez também uma análise do que está mais grave.
“Um dos destaques é o medo da perda de função como estratégia de gestão de adoecimento. O Técnico Bancário Novo Sem Função [TBN S/Função] é o que mais se afasta por questão de saúde. Então, considerando que ele está tendo o acompanhamento e que está se afastando, e o [Técnico Bancário] Com Função não está, entendemos que, pelo fato dos colegas com função terem muito medo da perda salarial decorrente do descomissionamento e de toda a questão também emocional decorrente da situação, que estes colegas estejam se utilizando do conceito de presenteísmo. É muito grave numa empresa pública como a Caixa, as pessoas virem trabalhar adoecidas por medo de retaliação”, exemplificou.
O diretor de Saúde e Previdência da Federação, Leonardo Quadros, complementou com números preocupantes que a pesquisa revelou. De acordo com Leo, os dados numéricos reforçam a gravidade do cenário.
“O indicador que foi determinante para que o Ministério do Trabalho iniciasse o monitoramento dos riscos psicossociais nas empresas foi de um índice de afastamento por doenças mentais e comportamentais de 8%. Já na Caixa esse percentual ultrapassa 50%, mostrando uma situação muito mais severa. Quando falamos de acidente do trabalho, as doenças mentais e comportamentais representaram quase 75% dos afastamentos entre os empregados da Caixa em 2024. Além disso, mais de 50% dos empregados relataram presenteísmo, trabalhando mesmo adoecidos. Outro dado relevante é que 37% dos empregados que não emitem CAT [Comunicação de Acidente de Trabalho] e afirmam não o fazer por medo de retaliação de gestores, evidenciando uma cultura organizacional que precisa ser urgentemente enfrentada”, disse o diretor da Fenae.
A vice-presidente de Pessoas da Caixa afirmou que a pesquisa possui insumos importantes, e que pretende aproveitá-los no trabalho desenvolvido pela área. Além disso, citou algumas ações em andamento e outras que estão sendo reestruturadas dentro da Vice-Presidência.
"Precisamos transformar tudo o que foi acumulado até agora em ações efetivas, que sejam capazes de mudar a realidade à qual os empregados estão submetidos atualmente. Estamos prontos para ampliar nossa contribuição e avançar neste tema tão sensível a todos nós", destaca o diretor-presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Outros dados da pesquisa
Segundo o estudo, 58% dos afastamentos na Caixa estão relacionados à saúde mental. Quase dois em cada três trabalhadores precisaram se afastar por adoecimento psíquico, e 35% dos empregados diagnosticados e medicados jamais se afastaram, um indicativo de que muitos seguem trabalhando mesmo doentes.
Outros destaques da pesquisa é de que 41% dos bancários consideram o risco de descomissionamento uma ameaça constante; 28% não vê sentido em seu trabalho e 55% sentem-se pressionados a vender produtos que não consideram úteis ou benéficos aos clientes.
> Confira a cartilha aqui.
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