19/11/2025
Enquanto cortam empregos, fecham agências e adoecem bancários, bancos privados já lucraram mais de R$ 64 bi
Nos primeiros nove meses de 2025, três dos maiores bancos privados do país – Itaú, Santander e Bradesco – já lucraram juntos R$ 64,178 bilhões, crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Lucro do Itaú chega a R$ 34 bilhões enquanto milhares são demitidos
Lucro do Santander cresce 15% à custa de demissões e fechamento de agências
Bradesco segue demitindo enquanto lucro cresce 28,2%
Uma conta que não fecha
Por outro lado, estes mesmos bancos, extinguiram 9.099 postos de trabalho bancário em 12 meses, considerando a variação entre o terceiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, e fecharam 1.168 agências no mesmo intervalo analisado.
Além disso, o número de clientes do Santander cresceu em cerca de 4 milhões em 12 meses; no Itaú o número de clientes cresceu em 1,079 milhão no mesmo período, e, no Bradesco, em 1,1 milhão.
“Esta conta não fecha. Enquanto os bancos fecham unidades e cortam postos de trabalho, o número de clientes cresce exponencialmente. O resultado disso se traduz no atendimento precarizado à população e, sobretudo, em metas abusivas, mais pressão e sobrecarga de trabalho para os bancários, acarretando na evidente epidemia de adoecimento na categoria, especialmente por questões relacionadas com a saúde mental”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Adoecimento
De acordo com dados apurados pelo jornalista Carlos Juliano Barros, publicados na sua coluna no Portal Uol, os bancários dominam o “top 5” das atividades profissionais com mais pedidos de afastamentos por saúde mental reconhecidos como doença ocupacional (B91), ocupando duas posições: motorista de ônibus, gerente de banco, escriturário de banco, técnico de enfermagem e vigilante.
Entre as cinco atividades profissionais com maior número de afastamentos por questões de saúde mental, os gerentes de bancos são os que apresentam maior percentual de afastamentos reconhecidos como doenças ocupacionais (B91) em relação ao total de afastamentos. Do total de 13.077 profissionais que pararam de trabalhar para cuidar da saúde mental, 37,76% tiveram benefícios enquadrados como decorrentes da sua atividade.
O adoecimento da categoria bancária também fica evidente quando analisado o fato da mesma representar apenas 0,8% do emprego formal no país, mas ter sido responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024.
Em 2024, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, por atividade econômica, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências.
Questões relacionadas com a saúde mental foram as principais causas de afastamento de bancários em 2024: 55,9% dos benefícios acidentários (B91) e 51,8% dos benefícios previdenciários.
"Os dados revelam uma epidemia silenciosa, causada por um ambiente de trabalho extremamente adoecedor, que mantém uma pressão absurda por metas, cada vez mais abusivas, para aumentar os lucros bilionários dos bancos. Enquanto acionistas comemoram os balanços dos bancos, os bancários, organizados no Sindicato, exigem menos metas e mais saúde”, conclui a coordenadora do Comando Nacional.
Lucro do Itaú chega a R$ 34 bilhões enquanto milhares são demitidos
Lucro do Santander cresce 15% à custa de demissões e fechamento de agências
Bradesco segue demitindo enquanto lucro cresce 28,2%
Uma conta que não fecha
Por outro lado, estes mesmos bancos, extinguiram 9.099 postos de trabalho bancário em 12 meses, considerando a variação entre o terceiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, e fecharam 1.168 agências no mesmo intervalo analisado.
Além disso, o número de clientes do Santander cresceu em cerca de 4 milhões em 12 meses; no Itaú o número de clientes cresceu em 1,079 milhão no mesmo período, e, no Bradesco, em 1,1 milhão.
“Esta conta não fecha. Enquanto os bancos fecham unidades e cortam postos de trabalho, o número de clientes cresce exponencialmente. O resultado disso se traduz no atendimento precarizado à população e, sobretudo, em metas abusivas, mais pressão e sobrecarga de trabalho para os bancários, acarretando na evidente epidemia de adoecimento na categoria, especialmente por questões relacionadas com a saúde mental”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Adoecimento
De acordo com dados apurados pelo jornalista Carlos Juliano Barros, publicados na sua coluna no Portal Uol, os bancários dominam o “top 5” das atividades profissionais com mais pedidos de afastamentos por saúde mental reconhecidos como doença ocupacional (B91), ocupando duas posições: motorista de ônibus, gerente de banco, escriturário de banco, técnico de enfermagem e vigilante.
Entre as cinco atividades profissionais com maior número de afastamentos por questões de saúde mental, os gerentes de bancos são os que apresentam maior percentual de afastamentos reconhecidos como doenças ocupacionais (B91) em relação ao total de afastamentos. Do total de 13.077 profissionais que pararam de trabalhar para cuidar da saúde mental, 37,76% tiveram benefícios enquadrados como decorrentes da sua atividade.
O adoecimento da categoria bancária também fica evidente quando analisado o fato da mesma representar apenas 0,8% do emprego formal no país, mas ter sido responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024.
Em 2024, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, por atividade econômica, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências.
Questões relacionadas com a saúde mental foram as principais causas de afastamento de bancários em 2024: 55,9% dos benefícios acidentários (B91) e 51,8% dos benefícios previdenciários.
"Os dados revelam uma epidemia silenciosa, causada por um ambiente de trabalho extremamente adoecedor, que mantém uma pressão absurda por metas, cada vez mais abusivas, para aumentar os lucros bilionários dos bancos. Enquanto acionistas comemoram os balanços dos bancos, os bancários, organizados no Sindicato, exigem menos metas e mais saúde”, conclui a coordenadora do Comando Nacional.
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