19/11/2025
Cúpula dos Povos: categoria bancária cobra justiça climática com protagonismo da classe trabalhadora
“Não haverá floresta em pé se ficarmos sentados”. A frase em destaque foi uma das centenas de frases espalhadas em faixas e cartazes durante o ato que encerrou a Cúpula dos Povos, evento que ocorreu em paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), entre os dias 12 e 17 de novembro, em Belém do Pará, no coração da Amazônia.
A contrário da Conferência das Partes, que seguirá até sexta-feira (21) e que reúne autoridades governamentais e de ONGs e empresas, a Cúpula dos Povos é uma mobilização internacional instituída como um espaço de autonomia das diversas correntes da sociedade civil, para dar voz às comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas.
“Durante a Cúpula, a categoria bancária, formada por uma delegação de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras, se aprofundou em debates sobre transição justa e como colocar o trabalhador no centro dos debates para enfrentamento da crise climática”, contou Elaine Cutis, secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Intersecção entre Cúpula e COP30
Ao final da Cúpula dos Povos, lideranças de diversos movimentos sociais entregaram uma carta de reivindicações ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago (acesse a íntegra da carta no final desta matéria).
“Foi um evento muito emocionante. O documento, construído a partir de um olhar anticapitalista, reafirma que os bens naturais – ar, florestas, águas e terras – são bens comuns e não mercadorias, em uma clara crítica às falsas soluções que o mercado tenta impor à crise climática”, explicou Elaine Cutis.
Os principais eixos da "Declaração da Cúpula dos Povos", entregue à presidência da COP30, são a necessidade de garantir o protagonismo dos povos e seus saberes ancestrais; a proteção de territórios indígenas e tradicionais; transição energética justa e popular; e a taxação de grandes fortunas para financiar a mudança necessária para um mundo sustentável.
“A expectativa dos movimentos sociais é que as negociações oficiais da COP30 considerem essas para que seja, de fato, a ‘COP da implementação’, como defendeu o presidente Lula. Ou seja, para que, finalmente, os governos traduzam em ações concretas os anseios da população por uma transição justa”, observou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
Outro destaque da Cúpula dos Povos foi a “Marcha Global pelo Clima” que entrou para a história como a maior de todas as COPs, por ter reunido cerca de 70 mil pessoas.
“Sob a bandeira dos movimentos sociais organizados, a marcha mostrou que não há transição ecológica sem transição justa. A mensagem central foi a defesa de um modelo de desenvolvimento que gere emprego digno, direitos trabalhistas e proteção social, garantindo que nenhum trabalhador seja deixado para trás no caminho para uma economia de baixo carbono”, explicou Elaine Cutis. “O futuro do planeta será construído com democracia, participação social e com a classe trabalhadora no centro das soluções”, completou a dirigente.
> Clique aqui e acesse a galeria de imagens.
O papel dos bancos para a categoria bancária
Os trabalhadores do ramo financeiro defendem a estratégia dos bancos públicos, como BNDES, Banco da Amazônia, Caixa e Banco do Brasil, em políticas de desenvolvimento sustentável.
“A categoria destaca ainda que o interesse da classe trabalhadora em estar presente em eventos como a Cúpula dos povos evidencia o compromisso em atuar internamente para que as instituições financeiras cumpram seus compromissos climáticas, que priorizem o financiamento em projetos alinhados à justiça socioambiental”, destacou Elaine Cutis. “Temos o papel de pressionar as instituições bancárias por regulação mais rigorosa, para impedir que o capital siga alimentando a crise climática. Os bancos devem negar crédito às atividades predatórias”, resumiu a dirigente.
Para Rosalina Amorin, dirigente da Contraf-CUT e secretária de Meio Ambiente da CUT Nacional, a participação de trabalhadores no evento reforça a compreensão de que a crise climática é também uma questão social, econômica e trabalhista. "É também uma responsabilidade dos sindicatos trazer os trabalhadores para o centro dos debates para enfrentar esta crise e garantir transição justa para um modelo econômico sustentável", observou. "Temos pela frente um desafio grande e que, sem a participação contínua e ativa da classe trabalhadora, não será superado", concluiu.
Além de representantes da Contraf-CUT, como Elaine Cutis (Secretaria de Políticas Sociais); Walcir Previtale (Secretaria de Assuntos Socioeconômicos); Rita Berlofa (Secretaria de Relações Internacionais); Jeferson Meira (Secretaria de Relações do Trabalho); e Katia Cadena (dirigente), a delegação de representantes sindicais bancários na Cúpula dos Povos ultrapassou, em número, 50 pessoas.
A contrário da Conferência das Partes, que seguirá até sexta-feira (21) e que reúne autoridades governamentais e de ONGs e empresas, a Cúpula dos Povos é uma mobilização internacional instituída como um espaço de autonomia das diversas correntes da sociedade civil, para dar voz às comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas.
“Durante a Cúpula, a categoria bancária, formada por uma delegação de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras, se aprofundou em debates sobre transição justa e como colocar o trabalhador no centro dos debates para enfrentamento da crise climática”, contou Elaine Cutis, secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Intersecção entre Cúpula e COP30
Ao final da Cúpula dos Povos, lideranças de diversos movimentos sociais entregaram uma carta de reivindicações ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago (acesse a íntegra da carta no final desta matéria).
“Foi um evento muito emocionante. O documento, construído a partir de um olhar anticapitalista, reafirma que os bens naturais – ar, florestas, águas e terras – são bens comuns e não mercadorias, em uma clara crítica às falsas soluções que o mercado tenta impor à crise climática”, explicou Elaine Cutis.
Os principais eixos da "Declaração da Cúpula dos Povos", entregue à presidência da COP30, são a necessidade de garantir o protagonismo dos povos e seus saberes ancestrais; a proteção de territórios indígenas e tradicionais; transição energética justa e popular; e a taxação de grandes fortunas para financiar a mudança necessária para um mundo sustentável.
“A expectativa dos movimentos sociais é que as negociações oficiais da COP30 considerem essas para que seja, de fato, a ‘COP da implementação’, como defendeu o presidente Lula. Ou seja, para que, finalmente, os governos traduzam em ações concretas os anseios da população por uma transição justa”, observou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.
Outro destaque da Cúpula dos Povos foi a “Marcha Global pelo Clima” que entrou para a história como a maior de todas as COPs, por ter reunido cerca de 70 mil pessoas.
“Sob a bandeira dos movimentos sociais organizados, a marcha mostrou que não há transição ecológica sem transição justa. A mensagem central foi a defesa de um modelo de desenvolvimento que gere emprego digno, direitos trabalhistas e proteção social, garantindo que nenhum trabalhador seja deixado para trás no caminho para uma economia de baixo carbono”, explicou Elaine Cutis. “O futuro do planeta será construído com democracia, participação social e com a classe trabalhadora no centro das soluções”, completou a dirigente.
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O papel dos bancos para a categoria bancária
Os trabalhadores do ramo financeiro defendem a estratégia dos bancos públicos, como BNDES, Banco da Amazônia, Caixa e Banco do Brasil, em políticas de desenvolvimento sustentável.
“A categoria destaca ainda que o interesse da classe trabalhadora em estar presente em eventos como a Cúpula dos povos evidencia o compromisso em atuar internamente para que as instituições financeiras cumpram seus compromissos climáticas, que priorizem o financiamento em projetos alinhados à justiça socioambiental”, destacou Elaine Cutis. “Temos o papel de pressionar as instituições bancárias por regulação mais rigorosa, para impedir que o capital siga alimentando a crise climática. Os bancos devem negar crédito às atividades predatórias”, resumiu a dirigente.
Para Rosalina Amorin, dirigente da Contraf-CUT e secretária de Meio Ambiente da CUT Nacional, a participação de trabalhadores no evento reforça a compreensão de que a crise climática é também uma questão social, econômica e trabalhista. "É também uma responsabilidade dos sindicatos trazer os trabalhadores para o centro dos debates para enfrentar esta crise e garantir transição justa para um modelo econômico sustentável", observou. "Temos pela frente um desafio grande e que, sem a participação contínua e ativa da classe trabalhadora, não será superado", concluiu.
Além de representantes da Contraf-CUT, como Elaine Cutis (Secretaria de Políticas Sociais); Walcir Previtale (Secretaria de Assuntos Socioeconômicos); Rita Berlofa (Secretaria de Relações Internacionais); Jeferson Meira (Secretaria de Relações do Trabalho); e Katia Cadena (dirigente), a delegação de representantes sindicais bancários na Cúpula dos Povos ultrapassou, em número, 50 pessoas.
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