19/11/2025
Dados mostram desigualdade racial na Caixa
A Caixa Econômica Federal é um dos maiores bancos públicos do país e um dos principais empregadores do setor financeiro brasileiro. O banco é o principal responsável pela execução dos programas sociais do Governo Federal, que visam combater a desigualdade social e econômica no país. No entanto, um levantamento realizado pelo Dieese, com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que o banco reproduz em seu ambiente as profundas desigualdades estruturais do mercado de trabalho no país, especialmente quando se analisam cor, raça, renda e oportunidades de ascensão profissional.
“Os dados apresentados reforçam que não estamos diante de um problema periférico, mas de uma estrutura que precisa ser enfrentada com responsabilidade e urgência. A Caixa, como empresa pública, tem o dever de ser exemplo no combate ao racismo e na promoção de oportunidades reais para todos os seus trabalhadores. Por isso, nossa atuação segue vigilante: cobramos transparência, políticas efetivas e mecanismos de correção que garantam um ambiente verdadeiramente inclusivo, onde a cor da pele jamais determine o futuro profissional de ninguém”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Dados da desigualdade racial na Caixa
Segundo os dados da Rais, 68,5% dos empregados da Caixa são brancos, somente 3,8% são pretos e 23,4% pardos. Nos cargos e faixas de remuneração mais altas (acima de 10 salários mínimos), essa desigualdade se intensifica:
• Pessoas brancas representam mais de 72% dos salários entre 10 e 20 salários mínimos.
• E mais de 74% entre os que ganham acima de 20 salários mínimos.
• Pessoas pretas são apenas 3% nesses grupos.
A disparidade é ainda mais grave para mulheres negras, que formam o grupo com menor presença nas faixas salariais elevadas, evidenciando não apenas desigualdade racial, mas também de gênero.
Desigualdade salarial persiste
Os dados de movimentação do Caged mostram aumento do número de empregados e empregadas pretas (529) e pardas (2.325) de 2020 a 2025. O saldo para trabalhadores brancos foi negativo (-983). Entretanto, o avanço proporcional não se traduz em igualdade salarial.
A remuneração média revela:
• Homem Negro: R$ 4.229,37
• Homem Não Negro: R$ 5.563,38
• Mulher Negra: R$ 3.895,45
• Mulher Não Negra: R$ 5.384,96
Ou seja, trabalhadores negros seguem ganhando menos, mesmo com a ampliação de contratações.
Os dados confirmam uma realidade conhecida e questionada há anos pelas entidades sindicais. “A Caixa precisa assumir seu papel no combate ao racismo estrutural dentro da própria instituição”, defende o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco. “A Caixa é um banco público que transforma a vida do povo brasileiro, mas precisa também transformar a vida de quem constrói essa instituição no dia a dia. Não é aceitável que pretos e pardos sejam maioria na população, mas minoria nos cargos de gestão. Precisamos de políticas reais e efetivas de promoção da igualdade”, completou.
“Quando olhamos quem chega aos cargos mais altos, a desigualdade salta aos olhos. É urgente criar mecanismos de acesso, formação e promoção que garantam que mais trabalhadoras e trabalhadores negros ocupem espaços de liderança”, disse Chay Cândida, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. “O Norte e o Nordeste, regiões onde a população negra é maioria, são também onde temos histórias de ascensão mais dificultadas. A Caixa precisa olhar para dentro, enfrentar o racismo estrutural e promover oportunidades reais para suas empregadas e empregados negros”, completou.
Para a representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Fabiana Uehara, não basta contratar mais negros. “É preciso garantir trajetória, valorização, formação e presença nas cadeiras de decisão. Diversidade é compromisso, não estatística”, disse Fabi, como é conhecida pelos colegas de trabalho no banco.
“A Caixa tem papel social fundamental no país, e isso inclui ser exemplo na luta antirracista. Precisamos de políticas afirmativas, planos de carreira inclusivos e metas concretas que garantam que trabalhadoras e trabalhadores negros cheguem ao topo”, completou Fabi. “A presença negra nas chefias e na direção não pode ser exceção. Só há justiça quando há igualdade de oportunidades”, reforçou.
Responsabilidade da Caixa
As entidades representativas reforçam que a Caixa, por ser uma empresa pública e estratégica, deve liderar o processo de transformação no setor financeiro, combatendo desigualdades e promovendo justiça racial de forma concreta e permanente.
Isso significa:
• Políticas afirmativas robustas.
• Metas de promoção racial e de gênero.
• Programas de formação voltados à ascensão profissional de trabalhadores negros.
• Transparência nos dados de carreira, promoção e remuneração.
• Compromisso institucional permanente com a agenda antirracista.
“As entidades de representação sindical e associativas das empregadas e empregados da Caixa reafirmam que não há democracia no mundo do trabalho sem igualdade racial, e que esse é um compromisso que a Caixa precisa assumir com firmeza e urgência”, disse o coordenador da CEE/Caixa.
“Os dados apresentados reforçam que não estamos diante de um problema periférico, mas de uma estrutura que precisa ser enfrentada com responsabilidade e urgência. A Caixa, como empresa pública, tem o dever de ser exemplo no combate ao racismo e na promoção de oportunidades reais para todos os seus trabalhadores. Por isso, nossa atuação segue vigilante: cobramos transparência, políticas efetivas e mecanismos de correção que garantam um ambiente verdadeiramente inclusivo, onde a cor da pele jamais determine o futuro profissional de ninguém”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Dados da desigualdade racial na Caixa
Segundo os dados da Rais, 68,5% dos empregados da Caixa são brancos, somente 3,8% são pretos e 23,4% pardos. Nos cargos e faixas de remuneração mais altas (acima de 10 salários mínimos), essa desigualdade se intensifica:
• Pessoas brancas representam mais de 72% dos salários entre 10 e 20 salários mínimos.
• E mais de 74% entre os que ganham acima de 20 salários mínimos.
• Pessoas pretas são apenas 3% nesses grupos.
A disparidade é ainda mais grave para mulheres negras, que formam o grupo com menor presença nas faixas salariais elevadas, evidenciando não apenas desigualdade racial, mas também de gênero.
Desigualdade salarial persiste
Os dados de movimentação do Caged mostram aumento do número de empregados e empregadas pretas (529) e pardas (2.325) de 2020 a 2025. O saldo para trabalhadores brancos foi negativo (-983). Entretanto, o avanço proporcional não se traduz em igualdade salarial.
A remuneração média revela:
• Homem Negro: R$ 4.229,37
• Homem Não Negro: R$ 5.563,38
• Mulher Negra: R$ 3.895,45
• Mulher Não Negra: R$ 5.384,96
Ou seja, trabalhadores negros seguem ganhando menos, mesmo com a ampliação de contratações.
Os dados confirmam uma realidade conhecida e questionada há anos pelas entidades sindicais. “A Caixa precisa assumir seu papel no combate ao racismo estrutural dentro da própria instituição”, defende o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco. “A Caixa é um banco público que transforma a vida do povo brasileiro, mas precisa também transformar a vida de quem constrói essa instituição no dia a dia. Não é aceitável que pretos e pardos sejam maioria na população, mas minoria nos cargos de gestão. Precisamos de políticas reais e efetivas de promoção da igualdade”, completou.
“Quando olhamos quem chega aos cargos mais altos, a desigualdade salta aos olhos. É urgente criar mecanismos de acesso, formação e promoção que garantam que mais trabalhadoras e trabalhadores negros ocupem espaços de liderança”, disse Chay Cândida, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. “O Norte e o Nordeste, regiões onde a população negra é maioria, são também onde temos histórias de ascensão mais dificultadas. A Caixa precisa olhar para dentro, enfrentar o racismo estrutural e promover oportunidades reais para suas empregadas e empregados negros”, completou.
Para a representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Fabiana Uehara, não basta contratar mais negros. “É preciso garantir trajetória, valorização, formação e presença nas cadeiras de decisão. Diversidade é compromisso, não estatística”, disse Fabi, como é conhecida pelos colegas de trabalho no banco.
“A Caixa tem papel social fundamental no país, e isso inclui ser exemplo na luta antirracista. Precisamos de políticas afirmativas, planos de carreira inclusivos e metas concretas que garantam que trabalhadoras e trabalhadores negros cheguem ao topo”, completou Fabi. “A presença negra nas chefias e na direção não pode ser exceção. Só há justiça quando há igualdade de oportunidades”, reforçou.
Responsabilidade da Caixa
As entidades representativas reforçam que a Caixa, por ser uma empresa pública e estratégica, deve liderar o processo de transformação no setor financeiro, combatendo desigualdades e promovendo justiça racial de forma concreta e permanente.
Isso significa:
• Políticas afirmativas robustas.
• Metas de promoção racial e de gênero.
• Programas de formação voltados à ascensão profissional de trabalhadores negros.
• Transparência nos dados de carreira, promoção e remuneração.
• Compromisso institucional permanente com a agenda antirracista.
“As entidades de representação sindical e associativas das empregadas e empregados da Caixa reafirmam que não há democracia no mundo do trabalho sem igualdade racial, e que esse é um compromisso que a Caixa precisa assumir com firmeza e urgência”, disse o coordenador da CEE/Caixa.
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