27/10/2025
Coordenadora da COE Itaú rebate declarações do presidente do banco sobre demissões em massa e defende trabalhadores injustiçados
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, manifestou repúdio às declarações feitas pelo presidente do banco, Milton Maluhy Filho, durante o evento GAN Summit 2025, em que o executivo afirmou que parte dos mais de mil trabalhadores demitidos em setembro teriam feito “um péssimo trabalho”, além de alegar que muitos deles “admitiram ter outros empregos” e “pediram desculpas” pela suposta má conduta.
Para Valeska, as falas do presidente do Itaú são uma tentativa de justificar uma ação arbitrária, cruel e injustificável. “Do dia para a noite, trabalhadores que haviam sido reconhecidos como destaques e até promovidos receberam uma comunicação de desligamento por ‘baixa produtividade’. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 8 de setembro, quando o banco realizou um processo de demissão em massa de mais de 1.100 pessoas”, afirmou.
Segundo ela, a plenária realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo com os demitidos — que reuniram cerca de 400 trabalhadores — revelaram uma realidade completamente diferente da apresentada pelo banco. “Nenhum dos participantes relatou ter sido ouvido ou advertido antes da demissão. Muito pelo contrário, muitos estavam entre os mais bem avaliados de suas equipes”, destacou.
Além disso, lembra Valeska, o próprio Itaú, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, fez proposta de pagamento de verbas financeiras aos desligados, o que contradiz a narrativa de desvio de conduta. “Se o banco tinha provas concretas de má-fé ou duplo vínculo, por que propor compensação financeira? As falas de Maluhy apenas reforçam o caráter contraditório e irresponsável com que a direção tratou o episódio”, acrescentou.
A coordenadora da COE Itaú classificou como “bizarra e ofensiva” a tentativa do banco de desqualificar publicamente trabalhadores que, até pouco tempo, eram motivo de orgulho interno. “É inadmissível ver um banco que se diz ‘feito de pessoas’ e que prega ‘respeito’ em suas campanhas publicitárias, expor seus ex-funcionários dessa maneira. Isso destrói carreiras e fere a dignidade de quem dedicou anos de trabalho à instituição”, criticou.
Valeska também alertou para o ambiente de medo e pressão que se instaurou após as demissões. “Quem ficou dentro do Itaú vive sob vigilância constante, sem saber quais critérios estão sendo usados para medir o desempenho. É um cenário de insegurança total”, disse.
Para ela, o episódio expôs a urgência de um debate sério sobre os métodos de controle abusivos e invasivos utilizados por bancos, especialmente com o avanço da inteligência artificial e da geolocalização. “Estamos diante de uma invasão de privacidade que afronta as leis e agrava o adoecimento no trabalho bancário. O caso do Itaú é um alerta para todo o sistema financeiro”, pontuou.
Apesar de toda a pressão, a mobilização dos sindicatos e a união dos trabalhadores garantiram um acordo financeiro para os demitidos — uma conquista que, segundo Valeska, revela que a resistência continua sendo o melhor caminho. “O Itaú tentou calar 1.100 trabalhadores, mas não conseguiu. A verdade apareceu, e a luta segue. É a força coletiva que nos permite enfrentar o abuso e defender a dignidade de cada bancário e bancária”, concluiu.
Para Valeska, as falas do presidente do Itaú são uma tentativa de justificar uma ação arbitrária, cruel e injustificável. “Do dia para a noite, trabalhadores que haviam sido reconhecidos como destaques e até promovidos receberam uma comunicação de desligamento por ‘baixa produtividade’. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 8 de setembro, quando o banco realizou um processo de demissão em massa de mais de 1.100 pessoas”, afirmou.
Segundo ela, a plenária realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo com os demitidos — que reuniram cerca de 400 trabalhadores — revelaram uma realidade completamente diferente da apresentada pelo banco. “Nenhum dos participantes relatou ter sido ouvido ou advertido antes da demissão. Muito pelo contrário, muitos estavam entre os mais bem avaliados de suas equipes”, destacou.
Além disso, lembra Valeska, o próprio Itaú, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, fez proposta de pagamento de verbas financeiras aos desligados, o que contradiz a narrativa de desvio de conduta. “Se o banco tinha provas concretas de má-fé ou duplo vínculo, por que propor compensação financeira? As falas de Maluhy apenas reforçam o caráter contraditório e irresponsável com que a direção tratou o episódio”, acrescentou.
A coordenadora da COE Itaú classificou como “bizarra e ofensiva” a tentativa do banco de desqualificar publicamente trabalhadores que, até pouco tempo, eram motivo de orgulho interno. “É inadmissível ver um banco que se diz ‘feito de pessoas’ e que prega ‘respeito’ em suas campanhas publicitárias, expor seus ex-funcionários dessa maneira. Isso destrói carreiras e fere a dignidade de quem dedicou anos de trabalho à instituição”, criticou.
Valeska também alertou para o ambiente de medo e pressão que se instaurou após as demissões. “Quem ficou dentro do Itaú vive sob vigilância constante, sem saber quais critérios estão sendo usados para medir o desempenho. É um cenário de insegurança total”, disse.
Para ela, o episódio expôs a urgência de um debate sério sobre os métodos de controle abusivos e invasivos utilizados por bancos, especialmente com o avanço da inteligência artificial e da geolocalização. “Estamos diante de uma invasão de privacidade que afronta as leis e agrava o adoecimento no trabalho bancário. O caso do Itaú é um alerta para todo o sistema financeiro”, pontuou.
Apesar de toda a pressão, a mobilização dos sindicatos e a união dos trabalhadores garantiram um acordo financeiro para os demitidos — uma conquista que, segundo Valeska, revela que a resistência continua sendo o melhor caminho. “O Itaú tentou calar 1.100 trabalhadores, mas não conseguiu. A verdade apareceu, e a luta segue. É a força coletiva que nos permite enfrentar o abuso e defender a dignidade de cada bancário e bancária”, concluiu.
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