26/03/2025
Discutir redução de jornada é garantir qualidade de vida às mulheres
A redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, luta histórica da CUT, ganhou mais visibilidade com a campanha pelo fim da escala 6 X 1 que, junto a todas as campanhas, lutas e conquistas do movimento sindical ao longo de décadas, ajudou a conscientizar a classe trabalhadora de que, além do trabalho, existe vida. E que é fundamental o direito de cada trabalhador e cada trabalhadora ao descanso, lazer, cultura, diversão e outras atividades que promovem o bem estar do ser humano.
Mas o olhar para a redução da jornada ganha contornos específicos e importantes quando se trata da questão de gênero. Em uma sociedade que ainda mantém em sua estrutura o machismo, o patriarcado, a misoginia, elementos que fazem com que a mulher ainda seja a maior responsável pelo cuidado doméstico, debater a redução de jornada é, em especial, tema que impacta diretamente na vida das mulheres.
A secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, afirma que é importante o debate sobre o impacto da jornada de trabalho na vida das mulheres porque ela é muito maior do que a dos homens.
“A jornada de trabalho total, ou seja, a jornada remunerada somada à jornada não remunerada, em casa, no trabalho e de cuidados da mulher é muito maior do que a do homem, por isso a redução é importante para as mulheres, em especial, porque ela é dupla, é tripla, muitas vezes”, diz a dirigente.
"Defender a redução da jornada é defender um futuro de trabalho com mais dignidade para as mulheres. Garantir condições mais humanas e equilibradas de trabalho é um passo decisivo para valorizar aquelas que movem o país com sua força de trabalho, dedicam-se aos cuidados do lar, aos cuidados com seus familiares, etc. O fim de escalas desgastantes é uma medida que direciona a sociedade rumo à justiça social, com foco no bem-estar da trabalhadora, que poderá ter mais tempo para a família, para o descanso e para o seu desenvolvimento pessoal. Além disso, entendemos que os avanços tecnológicos e o uso intensivo de inovações têm permitido às empresas aumentar sua produtividade sem a necessidade de prolongar a jornada de trabalho", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Responsabilidade compartilhada
Ao se debater a questão da redução da jornada de trabalho como fundamental para as mulheres, os impactos poderiam ser questionados a partir da divisão sexual do trabalho, das responsabilidades compartilhadas em casa e nos trabalhos domésticos.
“Se de fato isso fosse uma realidade, a redução da jornada teria igual impacto entre os gêneros. No entanto, ainda não chegamos a essa situação ideal. Ainda que haja uma Política Nacional de Cuidados, no âmbito da legislação brasileira e de que haja uma mobilização pela ratificação da Convenção 156, da OIT [ Organização Internacional do Trabalho], a dura realidade é a de que nós, mulheres, na maioria das vezes, chegamos do trabalho no fim do dia e passamos a cuidar da casa, enquanto maridos descansam, assistem seu jogo de futebol, etc”, diz Amanda.
Ela reforça que não se trata de uma ‘generalização’, mas o exemplo acima ocorre em muitos lares brasileiros e que, enquanto não se chega à uma condição ideal de igualdade de responsabilidades, debater a redução de jornada sob a ótica dos impactos às mulheres é fundamental.
“Enquanto não se chega ao cenário ideal, a redução é um dos instrumentos para a sociedade proporcionar à mulher ter igualdade, justiça, uma vida digna, com direito ao lazer, à diversão, à cultura, à formação e qualidade de vida”, diz Amanda.
"O tempo que nós, mulheres, nos dedicamos ao trabalho de cuidados é como se fosse um tempo que nos é roubado, que poderíamos ter para nos dedicarmos a outras atividades, assim como os homens se dedicam. As mulheres nunca terão as mesmas 24 horas que os homens", completa Amanda Corcino.
Elas falam sobre jornada
Uma jornada de trabalho menor faria toda a diferença!
Com esse mote, a equipe de redes sociais da CUT foi às ruas ouvir as mulheres. O vídeo mostra como isso impactaria positivamente em suas vidas, permitindo mais tempo para estudos, família e lazer. Veja!
Mas o olhar para a redução da jornada ganha contornos específicos e importantes quando se trata da questão de gênero. Em uma sociedade que ainda mantém em sua estrutura o machismo, o patriarcado, a misoginia, elementos que fazem com que a mulher ainda seja a maior responsável pelo cuidado doméstico, debater a redução de jornada é, em especial, tema que impacta diretamente na vida das mulheres.
A secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, afirma que é importante o debate sobre o impacto da jornada de trabalho na vida das mulheres porque ela é muito maior do que a dos homens.
“A jornada de trabalho total, ou seja, a jornada remunerada somada à jornada não remunerada, em casa, no trabalho e de cuidados da mulher é muito maior do que a do homem, por isso a redução é importante para as mulheres, em especial, porque ela é dupla, é tripla, muitas vezes”, diz a dirigente.
"Defender a redução da jornada é defender um futuro de trabalho com mais dignidade para as mulheres. Garantir condições mais humanas e equilibradas de trabalho é um passo decisivo para valorizar aquelas que movem o país com sua força de trabalho, dedicam-se aos cuidados do lar, aos cuidados com seus familiares, etc. O fim de escalas desgastantes é uma medida que direciona a sociedade rumo à justiça social, com foco no bem-estar da trabalhadora, que poderá ter mais tempo para a família, para o descanso e para o seu desenvolvimento pessoal. Além disso, entendemos que os avanços tecnológicos e o uso intensivo de inovações têm permitido às empresas aumentar sua produtividade sem a necessidade de prolongar a jornada de trabalho", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Responsabilidade compartilhada
Ao se debater a questão da redução da jornada de trabalho como fundamental para as mulheres, os impactos poderiam ser questionados a partir da divisão sexual do trabalho, das responsabilidades compartilhadas em casa e nos trabalhos domésticos.
“Se de fato isso fosse uma realidade, a redução da jornada teria igual impacto entre os gêneros. No entanto, ainda não chegamos a essa situação ideal. Ainda que haja uma Política Nacional de Cuidados, no âmbito da legislação brasileira e de que haja uma mobilização pela ratificação da Convenção 156, da OIT [ Organização Internacional do Trabalho], a dura realidade é a de que nós, mulheres, na maioria das vezes, chegamos do trabalho no fim do dia e passamos a cuidar da casa, enquanto maridos descansam, assistem seu jogo de futebol, etc”, diz Amanda.
Ela reforça que não se trata de uma ‘generalização’, mas o exemplo acima ocorre em muitos lares brasileiros e que, enquanto não se chega à uma condição ideal de igualdade de responsabilidades, debater a redução de jornada sob a ótica dos impactos às mulheres é fundamental.
“Enquanto não se chega ao cenário ideal, a redução é um dos instrumentos para a sociedade proporcionar à mulher ter igualdade, justiça, uma vida digna, com direito ao lazer, à diversão, à cultura, à formação e qualidade de vida”, diz Amanda.
"O tempo que nós, mulheres, nos dedicamos ao trabalho de cuidados é como se fosse um tempo que nos é roubado, que poderíamos ter para nos dedicarmos a outras atividades, assim como os homens se dedicam. As mulheres nunca terão as mesmas 24 horas que os homens", completa Amanda Corcino.
Elas falam sobre jornada
Uma jornada de trabalho menor faria toda a diferença!
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