26/04/2024
28 de abril é Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho
O próximo domingo, dia 28 de abril, é considerado o “Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho” e o “Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”. Proposta pelos movimentos sociais dos Estados Unidos, a data é uma homenagem a 78 trabalhadores que morreram nesse dia, em 1969, na explosão de uma mina em Farmington, no estado da Virgínia. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) elegeu o “28 de abril” como data dedicada a valorizar a segurança e a saúde do trabalho. Desde então, manifestações acontecem em todo o mundo.
“É fundamental que a sociedade reconheça a gravidade da situação de saúde dos trabalhadores. São milhares de doentes, invalidados e mortos no trabalho”, afirmou o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles.
Para que uma efetiva prevenção ocorra, segundo o secretário, é preciso focar nas causas, onde se originam os problemas, ou seja, nas relações de trabalho violentas. “Não podemos banalizar a situação. Há uma busca por normalizar os acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Mas nem tudo que é normal é saudável. As patologias do trabalho produzem laços sociais perversos, fundamentados na normalização do adoecimento, fazendo crer que é normal adoecer pelo trabalho bancário, assim como continuar trabalhando doente, levando os trabalhadores a recorrerem a tratamentos médicos e medicamentosos.”
"O modelo organizacional praticado pelos bancos faz mais e mais vítimas a cada dia e trata os funcionários como descartáveis. Toda essa carga emocional decorrente do assédio moral e do medo de demissão soma-se à pressão por metas diárias e inatingíveis. Não basta o trabalhador recorrer a subterfúgios para tentar amenizar os gatilhos do adoecimento se não houver por parte dos bancos esse reconhecimento da existência de um ambiente que leva ao adoecimento de seus empregados e transformações profundas nas condições de trabalho. Saúde é um direito do trabalhador e adoecer pelo trabalho não deve ser normal", ressaltou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Mauro Salles acrescenta que “carecemos de uma política de estado para o tema, integrando ações, com fiscalização efetiva, uma política ativa de promoção da saúde. Precisamos de um amplo movimento para que o tema esteja no centro da agenda para que enfrentemos essa verdadeira tragédia cotidiana, que tem trazido tanto sofrimento, angústia, depressão, acidentes e doenças e mortes evitáveis.”
"A luta em defesa da saúde de bancários é cotidiana e ultrapassa fronteiras entre patrão e empregado. Ela passa, também, pelo fortalecimento de políticas públicas de Estado, pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), pela implementação das convenções da Organização Internacional do trabalho (OIT) e, principalmente, pela garantia dos princípios da Seguridade Social. Muito mais do que remuneração, precisamos ter nossa saúde preservada, nosso direito a um trabalho digno e decente”, concluiu o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Orientação do Sindicato
O movimento sindical luta para que os bancos garantam condições dignas de trabalho, sem assédio moral e sem metas abusivas. No entanto, individualmente, é importante que cada bancário e bancária que necessita de ajuda cuide de sua saúde já que ela é bem maior.
O Sindicato disponibiliza aos trabalhadores a emissão de CAT, a comunicação de acidente de trabalho, que ajuda o bancário a ter o direito reconhecido junto ao INSS, para poder fazer seu tratamento e uma estabilidade para cuidar de sua saúde, uma vez que os bancos se negam a fazer a comunicação para o funcionário não ter nenhum desses direitos.
“É fundamental que a sociedade reconheça a gravidade da situação de saúde dos trabalhadores. São milhares de doentes, invalidados e mortos no trabalho”, afirmou o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles.
Para que uma efetiva prevenção ocorra, segundo o secretário, é preciso focar nas causas, onde se originam os problemas, ou seja, nas relações de trabalho violentas. “Não podemos banalizar a situação. Há uma busca por normalizar os acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Mas nem tudo que é normal é saudável. As patologias do trabalho produzem laços sociais perversos, fundamentados na normalização do adoecimento, fazendo crer que é normal adoecer pelo trabalho bancário, assim como continuar trabalhando doente, levando os trabalhadores a recorrerem a tratamentos médicos e medicamentosos.”
"O modelo organizacional praticado pelos bancos faz mais e mais vítimas a cada dia e trata os funcionários como descartáveis. Toda essa carga emocional decorrente do assédio moral e do medo de demissão soma-se à pressão por metas diárias e inatingíveis. Não basta o trabalhador recorrer a subterfúgios para tentar amenizar os gatilhos do adoecimento se não houver por parte dos bancos esse reconhecimento da existência de um ambiente que leva ao adoecimento de seus empregados e transformações profundas nas condições de trabalho. Saúde é um direito do trabalhador e adoecer pelo trabalho não deve ser normal", ressaltou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
Mauro Salles acrescenta que “carecemos de uma política de estado para o tema, integrando ações, com fiscalização efetiva, uma política ativa de promoção da saúde. Precisamos de um amplo movimento para que o tema esteja no centro da agenda para que enfrentemos essa verdadeira tragédia cotidiana, que tem trazido tanto sofrimento, angústia, depressão, acidentes e doenças e mortes evitáveis.”
"A luta em defesa da saúde de bancários é cotidiana e ultrapassa fronteiras entre patrão e empregado. Ela passa, também, pelo fortalecimento de políticas públicas de Estado, pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), pela implementação das convenções da Organização Internacional do trabalho (OIT) e, principalmente, pela garantia dos princípios da Seguridade Social. Muito mais do que remuneração, precisamos ter nossa saúde preservada, nosso direito a um trabalho digno e decente”, concluiu o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Orientação do Sindicato
O movimento sindical luta para que os bancos garantam condições dignas de trabalho, sem assédio moral e sem metas abusivas. No entanto, individualmente, é importante que cada bancário e bancária que necessita de ajuda cuide de sua saúde já que ela é bem maior.
O Sindicato disponibiliza aos trabalhadores a emissão de CAT, a comunicação de acidente de trabalho, que ajuda o bancário a ter o direito reconhecido junto ao INSS, para poder fazer seu tratamento e uma estabilidade para cuidar de sua saúde, uma vez que os bancos se negam a fazer a comunicação para o funcionário não ter nenhum desses direitos.
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