13/03/2024
Jovens trabalhadores são cruciais para enfrentar a crise climática, avalia UNI Juventude
O papel do movimento sindical no enfrentamento à crise climática foi o tema central do encontro “Construindo um Futuro Sustentável”, que reuniu cerca de 60 jovens trabalhadores e sindicalistas de todo o mundo, na sede da Uni Global Union, em Nyon, na Suíça, entre os dias 20 e 22 de fevereiro.
“As vozes dos jovens trabalhadores são cruciais e desempenharão um papel fundamental na definição da forma como os sindicatos podem trabalhar em conjunto para enfrentar a crise climática”, disse em nota a entidade organizadora do evento, a UNI Youth (Juventude), braço da Uni Global Union – federação sindical global presente em mais de 150 países e que representa mais de 20 milhões de trabalhadoras e trabalhadores.
“Um dos papéis do movimento sindical, nesta discussão, é buscar pelos direitos ambientais aos trabalhadores. Com isso, reforçar o alerta aos governos e à sociedade sobre a urgência na tomada decisões que são fundamentais para o futuro da humanidade”, explicou a secretária da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bianca Garbelini, que representou o Brasil no encontro.
Cientistas do mundo inteiro apontam que a emergência climática é um caminho sem volta e maior ameaça da atualidade à coexistência entre humanos, fauna doméstica e silvestre. Mas é possível minimizar os impactos da crise, com atuação conjunta de vários setores da economia, da sociedade e dos governos.
“A diversidade de pessoas no encontro (que contou com representantes de 43 entidades de 31 países e 11 setores diferentes) foi fundamental e enriqueceu os debates, para entendermos como o aquecimento global afeta de maneira diferente os países do norte e os países do sul global”, destacou Bia. “Apesar de os países ricos serem os principais emissores de gases de efeito estufa, especificamente o CO2 (dióxido de carbono), são os países do sul os mais afetados pela crise climática, especialmente com o agravamento das desigualdades sociais já enfrentadas por eles”, completou.
Desenvolvimento sustentável e transição justa
O debate sobre o desenvolvimento sustentável, em todo o mundo, vem girando em torno da transição para uma economia de baixo carbono, o que levará a mudanças em vários setores trabalhistas. Por isso, uma das bandeiras do movimento sindicalista mundial é por uma transição justa, que crie oportunidades de trabalho decente, com apoio aos trabalhadores que perderem seus empregos, seja em razão das mudanças climáticas, seja por conta da conversão da matriz energética.
“Temos que garantir a transição justa para profissões que tendem a desaparecer por causa do endurecimento de leis contra uso de combustíveis fósseis e outras formas de redução de emissões de gases”, explicou Bia Garbelini, lembrando que, aqui no Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou, em 2023, a Secretaria de Meio Ambiente, na defesa do desenvolvimento sustentável e transição justa. “Coletivamente precisamos de força para exigir dos governos regulações mais duras e das grandes empresas que se comprometam com a sustentabilidade, sem a retirada de direitos dos trabalhadores”, pontuou.
Educar, adaptar e mitigar
Entre as ações possíveis, ressaltadas no encontro “Construindo um Futuro Sustentável”, estão a de adaptação, como a necessidade de os empregadores fornecerem EPIs (Equipamento de Proteção Individual) contra raios UV, por exemplo, aos trabalhadores que são expostos ao clima.
Na ação de mitigação foi destacada a urgência da transição energética – troca das matrizes fósseis (petróleo, gás natural e carvão) pelas fontes renováveis (como sol, água, vento e biomassa), que emitem menos gases que causam o efeito estufa.
Já as ações propostas no âmbito educacional foram voltadas à conscientização, para que a sociedade compreenda os riscos iminentes e tenha instrumentos para pressionar os governos e empresas a cumprir seus papeis na questão ambiental.
“O objetivo do workshop foi nos capacitar para levarmos conhecimento às bases e, assim, construir ferramentas para defender um futuro sustentável; e acredito que esse objetivo foi alcançado”, concluiu Bia Garbelini.
“As vozes dos jovens trabalhadores são cruciais e desempenharão um papel fundamental na definição da forma como os sindicatos podem trabalhar em conjunto para enfrentar a crise climática”, disse em nota a entidade organizadora do evento, a UNI Youth (Juventude), braço da Uni Global Union – federação sindical global presente em mais de 150 países e que representa mais de 20 milhões de trabalhadoras e trabalhadores.
“Um dos papéis do movimento sindical, nesta discussão, é buscar pelos direitos ambientais aos trabalhadores. Com isso, reforçar o alerta aos governos e à sociedade sobre a urgência na tomada decisões que são fundamentais para o futuro da humanidade”, explicou a secretária da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bianca Garbelini, que representou o Brasil no encontro.
Cientistas do mundo inteiro apontam que a emergência climática é um caminho sem volta e maior ameaça da atualidade à coexistência entre humanos, fauna doméstica e silvestre. Mas é possível minimizar os impactos da crise, com atuação conjunta de vários setores da economia, da sociedade e dos governos.
“A diversidade de pessoas no encontro (que contou com representantes de 43 entidades de 31 países e 11 setores diferentes) foi fundamental e enriqueceu os debates, para entendermos como o aquecimento global afeta de maneira diferente os países do norte e os países do sul global”, destacou Bia. “Apesar de os países ricos serem os principais emissores de gases de efeito estufa, especificamente o CO2 (dióxido de carbono), são os países do sul os mais afetados pela crise climática, especialmente com o agravamento das desigualdades sociais já enfrentadas por eles”, completou.
Desenvolvimento sustentável e transição justa
O debate sobre o desenvolvimento sustentável, em todo o mundo, vem girando em torno da transição para uma economia de baixo carbono, o que levará a mudanças em vários setores trabalhistas. Por isso, uma das bandeiras do movimento sindicalista mundial é por uma transição justa, que crie oportunidades de trabalho decente, com apoio aos trabalhadores que perderem seus empregos, seja em razão das mudanças climáticas, seja por conta da conversão da matriz energética.
“Temos que garantir a transição justa para profissões que tendem a desaparecer por causa do endurecimento de leis contra uso de combustíveis fósseis e outras formas de redução de emissões de gases”, explicou Bia Garbelini, lembrando que, aqui no Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou, em 2023, a Secretaria de Meio Ambiente, na defesa do desenvolvimento sustentável e transição justa. “Coletivamente precisamos de força para exigir dos governos regulações mais duras e das grandes empresas que se comprometam com a sustentabilidade, sem a retirada de direitos dos trabalhadores”, pontuou.
Educar, adaptar e mitigar
Entre as ações possíveis, ressaltadas no encontro “Construindo um Futuro Sustentável”, estão a de adaptação, como a necessidade de os empregadores fornecerem EPIs (Equipamento de Proteção Individual) contra raios UV, por exemplo, aos trabalhadores que são expostos ao clima.
Na ação de mitigação foi destacada a urgência da transição energética – troca das matrizes fósseis (petróleo, gás natural e carvão) pelas fontes renováveis (como sol, água, vento e biomassa), que emitem menos gases que causam o efeito estufa.
Já as ações propostas no âmbito educacional foram voltadas à conscientização, para que a sociedade compreenda os riscos iminentes e tenha instrumentos para pressionar os governos e empresas a cumprir seus papeis na questão ambiental.
“O objetivo do workshop foi nos capacitar para levarmos conhecimento às bases e, assim, construir ferramentas para defender um futuro sustentável; e acredito que esse objetivo foi alcançado”, concluiu Bia Garbelini.
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