29/05/2023
Empregados da Caixa cobram possibilidade de transferência
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, querem que o banco abra a possibilidade de transferência do local de lotação, antes de iniciar o processo de contratação dos novos empregados. Outro pedido foi para que as entidades de representação sindical possam participar da recepção e integração dos novos empregados.
“Existem casos de empregados que já haviam mostrado interesse na transferência, mas o banco negou, alegando não haver como fazer as substituições. Agora que serão contratados mais 800 aprovados no concurso de 2014, o banco pode rever esta decisão”, explicou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt.
O “Movimenta”, como é chamado na Caixa o sistema de transferência do local de lotação, pode abrir possibilidade de movimentação para mais do que 800 novos contratados. “Em alguns casos, o próprio quadro atual pode suprir as vagas abertas com as transferências. Isso pode ocorrer quando um empregado quer sair de uma região, ou unidade e um outro quer ir para aquela mesma localidade”, explicou o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro. “E é muito importante que isso aconteça antes das contratações, pois existem muitos casos de empregados que precisam realizar grandes deslocamentos para conseguir chegar ao local de trabalho, alguns deles são pessoas com deficiência, ou que moram em outras cidades”, completou.
É válido ressaltar que, neste caso, as contratações já levariam em conta as transferências dos atuais empregados que queiram mudar sua lotação.
Integração
As entidades de representação e associativas dos empregados também ressaltam a importância de elas participarem do processo de recepção e integração dos 800 novos contratados. “Esta é uma reivindicação histórica. E assim que houve o acordo, já foi cobrada para que seja realizada com os novos contratados”, disse a coordenadora da CEE.
"As entidades sindicais sempre participaram desses encontros. Agora, face ao momento de reconstrução democrática porque passam o banco e o país, o resgate da presença das entidades representativas nessas situações de boas-vindas aos novos empregados é mais do que necessária, sobretudo por representar o fortalecimento do importante papel do banco público para o desenvolvimento econômico e social do país e para que esses trabalhadores entendam a importância da organização para a manutenção e desefa dos direitos da categoria, além da ampliação das conquista", ressaltou o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
“A unidade dos trabalhadores é determinante para a mobilização em defesa da Caixa pública e social e contra a retirada de direitos, com foco na melhoria das condições de trabalho e no esforço por um Brasil mais justo, democrático e soberano”, disse o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
O presidente da Fenae disse ainda que as entidades de representação e associativas dos empregados da Caixa são importantes para a luta por políticas de valorização dos trabalhadores e de proteção contra eventuais abusos de gestão, e ainda para a cobrança da manutenção da responsabilidade social da Caixa e pelo respeito aos clientes e beneficiários de programas sociais do Governo Federal. “Além destas 800 contratações, é preciso aumentar o teto de empregados, para que possa haver mais contratações e, com isso, seja possível prestar um atendimento digno à população, sem sobrecarga de trabalho. Isso também contribuirá para a redução do adoecimento do pessoal que trabalha na Caixa”, completou.
As contratações na Caixa seguem o limite estabelecido pela Secretaria de Coordenação das Estatais (Sest), órgão federal que coordena as empresas estatais. O limite na Caixa é de 87.544 empregados. Dados do último balanço mostram que o banco encerrou o primeiro trimestre de 2023 com 86.741 empregados.
Contratações e fim do risco de demissões
O acordo realizado com a Caixa pela Contraf-CUT e pela Fenae no âmbito da Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), além garantir mais 800 contratações, põe fim ao risco de demissões dos contratados administrativamente pela Caixa após o término da vigência previsto no edital do concurso de 2014. As contratações eram questionadas pelo Tribunal de Contas da União, que pedia a exoneração dos contratados. Desde o concurso de 2014, foram contratados 11.689 empregados.
“Com este acordo, além de garantirmos a contratação de mais 800 aprovados, eliminamos a possibilidade de demissão de todos os contratados administrativamente após o término da vigência prevista no edital”, explicou a coordenadora da CEE.
Com o acordo a Caixa também se comprometeu a não realizar concurso público exclusivamente para a formação de cadastro de reserva, ou que contenham vagas não correspondente à real demanda do banco no momento da publicação do edital.
“Existem casos de empregados que já haviam mostrado interesse na transferência, mas o banco negou, alegando não haver como fazer as substituições. Agora que serão contratados mais 800 aprovados no concurso de 2014, o banco pode rever esta decisão”, explicou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt.
O “Movimenta”, como é chamado na Caixa o sistema de transferência do local de lotação, pode abrir possibilidade de movimentação para mais do que 800 novos contratados. “Em alguns casos, o próprio quadro atual pode suprir as vagas abertas com as transferências. Isso pode ocorrer quando um empregado quer sair de uma região, ou unidade e um outro quer ir para aquela mesma localidade”, explicou o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro. “E é muito importante que isso aconteça antes das contratações, pois existem muitos casos de empregados que precisam realizar grandes deslocamentos para conseguir chegar ao local de trabalho, alguns deles são pessoas com deficiência, ou que moram em outras cidades”, completou.
É válido ressaltar que, neste caso, as contratações já levariam em conta as transferências dos atuais empregados que queiram mudar sua lotação.
Integração
As entidades de representação e associativas dos empregados também ressaltam a importância de elas participarem do processo de recepção e integração dos 800 novos contratados. “Esta é uma reivindicação histórica. E assim que houve o acordo, já foi cobrada para que seja realizada com os novos contratados”, disse a coordenadora da CEE.
"As entidades sindicais sempre participaram desses encontros. Agora, face ao momento de reconstrução democrática porque passam o banco e o país, o resgate da presença das entidades representativas nessas situações de boas-vindas aos novos empregados é mais do que necessária, sobretudo por representar o fortalecimento do importante papel do banco público para o desenvolvimento econômico e social do país e para que esses trabalhadores entendam a importância da organização para a manutenção e desefa dos direitos da categoria, além da ampliação das conquista", ressaltou o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
“A unidade dos trabalhadores é determinante para a mobilização em defesa da Caixa pública e social e contra a retirada de direitos, com foco na melhoria das condições de trabalho e no esforço por um Brasil mais justo, democrático e soberano”, disse o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
O presidente da Fenae disse ainda que as entidades de representação e associativas dos empregados da Caixa são importantes para a luta por políticas de valorização dos trabalhadores e de proteção contra eventuais abusos de gestão, e ainda para a cobrança da manutenção da responsabilidade social da Caixa e pelo respeito aos clientes e beneficiários de programas sociais do Governo Federal. “Além destas 800 contratações, é preciso aumentar o teto de empregados, para que possa haver mais contratações e, com isso, seja possível prestar um atendimento digno à população, sem sobrecarga de trabalho. Isso também contribuirá para a redução do adoecimento do pessoal que trabalha na Caixa”, completou.
As contratações na Caixa seguem o limite estabelecido pela Secretaria de Coordenação das Estatais (Sest), órgão federal que coordena as empresas estatais. O limite na Caixa é de 87.544 empregados. Dados do último balanço mostram que o banco encerrou o primeiro trimestre de 2023 com 86.741 empregados.
Contratações e fim do risco de demissões
O acordo realizado com a Caixa pela Contraf-CUT e pela Fenae no âmbito da Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), além garantir mais 800 contratações, põe fim ao risco de demissões dos contratados administrativamente pela Caixa após o término da vigência previsto no edital do concurso de 2014. As contratações eram questionadas pelo Tribunal de Contas da União, que pedia a exoneração dos contratados. Desde o concurso de 2014, foram contratados 11.689 empregados.
“Com este acordo, além de garantirmos a contratação de mais 800 aprovados, eliminamos a possibilidade de demissão de todos os contratados administrativamente após o término da vigência prevista no edital”, explicou a coordenadora da CEE.
Com o acordo a Caixa também se comprometeu a não realizar concurso público exclusivamente para a formação de cadastro de reserva, ou que contenham vagas não correspondente à real demanda do banco no momento da publicação do edital.
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