09/05/2022
Penhor: deputada impede urgência do PL que retira monopólio da Caixa

A Câmara dos Deputados tentou votar, na última quinta-feira (5) em regime de urgência do Projeto de Lei que retira da Caixa Econômica Federal o monopólio sobre o Penhor. Uma articulação da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) impediu a apreciação do PL 4188/2021, que trata sobre o serviço de gestão especializada de garantias e também prevê o fim da exclusividade do Penhor da Caixa.
“Nós queremos estabelecer uma conversa com o relator para que seja retirada essa questão do monopólio do Penhor da Caixa. Não podemos permitir nenhum tipo de enfraquecimento da Caixa, que exerce com qualidade esta função, com profissionais altamente gabaritados”, disse a parlamentar, ao citar os avaliadores e avaliadoras de penhor.
O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, também avalia que a medida representa um ataque ao banco público.
“Trata-se de uma das operações mais baratas, voltada para pessoas que passam por dificuldades e que tenham joias, eventualmente herdadas de antepassados. Nesse sentido, o penhor é uma operação que se coaduna com o papel social da Caixa, de oferecer crédito mais barato para quem mais necessita ou quer um empréstimo, mas não quer se desfazer de pertences familiares”, ressaltou Takemoto.
O dirigente lembra que o monopólio da operação feito pela Caixa ocorreu por conta de abusos cometidos pelas casas de penhor. Segundo os representantes dos empregados do banco público, o penhor da Caixa é motivo de orgulho para a sociedade brasileira. “Não podemos deixar a história ser esquecida. Pessoas escravizadas compravam sua carta de alforria através do empréstimo de penhor da Caixa. Mais uma vez, deparamos com a recorrente prática de desvirtuar o papel social do banco do povo brasileiro”, acrescenta o presidente da Fenae.
A deputada Erika Kokay lamentou a tentativa de enfraquecer a Caixa, desconsiderando sua importância para o país. “A Caixa é um instrumento público imprescindível para esse País. Ela representa 98% do crédito habitacional de baixa renda neste País, e crédito habitacional é crédito de risco, porque é um crédito de longo prazo, como também o crédito agrícola é um crédito de risco, porque ele está sujeito a financiar uma atividade produtiva que pode estar prejudicada em função das intempéries da própria natureza. Então, em função do prazo maior para que nós possamos discutir essa matéria”, afirmou a parlamentar.
Histórico
Há mais de 50 anos a Caixa tem o monopólio do Penhor no Brasil. Trata-se de uma linha de crédito com uma das menores taxas de juros do mercado e sem burocracia, na qual o cidadão ou cidadã pode levar à uma agência, jóias, relógios, pratarias, canetas de valor, entre outros.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- Votação para representante dos empregados no CA é retomada. Vote Fabi Uehara!
- Baixe aqui as cartilhas de combate à violência de gênero
- Categoria reconhece força e presença dos sindicatos, aponta pesquisa da FETEC-CUT/SP
- Planejamento da FETEC-CUT/SP debate campanha salarial e cenário político de 2026
- Bancárias foram às ruas no 8 de Março contra o feminicídio e a escala 6x1, por soberania e por mais mulheres na política
- Após divulgação do lucro do Mercantil, COE solicita reunião para esclarecer valores da PLR
- Sindicato convoca assembleia para eleger delegados para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT
- Aposentados da Contraf-CUT realizam encontro nacional para balanço de 2025 e planejamento das ações para 2026
- Eleições no Economus começam 16 de abril; Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite
- Licença-paternidade de 20 dias é aprovada no Senado e vai à sanção presidencial