06/01/2022
Cassi: atendimento sobrecarregado evidencia desmonte e má gestão
A fila de espera para o atendimento via telemedicina da Cassi vem acumulando diariamente mais de 400 pessoas, desde a semana anterior ao Réveillon. O tempo de atendimento tem demorado entre 12 e 15 horas, o que tem feito muitas pessoas desistirem e procurarem o pronto-socorro mais próximo.
Para piorar, a atual diretoria da caixa de assistência, cuja presidência tem profundo alinhamento com o governo Bolsonaro, não só informa que não há previsão para regularização da situação, como também joga a culpa pela sobrecarga de atendimento nos próprios associados.
O atual diretor de rede atendimento da Cassi, Luiz Satoru, divulgou um comunicado nos grupos eletrônicos de mensagens e redes sociais informando que “a telemedicina da CASSI está neste momento com uma grande sobrecarga de atendimentos, muito provavelmente por ‘algum relaxamento’ coletivo nas festas de final de ano”.
É inaceitável ouvir daquele a quem os associados confiaram a administração da caixa de assistência que os usuários são os responsáveis pela demora no teleatendimento. Naturalmente, se esconde aí a falta de planejamento e má gestão.
É válido lembrar que a atual diretoria eleita da Cassi, que sempre foi próxima à direção do Banco do Brasil, vem desmontando a Estratégia Saúde da Família – focada no acompanhamento médico periódico e contínuo do associado e de seus dependentes –, buscando, com isso, apenas a redução dos custos – ação essa desfavorável para o convênio médico e para o paciente –, ao invés de priorizar o tratamento inteligente com prevenção e saúde.
A diretoria atual da Cassi vem desmontando as CliniCassi, parte central da Estratégia Saúde da Família, a fim de investir na terceirização da telemedicina, quando poderia ter destinado recursos neste serviço próprio aliado com a ESF, e expandi-lo emergencialmente, a fim de atender todo o contingente atualmente represado no atendimento.
A Cassi ficou sob intervenção fiscal da ANS entre julho de 2019 e junho de 2020. Em novembro de 2019, o Corpo de Associados aprovou a nova proposta de reforma estatutária da Cassi, que foi elaborada com a grande participação das entidades de representação do funcionalismo, e que injetou cerca de R$ 1 bilhão na caixa de assistência, possibilitando a saúde financeira da entidade.
Porém, é importante reforçar à atual diretoria da Cassi que não se pode ter apenas uma visão e orientação financista da caixa de assistência, mas o foco principal tem que ser a saúde e o bem-estar dos participantes.
É mais do que urgente que haja gestão responsável e que se assegure o aprimoramento no atendimento adequado aos associados, no momento que requer muita atenção e cuidados, devido à pandemia atual. A telemedicina é muito boa ferramenta, mas precisa atingir seus efeitos dentro de uma política e administração mais abrangente que reforce a Estratégia Saúde de Família. Nesse momento, as entidades sindicais cobram da atual direção da Cassi melhor gestão e atendimento aos participantes.
Para piorar, a atual diretoria da caixa de assistência, cuja presidência tem profundo alinhamento com o governo Bolsonaro, não só informa que não há previsão para regularização da situação, como também joga a culpa pela sobrecarga de atendimento nos próprios associados.
O atual diretor de rede atendimento da Cassi, Luiz Satoru, divulgou um comunicado nos grupos eletrônicos de mensagens e redes sociais informando que “a telemedicina da CASSI está neste momento com uma grande sobrecarga de atendimentos, muito provavelmente por ‘algum relaxamento’ coletivo nas festas de final de ano”.
É inaceitável ouvir daquele a quem os associados confiaram a administração da caixa de assistência que os usuários são os responsáveis pela demora no teleatendimento. Naturalmente, se esconde aí a falta de planejamento e má gestão.
É válido lembrar que a atual diretoria eleita da Cassi, que sempre foi próxima à direção do Banco do Brasil, vem desmontando a Estratégia Saúde da Família – focada no acompanhamento médico periódico e contínuo do associado e de seus dependentes –, buscando, com isso, apenas a redução dos custos – ação essa desfavorável para o convênio médico e para o paciente –, ao invés de priorizar o tratamento inteligente com prevenção e saúde.
A diretoria atual da Cassi vem desmontando as CliniCassi, parte central da Estratégia Saúde da Família, a fim de investir na terceirização da telemedicina, quando poderia ter destinado recursos neste serviço próprio aliado com a ESF, e expandi-lo emergencialmente, a fim de atender todo o contingente atualmente represado no atendimento.
A Cassi ficou sob intervenção fiscal da ANS entre julho de 2019 e junho de 2020. Em novembro de 2019, o Corpo de Associados aprovou a nova proposta de reforma estatutária da Cassi, que foi elaborada com a grande participação das entidades de representação do funcionalismo, e que injetou cerca de R$ 1 bilhão na caixa de assistência, possibilitando a saúde financeira da entidade.
Porém, é importante reforçar à atual diretoria da Cassi que não se pode ter apenas uma visão e orientação financista da caixa de assistência, mas o foco principal tem que ser a saúde e o bem-estar dos participantes.
É mais do que urgente que haja gestão responsável e que se assegure o aprimoramento no atendimento adequado aos associados, no momento que requer muita atenção e cuidados, devido à pandemia atual. A telemedicina é muito boa ferramenta, mas precisa atingir seus efeitos dentro de uma política e administração mais abrangente que reforce a Estratégia Saúde de Família. Nesse momento, as entidades sindicais cobram da atual direção da Cassi melhor gestão e atendimento aos participantes.
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