14/09/2021
Uso político da Caixa Econômica Federal volta a ganhar destaque na mídia

O uso do banco público para fins eleitoreiros vem sendo destaque nas páginas dos principais jornais e revistas do país. O site UOL, de segunda-feira (13), destacou enaltecimento de imagem do presidente do banco em redes sociais da instituição e publicou o contraponto das entidades de representação dos empregados. No final de semana, Correio Braziliense e outros veículos nacionais e regionais também destacaram notícia divulgada pela Fenae: “Bancários da Caixa querem que denúncias de uso político da estatal sejam amplamente investigadas”.
Em nota enviada ao site da UOL, a Caixa disse não utilizar as redes sociais institucionais para projetar pessoas e que a estatal registrou ‘um lucro recorde’ de R$ 45 bilhões nos últimos dois anos e meio. Em contraponto à resposta do banco, o veículo destacou posicionamento da Federação: “Parte desse resultado se deve à ‘venda de ativos’ da instituição, o que demonstraria ‘a redução do papel social do banco público e a política de desmonte da atual gestão da instituição, que é o de privatizar a Caixa aos pedaços”, publicou o site.
A reportagem do UOL explica que no período de 1º de julho a 9 de setembro deste ano, foram feitas 72 publicações com a figura de Guimarães em fotografias ou vídeos nos perfis oficiais da Caixa no Twitter, Instagram e Facebook, com imagens que enaltecem a presença, o nome e o cargo de Guimarães, segundo o veículo.
“Mais uma vez, se faz necessário reforçar a importância da Caixa para o Brasil e para os brasileiros. O banco público é imprescindível para o país, e chega aonde os bancos privados não chegam. É lamentável constatar o uso eleitoreiro da estatal”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Histórico
> Aparelhamento do banco para fins políticos foi alvo de denúncia da revista IstoÉ
Em reportagem publicada na última sexta-feira (10), a revista IstoÉ denunciou o uso da estrutura da instituição pública feita pelo presidente do banco público para promover programas populistas de Bolsonaro e se cacifar para as eleições de 2022. Segundo a reportagem, Guimarães já foi cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Bolsonaro ou mesmo para disputar vagas no Senado ou no governo do Rio de Janeiro. Vários veículos de comunicação destacaram, nas últimas semanas, que independentemente da disputa eleitoral, o presidente da Caixa tem se empenhado em mostrar subserviência ao presidente Bolsonaro.
Gastos extraordinários
Segundo dados apurados pelos veículos de comunicação, para turbinar a reeleição, Guimarães criou uma nova estrutura na Caixa, com 19 funcionários para administrar eventos dos quais o banqueiro participa, e fortaleceu a gerência promocional do banco com a criação do canal ‘Fale com o Presidente”. Segundo a revista essa estrutura gerou gastos extraordinários de R$ 300 mil por mês aos cofres públicos, sem contar as despesas geradas pelo aumento das viagens de Pedro Guimarães pelo Brasil. Segundo a revista, desde o início do ano já foram mais de 100 viagens, que geraram custo de quase R$ 4 milhões ao banco.
“São gastos exorbitantes. É notório o uso do banco público para fins eleitorais próprios. Vamos continuar denunciando este tipo de gestão, prejudicial tanto para os empregados da Caixa como para a população brasileira. Esperamos explicações do ‘turismo’ de Guimarães frente à estatal”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
> Investigação: Procurador do TCU pede afastamento dos presidentes da Caixa e do BB
Também entrou na mira dos tabloides o fato de Guimarães usar o banco para forçar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a não soltar uma nota oficial que seria prejudicial ao governo. A revista Veja, G1, entre outros periódicos, noticiaram a repercussão dos presidentes da Caixa e do BB no alvo do Tribunal de Contas da União (TCU) por atrito com Febraban. O procurador Lucas Furtado, do TCU, pediu o afastamento temporário dos mandatários das estatais de seus cargos, para que seja feita uma investigação por suposto uso político das instituições no episódio do manifesto da Febraban.
Transparência e responsabilidade são pilares das empresas estatais. Por isso, é de extrema importância que esta denúncia seja apurada e investigada a fundo. Pois, a Caixa e o BB são bancos públicos. E tudo o que é público pertence a toda a população.
Em nota enviada ao site da UOL, a Caixa disse não utilizar as redes sociais institucionais para projetar pessoas e que a estatal registrou ‘um lucro recorde’ de R$ 45 bilhões nos últimos dois anos e meio. Em contraponto à resposta do banco, o veículo destacou posicionamento da Federação: “Parte desse resultado se deve à ‘venda de ativos’ da instituição, o que demonstraria ‘a redução do papel social do banco público e a política de desmonte da atual gestão da instituição, que é o de privatizar a Caixa aos pedaços”, publicou o site.
A reportagem do UOL explica que no período de 1º de julho a 9 de setembro deste ano, foram feitas 72 publicações com a figura de Guimarães em fotografias ou vídeos nos perfis oficiais da Caixa no Twitter, Instagram e Facebook, com imagens que enaltecem a presença, o nome e o cargo de Guimarães, segundo o veículo.
“Mais uma vez, se faz necessário reforçar a importância da Caixa para o Brasil e para os brasileiros. O banco público é imprescindível para o país, e chega aonde os bancos privados não chegam. É lamentável constatar o uso eleitoreiro da estatal”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Histórico
> Aparelhamento do banco para fins políticos foi alvo de denúncia da revista IstoÉ
Em reportagem publicada na última sexta-feira (10), a revista IstoÉ denunciou o uso da estrutura da instituição pública feita pelo presidente do banco público para promover programas populistas de Bolsonaro e se cacifar para as eleições de 2022. Segundo a reportagem, Guimarães já foi cogitado para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Bolsonaro ou mesmo para disputar vagas no Senado ou no governo do Rio de Janeiro. Vários veículos de comunicação destacaram, nas últimas semanas, que independentemente da disputa eleitoral, o presidente da Caixa tem se empenhado em mostrar subserviência ao presidente Bolsonaro.
Gastos extraordinários
Segundo dados apurados pelos veículos de comunicação, para turbinar a reeleição, Guimarães criou uma nova estrutura na Caixa, com 19 funcionários para administrar eventos dos quais o banqueiro participa, e fortaleceu a gerência promocional do banco com a criação do canal ‘Fale com o Presidente”. Segundo a revista essa estrutura gerou gastos extraordinários de R$ 300 mil por mês aos cofres públicos, sem contar as despesas geradas pelo aumento das viagens de Pedro Guimarães pelo Brasil. Segundo a revista, desde o início do ano já foram mais de 100 viagens, que geraram custo de quase R$ 4 milhões ao banco.
“São gastos exorbitantes. É notório o uso do banco público para fins eleitorais próprios. Vamos continuar denunciando este tipo de gestão, prejudicial tanto para os empregados da Caixa como para a população brasileira. Esperamos explicações do ‘turismo’ de Guimarães frente à estatal”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.
> Investigação: Procurador do TCU pede afastamento dos presidentes da Caixa e do BB
Também entrou na mira dos tabloides o fato de Guimarães usar o banco para forçar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a não soltar uma nota oficial que seria prejudicial ao governo. A revista Veja, G1, entre outros periódicos, noticiaram a repercussão dos presidentes da Caixa e do BB no alvo do Tribunal de Contas da União (TCU) por atrito com Febraban. O procurador Lucas Furtado, do TCU, pediu o afastamento temporário dos mandatários das estatais de seus cargos, para que seja feita uma investigação por suposto uso político das instituições no episódio do manifesto da Febraban.
Transparência e responsabilidade são pilares das empresas estatais. Por isso, é de extrema importância que esta denúncia seja apurada e investigada a fundo. Pois, a Caixa e o BB são bancos públicos. E tudo o que é público pertence a toda a população.
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