01/09/2021
Negociações sobre o Saúde Caixa serão retomadas nesta sexta-feira (3)
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, que representa o Sindicato nas negociações com o banco, vai se reunir com a Caixa na sexta-feira (3), a partir das 10h30, para retomar a mesa sobre o modelo de custeio e gestão do Saúde Caixa, a ser implementado a partir de 2022.
Na última reunião, a Caixa se manteve intransigente com relação à aplicação da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que prevê a paridade nas contribuições assistenciais e administrativas do Saúde Caixa, alterando o modelo atual de 70% dos custos financiados pela empresa e 30% pelos empregados.
“A Caixa tem conhecimento que não temos acordo com relação à paridade. Nossa posição é e sempre foi pela manutenção do atual modelo de custeio, que estabelece que 70% dos custos sejam de responsabilidade do controlador (a Caixa) e 30% dos participantes (os empregados)”, disse a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Imposição
A reunião foi interrompida porque a Caixa insistiu em manter a aplicação da CGPAR 23, argumentando que “a resolução continua vigente como diretriz do controlador”. A coordenadora da CEE explicou que a negociação não avançaria se a Caixa insistisse na imposição e não levasse em consideração a projeção de custeio no modelo atual. “A decisão de aplicar a CGPAR 23 cabe ao presidente da Caixa (Pedro Guimarães), uma vez que existe uma portaria do Governo Federal que permite que as empresas deixem de cumprir a resolução. Mas, a Caixa e ele não consideraram essa possibilidade. É uma imposição de Pedro Guimarães”, afirmou.
“Imposição não é negociação. Existe a possibilidade de que os efeitos da CGPAR 23 sejam sustados, mas independentemente do resultado da votação no Senado, não vamos considerar a CGPAR 23 sob nenhum aspecto. Além de não ser lei, não está prevista em nosso Acordo Coletivo”, completou Fabiana, ao lembrar da tramitação do PDL 342/2021, que está na ordem do dia para votação nesta quarta-feira (1º/9) no Senado.
Uma empresa de assessoria atuarial contratada pela representação dos empregados fez novas simulações sobre o modelo de custeio do Saúde Caixa, considerando o cenário da vacinação.
Acompanhe nos sites e redes sociais do Sindicato o desfecho das negociações de sexta-feira (3).
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário
- Em reunião com presidente do banco, movimento sindical cobra transparência e revisão de critérios do Bônus Caixa e Super Caixa
- Santander inicia campanha de vacinação contra a gripe para funcionários a partir desta segunda-feira (27)
- Bradesco inicia campanha de vacinação contra a gripe nesta segunda-feira (27)
- Movimento sindical denuncia manobra para desfigurar PEC do fim da escala 6x1
- É conquista! Itaú inicia vacinação contra a gripe na segunda-feira (27)
- União sindical em ação: Diretor e presidente do Sindicato participam como mesários de eleição no SEEB Jundiaí
- 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos