29/04/2021
Ação Popular contra IPO da Caixa Seguridade fortalece a luta contra privatização do banco

A mobilização contra a privatização da Caixa, que pode ser iniciada com a abertura de capital da Caixa Seguridade, ganha reforço das entidades. Uma Ação Popular contra a ação da Caixa foi protocolada na Justiça Federal de Brasília nesta terça-feira (27). O documento pede a suspensão da abertura das ofertas, prevista para esta quinta-feira (29).
"A mobilização de todos é a nossa arma para evitar a privatização da Caixa por meio das subsidiárias. Não tem meias palavras - se não nos esforçarmos nessa luta, será o fim do único banco 100% público do Brasil, o fim das políticas sociais", alerta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
A Ação Popular foi assinada pelo presidente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Cleiton dos Santos; o presidente do Sindicato de Brasília, Kleytton Moraes e a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt.
Além da violação das normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no processo de abertura de capital, a Ação Popular aponta conflito de interesse na atuação da Caixa como intermediadora na venda das ações.
“Essa é mais uma tentativa de impedir o desmonte da Caixa e defender o banco 100% público. Esse patrimônio nacional imprescindível para o desenvolvimento do país não pode ser entregue para o capital privado. A importância da Caixa é ainda mais importante neste momento de pandemia e, principalmente, depois da volta da normalidade, quando o Brasil precisará retomar o crescimento”, afirma Cleiton dos Santos, presidente da Fetec-CUT/CN.
Segundo a equipe que preparou a Ação, da Advocacia Garcez, a Caixa apresentou manifestação preliminar, requerendo que o pedido liminar seja analisado após a oitiva do banco. O juiz definirá se decidirá antes ou após as informações da Caixa.
“O desgoverno Bolsonaro encontrou uma maneira de privatizar a Caixa de forma indireta, já que a Contraf-CUT e a Fenae conseguiram barrar a privatização via STF. Logo, vai fragmentando e vendendo de pouquinho em pouquinho. Ao descapitalizar a Caixa, vai faltar recursos para o crédito, vai faltar investimento em infraestrutura. E, possivelmente, até para sustentação do próprio banco. Será uma perda para a sociedade, já que um dos papéis da Caixa é justamente diminuir a desigualdade tão gritante em nosso país”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Proscholdt.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou relações de trabalho
- Teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026
- Bancários do Itaú aprovam Acordo Coletivo de Trabalho para 2026
- Empregados da Caixa relatam dificuldades no Crédito do Trabalhador e movimento sindical cobra solução
- BB: Falta de funcionários em agências varejo prejudica bancários, clientes e população
- Assembleia do Itaú já começou. Bancário e bancária, vote aqui!
- Caixa faz 165 anos entre lucros recordes, fechamento de agências e cobranças por valorização dos empregados
- Benefícios da Funcef e aposentadorias acima do mínimo terão reajuste de 3,9%
- Eleições CUSC: conheça os candidatos e as propostas da Chapa 2, que tem apoio do Sindicato
- Aniversário de 165 anos da Caixa é marcado por mobilização em defesa dos empregados e por mudanças no Super Caixa
- Atividades em 8 de janeiro marcam história como o Dia da Democracia no Brasil
- Saiba quanto você vai economizar de IR com a calculadora do Dieese
- EDITAL ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA DO ITAÚ - Acordo Coletivo de Trabalho
- Feriados de 2026: programe seu lazer e aproveite tudo o que o Clube dos Bancários oferece
- Conselho de Usuários do Saúde Caixa: candidatos da Chapa 2 realizam live nesta quinta-feira (8)