27/04/2021
Mudanças aprovadas no Conselho de Administração da Caixa acabam com a VIPES

O Conselho de Administração da Caixa aprovou, na reunião de abril, o fim da Vice-Presidência de Pessoas (VIPES). Em seu lugar fica a Vice-Presidência de Estratégia e Pessoas (VIEPE). Para a nova área serão transferidas as diretorias de governança e estratégia (DEGOE); de Marketing e Relacionamento Institucional (DEREL), e a Ouvidoria, que passa a ser vinculada à DEGOE. Até então esses setores estavam diretamente ligados à Presidência.
“Votei contra essa mudança, que foi aprovada por maioria. A criação de uma vice-presidência específica para tratar de pessoas é avanço recente, advindo da relevância e complexidade da relação com os empregados, o que envolve direitos trabalhistas, carreira, treinamento, administração de conflitos, relação negocial com entidades sindicais. A pasta veio humanizar a gestão, valorizar o patrimônio humano do banco. O que vemos agora é um retrocesso”, afirmou Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa. “A vinculação das áreas de estratégia e marketing à área de pessoas não é coerente. Essas são áreas transversais em qualquer empresa e normalmente estão alocadas na maior hierarquia executiva”, completou Rita.
Na proposta, a Ouvidoria passa a ser vinculada a uma vice-presidência, quando boas práticas de mercado sugerem (como estabelecido no Manual de Boas Práticas de Ouvidorias Brasil, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente – ABRAREC e a Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman – ABO) que: “O Ouvidor deve ser vinculado e subordinado diretamente ao dirigente máximo da organização e deste deverá receber o suporte necessário para o exercício de suas funções, de forma que possa agir com autonomia, imparcialidade e legitimidade junto aos demais dirigentes da organização”.
Da mesma forma, o estatuto padrão da SEST sugere que a Ouvidoria fique diretamente ligada ao Conselho de Administração. “É natural que mudanças, adaptações a novas demandas, façam parte da vida de uma grande empresa como a Caixa, mas isso deve ser precedido de um planejamento detalhado, justificativas palpáveis, estratégia consolidada. O que vemos agora são alterações constantes em toda a estrutura e seus respectivos gestores, sem garantia de tempo para amadurecimento, gerando a ausência de avaliação efetiva e, dessa forma, colocando em risco a continuidade dos processos e a governança do banco”, disse a conselheira.
“É mais uma reestruturação e com sinais claros de retrocesso. Isso reforça a importância da nossa luta contra os desmandos dessa direção. É evidente que querem desestruturar a Caixa. Nós empregados estamos em risco e claro, a sociedade vai sofrer junto porque querem acabar com o banco público e o papel tão importante que ela tem na luta contra a desigualdade”, finalizou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa volta atrás, atende Sindicato e decide abonar horas dos jogos do Brasil na Copa
- Põe Mais Dinheiro Caixa! Afinal, o que é o teto?
- COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho
- Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi
- Sindicato terá horário especial de atendimento na segunda-feira (29)
- Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários
- Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco
- Super Caixa: participe da consulta e fortaleça a luta por mudanças no programa de remuneração variável
- CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa
- Categoria bancária aprova minuta de reivindicações para a Campanha Nacional Unificada 2026
- Contraf-CUT entrega à Caixa minuta de reivindicações específicas dos empregados
- Funcionários do Banco do Brasil entregam minuta de reivindicações à direção do banco
- Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban; Primeira negociação será dia 2 de julho
- Representantes dos funcionários do Itaú entregarão pauta de reivindicações ao banco em 2 de julho
- Entrega da minuta à Fenaban e Caravana da FETEC abrem a Campanha Nacional 2026