12/04/2021
CEE definirá calendário de luta nesta segunda (12), em reunião do Comando Nacional
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Em reunião realizada na última sexta-feira (9), a Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) propôs um calendário de lutas para o mês de abril, que será apresentado ao Comando Nacional nesta segunda-feira (12). Entre os assuntos estão o pagamento justo da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), a defesa da vacina contra Covid-19 para todos e da Caixa 100% pública.
A Caixa não pagou devidamente, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2021, a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos empregados. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) identificou que a Caixa pagou a PLR Social com base na divisão linear entre todos os empregados de 3% do lucro líquido, e não de 4%, como determina o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Os integrantes da Comissão também vão denunciar as graves consequências que as devoluções dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD) vão causar à Caixa. A intenção do presidente do banco, Pedro Guimarães, é devolver os recursos com a venda de subsidiárias ainda neste ano. A Caixa já devolveu R$ 11,35 bilhões de um total de R$ 40 bilhões. Vale lembrar que IHCD não tem data de vencimento, portanto, a direção da Caixa não tem a obrigação de antecipar a devolução destes recursos.
Para as entidades de representação dos empregados, a devolução dos IHCDs não resolve o problema de caixa do governo e pode ser muito prejudicial para o banco público. Usar recursos da venda de ativos é queimar o patrimônio público, é enxugar a capacidade da Caixa de investir no desenvolvimento do país.
A coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara, explica que o calendário de lutas vai propor uma campanha ampla. “O Governo e a direção da Caixa têm avançado na retirada de direitos dos empregados e na privatização do banco público. Portanto, além de denunciar os prejuízos com a devolução dos IHCDs e cobrar o pagamento justo da PLR, nossa mobilização será pela vacinação para todos e a inclusão dos empregados no grupo prioritário de imunização contra a Covid-19. E o mais urgente – defender a Caixa 100% pública que mais do que nunca está ameaçada com a venda da Caixa Seguridade”, alertou Fabiana. A abertura de capital da subsidiária de seguros está prevista para o dia 29 de abril.
"Os trabalhadores estão atuando sob um grande estresse devido às jornadas exaustivas, ao trabalho em ambientes com alto risco de exposição ao coronavírus e à cobrança por metas desumanas. Depois de um ano de total dedicação e empenho para pagar o auxílio emergencial a 120 milhões de pessoas, o reconhecimento da Caixa é retirar direitos históricos, conquistados em anos de luta pelos bancários e bancárias. Não vamos permitir mais este ataque! Vamos juntos mostrar nossa indignação e cobrar do banco mais respeito aos trabalhadores", reforçou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Para reforçar o calendário de lutas, além da reunião do Comando Nacional, a CEE está programando uma plenária nacional com os dirigentes sindicais.
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