24/11/2020
Entidades sindicais fazem abaixo-assinado para mais contratações na Caixa. Participe!

O déficit é grande! Mais de 17 mil empregados saíram da Caixa entre 2014 e 2020. Segundo os balanços divulgados, o banco passou de 101.484 trabalhadores em janeiro de 2015 para 84.320 em junho de 2020. Uma queda de mais de 20%. Para lutar por mais contratações, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) iniciaram um abaixo-assinado. O objetivo é reivindicar a recomposição de quadro de empregados, que tem caído anualmente.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região apoia a iniciativa e conclama você para também apoiar e fortalecer essa campanha.
> Acesse o link e assine o abaixo-assinado para mais contratações na Caixa.
Os empregados têm vivido dias estressantes de trabalho, com condições precárias nas unidades e submetidos à pressão constante para obtenção de resultados através de metas abusivas. Recentemente, o banco aumentou as metas mais uma vez, chegando a triplicar para alguns empregados.
“A Caixa não contrata mais trabalhadores, o peso fica ainda maior. “A meta da direção Caixa deveria ser preservar a vida dos empregados e da população”, afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.
Na pandemia, mais de 100 milhões de pessoas tem passado pela Caixa mensalmente, entre beneficiários auxílio emergencial, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). Os empregados têm atuado incansavelmente para garantir o atendimento a toda a população.
Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, a contratação precisa ser imediata. “Os colegas estão adoecendo com as jornadas estafantes de atendimento e reforçada por metas abusivas. Contratar mais significa dar melhores condições a todos os trabalhadores e claro melhor atendimento para a população”.
A falta de trabalhadores tem afetado não apenas aos empregados, como a população. Sem investimentos, o banco lida com a precarização dos atendimentos à população. Para os trabalhadores, o resultado é cansaço e adoecimento.
“A sobrecarga de trabalho à qual os empregados estão submetidos expõe de maneira clara a necessidade de mais contratações. A direção da Caixa não pode se omitir, e deve agir imediatamente para sanar o problema, agravado pela decisão da direção do banco de anunciar mais um PDV. É necessário contratar, já”, afirma Leonardo Quadros, diretor-presidente da Apcef/SP e membro da CEE/Caixa.
"A demanda para aumentar o contingente de trabalhadores do banco é uma reivindicação constante também do Sindicato. A Caixa perdeu 17 mil empregados e não houve reposição. As condições de trabalho estão precárias e quem está nas unidades está trabalhando incansavelmente sem as devidas condições. Não vamos aceitar que a gestão da Caixa e este governo priorizem o lucro em detrimento da saúde física e mental dos trabalhadores. É cruel e desumano, e coloca em risco o futuro do banco e seu papel social. O Sindicato vai continuar cobrando mais contratações e manter forte a luta em defesa do banco público, que é fundamental para o desenvolvimento do nosso país. E convida você também, cidadão atendido por quem se dedica diariamente a construir o "banco do povo brasileiro" a fortalecer esta luta e participar do abaixo-assinado", conclama o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Números da Caixa
Enquanto o déficit de empregados cresce, as contas e atendimento também aumentam. Entre 2014 e 2020, as contas de clientes Pessoa Física e Pessoa Jurídica cresceram consideravelmente, saltando de 70,3 milhões para 128 milhões, um aumento de 82,11%. O indicador de quantidade de contas por empregado mais que dobrou, aumentando de 693 para 1.519.
Confira abaixo o número de empregados da Caixa ao longo dos anos:
- 2010 – 83,2 mil
- 2011 – 85,6 mil
- 2012 – 92,9 mil
- 2013 – 98,2 mil
- 2014 – 101,5 mil
- 2015 – 97,5 mil
- 2016 – 95 mil
- 2017 – 87.654
- 2018 – 84.952
- 2019 – 84.066
- 2020* (dados do 2 tri 2020) – 84.320
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