23/11/2020
#VidasNegrasImportam: Sindicato repudia racismo e violência contra a população negra

O Sindicato reafirma a importância da luta contra o racismo e vem, por meio desta, manifestar publicamente repúdio à discriminação, preconceito e violência praticados contra a população negra.
O racismo se traduz nas atitudes de práticas da violência policial contra os negros, da violência e mortes de feministas negras, contra os direitos humanos e das pessoas que são atingidas pelo sistema nos seus lares ou em seus trabalhos.
A poucas horas do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrados na última sexta-feira (20), João Alberto Silveira Freitas, o Beto, homem negro de 40 anos, foi espancado até a morte por dois seguranças de uma loja do Carrefour na zona norte de Porto Alegre (RS).
Ainda na sexta (20), em São José do Rio Preto, Renata, mulher negra, trabalhadora da CPFL Energia com mais de 20 anos de empresa, foi demitida após ser considerada na semana anterior uma funcionária exemplar.
Ana Lúcia Martins, primeira mulher negra eleita para a Câmara de Vereadores de Joinville, no Norte de Santa Catarina, após o resultado das eleições, tem recebido ataques em redes sociais e até ameaças de morte.
Em meados deste ano, o estudante de 14 anos, João Pedro foi morto a tiros dentro de casa, e, conforme laudo médico, atingido pelas costas, em uma operação policial no Complexo do Salgueiro, no estado do Rio de Janeiro.
Situações similares têm se repetido constantemente ao longo da história e apontam para um problema ainda maior: o racismo estrutural, quando as próprias estruturas sociais contribuem para reforçar e perpetuar as desigualdades.
A mortalidade de jovens negros no Brasil é superior a de países em guerra civil no mundo. São 63 mil jovens brasileiros mortos por ano, sendo mais de 70% negros.
Das pessoas mortas por assassinato, 71% são negras. Das pessoas mortas em ação policial, 76% são negras. Do total da população carcerária, 64% são negros.
A despeito dos números, o atual governo brasileiro, reflexo de uma estrutura política majoritariamente branca, elitista e de extrema direita, com suas posições conservadoras e preconceituosas, reforça essa cultura genocida, além de promover um verdadeiro desmonte das redes de combate ao racismo, com drásticos cortes no orçamento destinado à essa política específica.
O Sindicato, como entidade cidadã, luta todos os dias para combater todas as formas de violência que a discriminação racial e estrutural impõe à sociedade e que a pandemia expôs ainda mais. Que a anulação de mais um negro, vítima de uma sociedade preconceituosa e excludente, não seja uma indignação momentânea.
Nossa solidariedade para com quem é parte fundamental da construção desse país e merece ter sua história reconhecida e a reparação dos males sofridos.
#VidasNegrasImportam
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