18/11/2020
CEE/Caixa e Sindicato reivindicam a suspensão do normativo CR 444 000

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/ Caixa) e o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região são veementemente contra o normativo CR 444 000, publicado em outubro pelo banco, como Programa de Incentivo às Práticas de Vendas Qualificadas (PQV). A principal discordância com o texto está nas condutas que passarão a ser monitoradas e passíveis de punição, como o mau humor, uso de celular, alimentar-se durante o atendimento e apontar o dedo.
“O programa não só traz ainda mais trabalho aos gestores, que terão de fiscalizar os empregados, como também é um instrumento claro de assédio moral e exposição, com a possibilidade de punição subjetiva por baixo desempenho”, avaliou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/ Caixa.
O PQV cria o conceito de “falha comportamental”, que pode ser apontada e corrigida por procedimento correcional ou instauração de processo administrativo, o que é bastante preocupante. Além disso, não deixa claro quais seriam essas ações para correção.
“As condutas indicadas como ‘falhas comportamentais’ são bastante peculiares e o seu julgamento completamente subjetivo. Como é possível que o empregado se mantenha de bom humor o tempo todo? Ou deixe de atender o celular ou responder uma mensagem, quando os próprios gestores enviam informações durante a jornada de trabalho? Inclusive, muitos colegas utilizam o próprio celular pra agilizar o atendimento do cliente, até porque nem todas as ferramentas da própria Caixa são ágeis ou ficam disponíveis, como deveria ser o padrão. É surreal um normativo como esse pra não dizer desnecessário”, completou Fabiana.
A assessoria jurídica da CEE/ Caixa já prepara um parecer sobre todo o texto do normativo.
"O monitoramento dessas condutas consideradas “inadequados” pela Caixa é absurdo e configura assédio moral. É desumano fazer esse tipo de cobrança aos empregados, que enfrentam cotidianamente diversas situações estressantes nas agências. Caso sofra qualquer ameaça de punição pela aplicação do normativo, entre em contato com o Sindicato pelo telefone (17) 3522-2409, pelo WhatsApp (17) 99259-1987 ou através da ferramenta Denuncie", acrescenta o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
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