18/11/2020
Na mídia: Bradesco é alvo de críticas na internet por demissões após lucrar R$ 12 bi

A atividade virtual promovida na terça-feira (17) contra as demissões em massa efetuadas pelo Bradesco durante a pandemia foi destaque na mídia nacional.
O Brasil Econômico, jornal especializado em economia do Portal IG, divulgou matéria sobre os protestos realizados pela categoria em conjunto com o movimento sindical. A ação faz parte de uma Campanha em defesa do emprego, desenvolvida pela Contraf-CUT, seus sindicatos e federações, a qual tem o apoio do Seeb Catanduva.
O secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo, ressalta que os bancos são um dos únicos setores que mantêm lucros bilionários enquanto praticamente todo o Brasil sofre prejuízos. E que não há justificativa para o sistema financeiro demitir ou afastar pessoas do seu quadro, pessoas que estão contribuindo, fazendo o seu papel, mesmo que em home office, sobretudo trabalhadores com estabilidade, gestantes e em tratamento de saúde.
"Não podemos aceitar que neste momento de pandemia o Bradesco ou qualquer outro banco descumpra o acordo feito há alguns meses com os trabalhadores de não demissão. Cada trabalhador demitido é uma família que vai ficar desamparada. Um banco que cobra de seus trabalhadores que atuem com ética e moral tem que cumprir com os acordos que assume ou cairá em descrédito com a população brasileira, mesmo tentando vender em suas publicidades uma imagem de compromisso com o futuro do país", indigna-se.
O Sindicato tem atuado efetivamente para reverter e parar as demissões. Tem promovido diversas ações para denunciar a sociedade as arbitrariedades do banco, a desumanidade com seus trabalhadores e a falta de responsabilidade social com o país. “Os bancos lucram muito e têm um compromisso com o povo na pandemia: não demitir significa ajudar o país a sair da pandemia com a economia estável. Enquanto o Bradesco não se sensibilizar, honrar seu compromisso e respeitar seus funcionários, haverá luta e mobilização!", reforça Trigo.
Confira abaixo a matéria:
Bradesco é alvo de críticas na internet por demissões após lucrar R$ 12 bilhões
Nesta terça-feira (17) banco Bradesco foi alvo de um “tuitaço”, uma avalanche de críticas via tweets com as hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite. O motivo das reclamações e dos comentários é o fato de que, mesmo com lucro de mais de R$ 12 bilhões até o momento em 2020, o banco demitiu funcionários em meio à maior crise sanitária do país nos últimos 100 anos.
Foi publicada por bancários, na rede social, a informação de que, segundo a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, foram demitidos mais de 1.800 funcionários neste ano.
Além de serem demissões em meio à pandemia do novo coronavírus, as críticas ocorrem principalmente pelo lucro líquido contábil reportado pelo banco de R$ 6,888 no primeiro semestre e R$ 4,194 bilhões no terceiro trimestre deste ano, totalizando R$ 12,657 bilhões até o momento em 2020.
Procurada pelo Brasil Econômico, a assessoria de imprensa do Bradesco ainda não se posicionou sobre o assunto.
O Brasil Econômico, jornal especializado em economia do Portal IG, divulgou matéria sobre os protestos realizados pela categoria em conjunto com o movimento sindical. A ação faz parte de uma Campanha em defesa do emprego, desenvolvida pela Contraf-CUT, seus sindicatos e federações, a qual tem o apoio do Seeb Catanduva.
O secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo, ressalta que os bancos são um dos únicos setores que mantêm lucros bilionários enquanto praticamente todo o Brasil sofre prejuízos. E que não há justificativa para o sistema financeiro demitir ou afastar pessoas do seu quadro, pessoas que estão contribuindo, fazendo o seu papel, mesmo que em home office, sobretudo trabalhadores com estabilidade, gestantes e em tratamento de saúde.
"Não podemos aceitar que neste momento de pandemia o Bradesco ou qualquer outro banco descumpra o acordo feito há alguns meses com os trabalhadores de não demissão. Cada trabalhador demitido é uma família que vai ficar desamparada. Um banco que cobra de seus trabalhadores que atuem com ética e moral tem que cumprir com os acordos que assume ou cairá em descrédito com a população brasileira, mesmo tentando vender em suas publicidades uma imagem de compromisso com o futuro do país", indigna-se.
O Sindicato tem atuado efetivamente para reverter e parar as demissões. Tem promovido diversas ações para denunciar a sociedade as arbitrariedades do banco, a desumanidade com seus trabalhadores e a falta de responsabilidade social com o país. “Os bancos lucram muito e têm um compromisso com o povo na pandemia: não demitir significa ajudar o país a sair da pandemia com a economia estável. Enquanto o Bradesco não se sensibilizar, honrar seu compromisso e respeitar seus funcionários, haverá luta e mobilização!", reforça Trigo.
Confira abaixo a matéria:
Bradesco é alvo de críticas na internet por demissões após lucrar R$ 12 bilhões
Nesta terça-feira (17) banco Bradesco foi alvo de um “tuitaço”, uma avalanche de críticas via tweets com as hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite. O motivo das reclamações e dos comentários é o fato de que, mesmo com lucro de mais de R$ 12 bilhões até o momento em 2020, o banco demitiu funcionários em meio à maior crise sanitária do país nos últimos 100 anos.
Foi publicada por bancários, na rede social, a informação de que, segundo a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, foram demitidos mais de 1.800 funcionários neste ano.
Além de serem demissões em meio à pandemia do novo coronavírus, as críticas ocorrem principalmente pelo lucro líquido contábil reportado pelo banco de R$ 6,888 no primeiro semestre e R$ 4,194 bilhões no terceiro trimestre deste ano, totalizando R$ 12,657 bilhões até o momento em 2020.
Procurada pelo Brasil Econômico, a assessoria de imprensa do Bradesco ainda não se posicionou sobre o assunto.
> Confira matéria na íntegra AQUI
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões