18/06/2020
Desrespeito: Caixa Econômica Federal retoma processo seletivo durante a pandemia

A direção da Caixa anunciou nesta semana que retomará os processos seletivos internos (PSI) para a promoção de empregados neste próximo periodo. O problema é que os PSI colocam sobre os bancários uma pressão extra para que metas sejam batidas, ainda que durante a pandemia de coronavírus, quando os resultados não podem ser comparados com tempos de normalidade econômica e de saúde pública.
A decisão vai de encontro com a promessa que o banco havia feito de não aumentar a cobrança de metas durante a pandemia, o que tem sido relatado sistematicamente por empregados da Caixa. Com a retomada dos processos seletivos, aumenta ainda mais a pressão, porque o trabalhador será responsabilizado por não ter sucesso no PSI caso não bata as metas.
É uma forma de amarrar a pressão que já havia começado sobre gerentes e funcionários, o que vai contra o que a Caixa acordou com as entidades representativas. O Sindicato exige a suspenção dos PSI, das transferências e das metas durante o período de quarentena.
"É desrespeitoso com os trabalhadores retomar os processos seletivos neste momento em que diversos empregados estão afastados do trabalho presencial por fazerem parte de grupo de risco e que, por isso, serão prejudicados nas chances de sucesso. A Caixa desconsidera a situação atípica pela qual passamos e age como se a pandemia estivesse controlada e o número de casos e mortes diminuísse a cada dia. Mas a realidade está bem distante disso", critica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Mais dificuldade
Como se isso já não fosse o bastante, a Caixa ainda adicionou pontuações que não estão nem no normativo do banco, de modo que as pessoas precisam ter, por exemplo, pós-graduação para atingir uma boa pontuação. A pós vale 35% da nota e faz parte do sistema de pontuação chamado SCORE. São exigências a mais, além do que está normatizado. Quem não tem pós, terá de redobrar os esforços para bater metas para ter chances.
O Sindicato defende que a estrutura das condições de trabalho oferecidas pelo banco tem que possibilitar e auxiliar no combate ao coronavirus. As atitudes da direção, porém, vão no sentido contrário aos compromissos assumidos. "Orientamos os empregados a denunciarem os abusos cometidos e, sempre que possível, juntarem as respectivas provas, como fotos, prints de tela e relatos. As denúncias podem ser anônimas e o sigilo é garantido", destaca o diretor do Sindicato.
Denuncie
O Sindicato possui um canal de denúncia contra o assédio moral, incluindo em relação a cobrança de metas e os PSI, que prevê apuração pelo banco, e prazo para que a instituição financeira dê uma resposta para a denúncia. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.
> Está com um problema no seu local de trabalho ou seu banco não está cumprindo o acordado? CLIQUE AQUI e denuncie. O sigilo é absoluto.
> Você pode entrar em contato diretamente com um de nossos diretores através de seus contatos pessoais. Confira: Roberto Vicentim - (17) 99135-3215, Júlio Trigo - (17) 99191-6750, Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony) - (17) 99141-0844, Sérgio L. De Castro Ribeiro (Chimbica) - (17) 99707-1017, Luiz Eduardo Campolungo - (17) 99136-7822 e Luiz César de Freitas (Alemão) - (11) 99145-5186
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