14/02/2020
Mobilização: Sindicato e Apcef-SP realizam plenária para debater reestruturação na Caixa

Diretores do Sindicato, da Apcef-SP e empregados da Caixa mobilizados em defesa do banco público e por direitos
(Foto: Seeb Catanduva)
Com o objetivo de ampliar a mobilização em defesa da Caixa 100% Pública e contra a retirada de direitos, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região realizou, em parceria com a Apcef-SP, na noite de quinta-feira (13) - Dia Nacional de Luta, uma plenária para debater com os empregados os impactos e formas de enfrentar o projeto de reestruturação do banco, imposto arbitrariamente aos trabalhadores.
O diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, reforçou que essa reestruturação, além de impactar a vida dos empregados, transforma a Caixa numa empresa comercial, distanciada da função social que é a base da sua existência nestes 159 anos.
“As medidas impostas pela direção do banco vêm para mudar o conceito da instituição, abandonando seu caráter público. É mais um passo na política de privatização lenta, que vem acontecendo com o fatiamento da Caixa por meio da venda de áreas lucrativas”, explicou.
Na plenária, dirigentes da Apcef-SP e do Sindicato também dialogaram sobre os resultados da negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a direção do banco, ocorrida na última quarta-feira (12).

A proposta apresentada pelo banco não contempla as reivindicações dos empregados. A Caixa ameaça os trabalhadores ao não oferecer nenhuma garantia, tanto com relação aos direitos já adquiridos quanto aos casos específicos. E as entidades representativas ainda aguardam a instituição responder aos mais de 4 mil questionamentos enviados ao banco sobre a reestruturação.
“O projeto aumenta a precarização das condições de trabalho, resultando em problemas como mudança brusca de atividades, cobranças de metas abusivas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias”, explicou o diretor.
Durante a reunião, a CEE apresentou um contraproposta, mas a Caixa, sem negociar, não aceitou e encerrou a negociação.

Na última terça-feira, a 6ª Vara do Trabalho de Brasília suspendeu a reestruturação por meio de uma liminar concedida em ação proposta pela Contraf. Com a liminar, foi retirado do ar o portal UmasóCaixa, plataforma que recebia as manifestações de interesse dos empregados que optaram pela mudança de função e lotação do plano de reestruturação, usada pela Caixa para validar a função dos empregados.
Em decisão proferida nesta sexta-feira (14), foi negado pedido do banco e mantida a liminar que adia o processo de reestruturação, determinando que haja negociação entre as partes, a empresa e os sindicatos.
Tony enfatizou a necessidade do apoio de clientes, usuários e de todos os empregados para fortalecer a luta contra o processo de privatização, que até então estava focado na venda de áreas estratégicas do banco público, mas que agora se voltou contra direitos dos empregados.
“Agradecemos imensamente a colaboração da Apcef-SP e da Fetec-CUT/SP e a participação dos trabalhadores nesta plenária, que possibilitou colocar os empregados de nossa base a par do desmonte pretendido pelo governo e direção da Caixa, além de reforçar a mobilização em defesa dos nossos direitos. Cabe a nós, que temos o conhecimento e construímos os resultados da Caixa, encontrarmos estratégias para reverter essa situação de ataques. Fortalecer essa luta é fundamental”, concluiu o diretor.
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