18/11/2019
Maria Rita Serrano representa os bancários no CA da Caixa contra a privatização. Vote 0149!

Rita Serrano concorre à reeleição para o Conselho de Administração da Caixa: é nosso papel defender as instituições públicas
Diante de um governo claramente contrário às instituições públicas, torna-se ainda mais importante ter no conselho administrativo das estatais representantes comprometidos com os interesses dos trabalhadores e da sociedade brasileira. Esse é o um dos principais motivos que a bancária Maria Rita Serrano tem para concorrer à reeleição ao Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal como representante dos empregados.
A votação em primeiro turno ocorre nesta semana, de segunda a sexta (18 a 22). Caso nenhum dos 203 candidatos obtenha a maioria dos votos, o segundo turno será realizado entre 2 e 6 de dezembro. Todos os empregados ativos votam via rede interna do banco pelo eleicaoca.caixa. O acesso é feita com a matrícula e senha.
“É nosso papel defender as instituições públicas. Temos de estar no Conselho para fiscalizar as ações desse governo e tentar impedir o processo de desmantelamento”, afirma Rita Serrano, que concorre com o número 149.
“Temos um governo privatista e a Caixa é um dos alvos. Temos menos empregados, há mais sobrecarga de trabalho e as ameaças aos direitos prosseguem. Então precisamos nos unir e garantir que cada um faça sua parte”, avalia Rita, que é também a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
Mestre em Administração, a bancária trabalha na Caixa desde 1989. Graduada em Estudos Sociais e História, tem especialização em Governança Corporativa. Participa do CA desde 2014, como suplente, e foi eleita titular em 2017.
Ex-presidenta do Sindicato dos Bancários do ABC paulista, Rita alerta que os trabalhadores também precisam fazer sua parte, assumir seu protagonismo, não só na Caixa, mas em todas as categorias. E comenta que a Medida Provisória (MP) 905, editada por Jair Bolsonaro esta semana que dentre outros ataques aos trabalhadores, altera a jornada da categoria bancária.
“Os bancos estão num grande processo de enxugamento de mão de obra, com PDVs (programas de demissão voluntária) e fechamento de agências. A saída é contratar mais, e não piorar as condições de trabalho. Mas é preciso ter claro que tudo o que está na CCT da categoria se sobrepõe ao que define a MP, uma vez que o negociado prevalece sobre o legislado, e enquanto a CCT estiver valendo não poderá haver qualquer mudança”, destaca a dirigente, primeira mulher à frente do CA.
“A Caixa e as mulheres têm uma história de pioneirismo ao longo do tempo. O banco foi o primeiro a contratá-las no início do século passado, o primeiro a ter uma mulher na presidência (já foram duas), o primeiro a ter uma mulher na representação no CA… E a Caixa também foi vanguarda na criação de um programa de diversidade”, elenca. “Mas, apesar de todas essas iniciativas e embora quase metade do corpo funcional seja feminino, a maioria dos cargos de direção ainda está nas mãos dos homens, uma situação que é preciso modificar, intensificando o respeito à diversidade e a uma política que propicie igualdade de oportunidades no trabalho.”
Trabalho fundamental
O conselheiro eleito pelos trabalhadores da Caixa deve ser o olhar dos empregados na alta administração. Fiscalizar, propor e questionar todas as ações que possam limitar a função social do banco. Além disso, ter sinergia com as entidades de representação dos trabalhadores é fundamental para a política de defesa dos direitos e da instituição pública. Rita Serrano destaca, em sua atuação no Conselho, o sucesso que levou ao impedimento de que o banco se tornasse sociedade anônima, por duas vezes.
Agora, se intensifica a luta em defesa da Caixa 100% pública e a garantia de respeito às conquistas dos empregados como o Saúde Caixa, a Funcef. “Nosso objetivo é uma Caixa íntegra, sustentável, focada no desenvolvimento do nosso país e seu povo”, diz. “Para isso é preciso uma forte articulação com entidades sindicais e associativas, junto com todos os colegas do banco. Temos que nos pautar sempre por um modelo de governança que respeite a diversidade, os investimentos nas pessoas que fazem a Caixa, além de critérios claros para a carreira.”
A lei que permite a eleição para o CA é relativamente recente, de 2010, conta Rita Serrano. “Ou seja, ainda estamos muito atrasados em relação a países mais avançados, como a Alemanha, por exemplo, onde tanto em empresas públicas quanto privadas metade dos conselhos tem de ser composto por representantes eleitos pelos trabalhadores”, explica. “Então votar é determinante, como é determinante escolher alguém comprometido com os anseios dos empregados e com a Caixa pública. Acredito que temos que seguir juntos, cada vez mais unidos e fortes.”
A votação em primeiro turno ocorre nesta semana, de segunda a sexta (18 a 22). Caso nenhum dos 203 candidatos obtenha a maioria dos votos, o segundo turno será realizado entre 2 e 6 de dezembro. Todos os empregados ativos votam via rede interna do banco pelo eleicaoca.caixa. O acesso é feita com a matrícula e senha.
“É nosso papel defender as instituições públicas. Temos de estar no Conselho para fiscalizar as ações desse governo e tentar impedir o processo de desmantelamento”, afirma Rita Serrano, que concorre com o número 149.
“Temos um governo privatista e a Caixa é um dos alvos. Temos menos empregados, há mais sobrecarga de trabalho e as ameaças aos direitos prosseguem. Então precisamos nos unir e garantir que cada um faça sua parte”, avalia Rita, que é também a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
Mestre em Administração, a bancária trabalha na Caixa desde 1989. Graduada em Estudos Sociais e História, tem especialização em Governança Corporativa. Participa do CA desde 2014, como suplente, e foi eleita titular em 2017.
Ex-presidenta do Sindicato dos Bancários do ABC paulista, Rita alerta que os trabalhadores também precisam fazer sua parte, assumir seu protagonismo, não só na Caixa, mas em todas as categorias. E comenta que a Medida Provisória (MP) 905, editada por Jair Bolsonaro esta semana que dentre outros ataques aos trabalhadores, altera a jornada da categoria bancária.
“Os bancos estão num grande processo de enxugamento de mão de obra, com PDVs (programas de demissão voluntária) e fechamento de agências. A saída é contratar mais, e não piorar as condições de trabalho. Mas é preciso ter claro que tudo o que está na CCT da categoria se sobrepõe ao que define a MP, uma vez que o negociado prevalece sobre o legislado, e enquanto a CCT estiver valendo não poderá haver qualquer mudança”, destaca a dirigente, primeira mulher à frente do CA.
“A Caixa e as mulheres têm uma história de pioneirismo ao longo do tempo. O banco foi o primeiro a contratá-las no início do século passado, o primeiro a ter uma mulher na presidência (já foram duas), o primeiro a ter uma mulher na representação no CA… E a Caixa também foi vanguarda na criação de um programa de diversidade”, elenca. “Mas, apesar de todas essas iniciativas e embora quase metade do corpo funcional seja feminino, a maioria dos cargos de direção ainda está nas mãos dos homens, uma situação que é preciso modificar, intensificando o respeito à diversidade e a uma política que propicie igualdade de oportunidades no trabalho.”
Trabalho fundamental
O conselheiro eleito pelos trabalhadores da Caixa deve ser o olhar dos empregados na alta administração. Fiscalizar, propor e questionar todas as ações que possam limitar a função social do banco. Além disso, ter sinergia com as entidades de representação dos trabalhadores é fundamental para a política de defesa dos direitos e da instituição pública. Rita Serrano destaca, em sua atuação no Conselho, o sucesso que levou ao impedimento de que o banco se tornasse sociedade anônima, por duas vezes.
Agora, se intensifica a luta em defesa da Caixa 100% pública e a garantia de respeito às conquistas dos empregados como o Saúde Caixa, a Funcef. “Nosso objetivo é uma Caixa íntegra, sustentável, focada no desenvolvimento do nosso país e seu povo”, diz. “Para isso é preciso uma forte articulação com entidades sindicais e associativas, junto com todos os colegas do banco. Temos que nos pautar sempre por um modelo de governança que respeite a diversidade, os investimentos nas pessoas que fazem a Caixa, além de critérios claros para a carreira.”
A lei que permite a eleição para o CA é relativamente recente, de 2010, conta Rita Serrano. “Ou seja, ainda estamos muito atrasados em relação a países mais avançados, como a Alemanha, por exemplo, onde tanto em empresas públicas quanto privadas metade dos conselhos tem de ser composto por representantes eleitos pelos trabalhadores”, explica. “Então votar é determinante, como é determinante escolher alguém comprometido com os anseios dos empregados e com a Caixa pública. Acredito que temos que seguir juntos, cada vez mais unidos e fortes.”
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