23/09/2019
21 de setembro: hipocrisia da Caixa Federal marca o Dia Nacional de Luta da PCD

Direção do banco se vangloria por ter contratado duas mil pessoas com deficiência, mas ignora falta de acessibilidade, além de omitir que esses trabalhadores não terão direito ao Saúde Caixa e que as contratações só ocorreram após anos de pressão do movimento sindical e condenação da Justiça
No último sábado, dia 21 de setembro, foi celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A direção da Caixa aproveitou a data para externar sua hipocrisia e se vangloriar por uma medida pela qual não merece nenhum crédito: a contratação de dois mil empregados com deficiência aprovados no concurso de 2014.
O banco que possui menos de 3% de pessoas com deficiência no seu quadro de empregados publicou na sexta-feira (20) na intranet uma nota intitulada “Caixa comemora Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência em ano que se consolida como Banco da inclusão”. Uma empresa do porte da Caixa é obrigada por lei a reservar o mínimo de 5% das suas vagas para PcDs.
Diz o texto: “Desde o início do ano, a Caixa tem adotado medidas para se consolidar ainda mais como o banco da inclusão. Entre elas a contratação de 2 mil novos empregados aprovados no concurso de 2014 até o final do ano, 100% deles PcDs.”
Só que a direção do banco convenientemente omitiu que para esses dois mil empregados a Caixa não está oferecendo nenhuma assistência saúde, contrariando a cláusula 31 do Acordo Coletivo de Trabalho, e ignora os graves problemas de acessibilidade para trabalhadores com necessidades especiais.
Além disso, esses empregados só foram contratados após anos de cobrança do movimento sindical. Desde 2015, em todas as mesas de negociação, as entidades representativas dos trabalhadores cobra a contratação desses dois mil empregados e o cumprimento da cota mínima exigida para contratação de empregados com deficiência, algo que só ocorreu este ano, após o banco eliminar quase 20 mil postos de trabalho.
“Diferentemente da imagem que os textos na intranet querem construir, a realidade do banco é bem diferente”, afirma um dos bancários recém contratados.
A Caixa ainda precisa contratar mais 2,5 mil PCDs para cumprir a cota legal que prevê que empresas com mais de mil trabalhadores tenham 5% dos cargos ocupados por pessoas com deficiência ou reabilitados.
Dados da própria Caixa mostram que o índice de trabalhadores com deficiência em atuação é de apenas 1,42%, menos de 1/3 do exigido pela legislação. Tais números levaram o banco público a sofrer condenação no TRT em ação para cobrar a contratação de PCDs, de modo a cumprir o artigo 93 da lei 8.213/91.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta sobre as políticas de sucateamento do governo e da direção da Caixa visando a privatização do banco.
"Com a diminuição de postos de trabalho e do quadro de empregados, que configura uma estratégia de desmonte, tem-se cada vez mais trabalhadores sobrecarregados nas agências, além do aumento do índice de adoecimento da categoria e a precarização do atendimento à população. O Sindicato tem como uma de suas principais bandeiras a luta por mais contratações e a defesa da Caixa 100% pública, fundamental para o desenvolvimento do país. Dentre nossas reivindicações, reforçamos também a contratação de PCDs. É obrigação do banco contratar e, sobretudo, oferecer condições dignas de trabalho a estes e a todos os trabalhadores", defende o diretor.
No último sábado, dia 21 de setembro, foi celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A direção da Caixa aproveitou a data para externar sua hipocrisia e se vangloriar por uma medida pela qual não merece nenhum crédito: a contratação de dois mil empregados com deficiência aprovados no concurso de 2014.
O banco que possui menos de 3% de pessoas com deficiência no seu quadro de empregados publicou na sexta-feira (20) na intranet uma nota intitulada “Caixa comemora Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência em ano que se consolida como Banco da inclusão”. Uma empresa do porte da Caixa é obrigada por lei a reservar o mínimo de 5% das suas vagas para PcDs.
Diz o texto: “Desde o início do ano, a Caixa tem adotado medidas para se consolidar ainda mais como o banco da inclusão. Entre elas a contratação de 2 mil novos empregados aprovados no concurso de 2014 até o final do ano, 100% deles PcDs.”
Só que a direção do banco convenientemente omitiu que para esses dois mil empregados a Caixa não está oferecendo nenhuma assistência saúde, contrariando a cláusula 31 do Acordo Coletivo de Trabalho, e ignora os graves problemas de acessibilidade para trabalhadores com necessidades especiais.
Além disso, esses empregados só foram contratados após anos de cobrança do movimento sindical. Desde 2015, em todas as mesas de negociação, as entidades representativas dos trabalhadores cobra a contratação desses dois mil empregados e o cumprimento da cota mínima exigida para contratação de empregados com deficiência, algo que só ocorreu este ano, após o banco eliminar quase 20 mil postos de trabalho.
“Diferentemente da imagem que os textos na intranet querem construir, a realidade do banco é bem diferente”, afirma um dos bancários recém contratados.
A Caixa ainda precisa contratar mais 2,5 mil PCDs para cumprir a cota legal que prevê que empresas com mais de mil trabalhadores tenham 5% dos cargos ocupados por pessoas com deficiência ou reabilitados.
Dados da própria Caixa mostram que o índice de trabalhadores com deficiência em atuação é de apenas 1,42%, menos de 1/3 do exigido pela legislação. Tais números levaram o banco público a sofrer condenação no TRT em ação para cobrar a contratação de PCDs, de modo a cumprir o artigo 93 da lei 8.213/91.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta sobre as políticas de sucateamento do governo e da direção da Caixa visando a privatização do banco.
"Com a diminuição de postos de trabalho e do quadro de empregados, que configura uma estratégia de desmonte, tem-se cada vez mais trabalhadores sobrecarregados nas agências, além do aumento do índice de adoecimento da categoria e a precarização do atendimento à população. O Sindicato tem como uma de suas principais bandeiras a luta por mais contratações e a defesa da Caixa 100% pública, fundamental para o desenvolvimento do país. Dentre nossas reivindicações, reforçamos também a contratação de PCDs. É obrigação do banco contratar e, sobretudo, oferecer condições dignas de trabalho a estes e a todos os trabalhadores", defende o diretor.
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