21/06/2019
Contraf-CUT pede esclarecimentos sobre participação de empregados em ato político

A cerimônia de assinatura do convênio entre a Caixa e o CPB ocorreu na sede da entidade, em São Paulo
Empregados da Caixa Econômica Federal que tenham realizado curso de Libras, além de gerentes e superintendentes, foram convocados a participar na manhã de quarta-feira (19) da cerimônia de assinatura de convênio entre o banco e o CPB (Centro Paraolímpico Brasileiro), que teve a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) enviou ofício ao banco solicitando informações sobre a convocação de empregados para participar de ato político sem relação com a atividade-fim do banco.
“Achamos louvável um convênio que leve à inclusão de pessoas com deficiência. A categoria bancária é uma das primeiras a ter direitos específicos estabelecidos na Convenção Coletiva de Trabalho. Mas, ao convocar os empregados para participar do ato, os demais ficaram ainda mais sobrecarregados nas agências e a população é, mais uma vez, penalizada com problemas no atendimento devido a questões alheias ao banco”, explicou o secretário de Finanças da Contraf-CUT, Sergio Takemoto, que é empregado da Caixa.
“Depois, ainda vão dizer que banco público é ineficiente e precisa ser privatizado. O que o banco precisa é deixar de ser usado para atender interesses pessoais de sua gestão”, criticou.
Para Takemoto, além de patrocinar os atletas, o banco precisa abrir suas portas para pessoas com deficiência trabalharem. “A Caixa não cumpre a cota mínima de empregados com deficiência exigida por lei. Teve que ser processada pelo sindicato para contratar pessoas com deficiência. Mas, mesmo depois de perder a ação, o número de pessoas que serão contratadas não fará com que o banco cumpra a cota mínima de trabalhadores com deficiência”, observou.
Inclusão
Entretanto, não se trata um convênio novo. O projeto já existia, mas havia sido cortado pelo governo federal. Trata-se de uma jogada de marketing.
Em 2017, durante o governo Temer, a Caixa cortou 20% das verbas destinadas ao atletismo e aos esportes paraolímpicos. Neste ano, o pagamento das verbas, já reduzidas, são contingenciadas e sofrem constantes atrasos.
O secretário de Finanças da Contraf-CUT lembrou ainda que na Campanha Nacional de 2018, o Comando Nacional dos Bancários negociou com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a realização do 3º Censo da Diversidade Bancária. O objetivo é, com os dados apurados, elaborar propostas que visem a redução das desigualdades de oportunidades nos bancos.
“Queremos que as pessoas tenham as mesmas oportunidades, independentemente de suas condições, opções e características pessoais”, explicou.
Além de ter a finalidade de apurar dados, o Censo da Diversidade Bancária passa a, partir desta edição, a estimular o respeito entre as pessoas e a promover formação que leve a categoria a se tornar agente da igualdade na sociedade.
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) enviou ofício ao banco solicitando informações sobre a convocação de empregados para participar de ato político sem relação com a atividade-fim do banco.
“Achamos louvável um convênio que leve à inclusão de pessoas com deficiência. A categoria bancária é uma das primeiras a ter direitos específicos estabelecidos na Convenção Coletiva de Trabalho. Mas, ao convocar os empregados para participar do ato, os demais ficaram ainda mais sobrecarregados nas agências e a população é, mais uma vez, penalizada com problemas no atendimento devido a questões alheias ao banco”, explicou o secretário de Finanças da Contraf-CUT, Sergio Takemoto, que é empregado da Caixa.
“Depois, ainda vão dizer que banco público é ineficiente e precisa ser privatizado. O que o banco precisa é deixar de ser usado para atender interesses pessoais de sua gestão”, criticou.
Para Takemoto, além de patrocinar os atletas, o banco precisa abrir suas portas para pessoas com deficiência trabalharem. “A Caixa não cumpre a cota mínima de empregados com deficiência exigida por lei. Teve que ser processada pelo sindicato para contratar pessoas com deficiência. Mas, mesmo depois de perder a ação, o número de pessoas que serão contratadas não fará com que o banco cumpra a cota mínima de trabalhadores com deficiência”, observou.
Inclusão
Entretanto, não se trata um convênio novo. O projeto já existia, mas havia sido cortado pelo governo federal. Trata-se de uma jogada de marketing.
Em 2017, durante o governo Temer, a Caixa cortou 20% das verbas destinadas ao atletismo e aos esportes paraolímpicos. Neste ano, o pagamento das verbas, já reduzidas, são contingenciadas e sofrem constantes atrasos.
O secretário de Finanças da Contraf-CUT lembrou ainda que na Campanha Nacional de 2018, o Comando Nacional dos Bancários negociou com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a realização do 3º Censo da Diversidade Bancária. O objetivo é, com os dados apurados, elaborar propostas que visem a redução das desigualdades de oportunidades nos bancos.
“Queremos que as pessoas tenham as mesmas oportunidades, independentemente de suas condições, opções e características pessoais”, explicou.
Além de ter a finalidade de apurar dados, o Censo da Diversidade Bancária passa a, partir desta edição, a estimular o respeito entre as pessoas e a promover formação que leve a categoria a se tornar agente da igualdade na sociedade.
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