11/04/2019
Senado libera recursos do Orçamento sem passar pela Caixa Econômica Federal

O Senado aprovou na terça-feira (9), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza deputados e senadores a repassar diretamente ao caixa de Estados e municípios recursos das chamadas ´emendas individuais impositivas´, aquelas feitas por parlamentares com recursos do Orçamento Geral da União (OGU). Isso significa que a verba poderá ser transferida para prefeitos e governadores independentemente da assinatura de convênios, sem intermediação da União. No caso específico da Caixa, valores destinados a obras que hoje são geridos e fiscalizados pelo banco por intermédio de sua equipe de especialistas (arquitetos, engenheiros, advogados, por exemplo) deixam de passar por esse controle.
“Há quatro anos as entidades ligadas aos empregados da Caixa tentam evitar a aprovação da PEC 061/2015, mas a pressão dos prefeitos e governadores é grande, e agora a PEC segue para votação na Câmara (ali a PEC ganha outra numeração, a 48/2019)”, adianta a representante dos empregados no Conselho de Administração do banco, Rita Serrano. Ela explica que metade dos recursos do OGU é destinada a projetos na área de Saúde, e a outra parte pode ser destinada a áreas diversas, em emendas feitas pelas bancadas partidárias ou individualmente pelos parlamentares, justamente as tais emendas individuais impositivas.
Rita Serrano explica que “agora os recursos dessas emendas individuais que tratam de obras seguem diretamente para os estados ou municípios sem o acompanhamento do banco público; ou seja, mais uma vez o papel da Caixa é colocado em xeque. Os prefeitos alegam demora e burocracia para justificar o repasse direto, mas o fato é que haverá prejuízo na fiscalização, transparência e execução das obras”.
Neste momento de tantos ataques às empresas públicas, uma proposta dessa natureza pode ser mais uma ação que diminui as atribuições que são da Caixa. O trabalho da Caixa nesse processo é fundamental e assegura viabilidade técnica e orçamentária, além do controle de uma execução compatível. Não há como flexibilizar essa atuação.
Orçamento 2019
O orçamento para as emendas parlamentares impositivas nesse ano é de R$ 13,7 bilhões. Desse total, R$ 9,2 bilhões vão para emendas individuais e R$ 4,5 bilhões para as de bancadas estaduais. Cada um dos 594 parlamentares poderá contar com até R$ 15,4 milhões em emendas individuais, e metade dessas irá para a área da Saúde, seguindo a divisão estabelecida na Constituição.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Eleições da Cassi começam nesta sexta-feira (13); associados podem votar por aplicativo, site e terminais do BB
- Mesmo com mercado de trabalho aquecido, bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas
- Pela vida das mulheres: Sindicato mobiliza agências e reforça combate à violência de gênero
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- Votação para representante dos empregados no CA é retomada. Vote Fabi Uehara!
- Baixe aqui as cartilhas de combate à violência de gênero
- Categoria reconhece força e presença dos sindicatos, aponta pesquisa da FETEC-CUT/SP
- Planejamento da FETEC-CUT/SP debate campanha salarial e cenário político de 2026
- Bancárias foram às ruas no 8 de Março contra o feminicídio e a escala 6x1, por soberania e por mais mulheres na política
- Após divulgação do lucro do Mercantil, COE solicita reunião para esclarecer valores da PLR
- Sindicato convoca assembleia para eleger delegados para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT