05/09/2018
Funcef: mudança no estatuto é próximo golpe contra trabalhadores da Caixa Federal

Continua em curso o projeto de alteração do estatuto da Funcef, conduzido à revelia dos participantes, sem transparência e com propostas que ameaçam os direitos já conquistados. Em junho, o Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) emitiu resolução reivindicando a interrupção do processo, posicionamento que também foi adotado pela Fenae. Em ofício, a Fundação se declarou irredutível quanto à continuidade do processo. Os trabalhadores temem que essa sejam mais uma medida prejudicial, a exemplo das ameaças que já começam a se concretizar contra o Saúde Caixa.
Além da falta de uma participação efetiva dos participantes na revisão, que não puderam integrar o grupo de trabalho, a Fenae questiona o momento da mudança. A conjuntura política nada favorável é a mesma que deu origem à recente reforma trabalhista e o governo federal é o mesmo que publicou as resoluções CGPAR nº 22 e 23, que atacam os programas de saúde das estatais federais. Com as alterações no estatuto da Funcef terão que passar pelo crivo Poder Executivo, a perspectiva é ruim.
“O que podemos esperar de um governo que quer acabar com a assistência à saúde dos empregados e aposentados das estatais, que propôs essa reforma trabalhista tão prejudicial aos trabalhadores? É esse mesmo governo que aprovará qualquer mudança em nosso estatuto”, questiona a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
O assunto é tratado no âmbito do Conselho Deliberativo. Como no atual estatuto existe a proibição do voto de minerva para alterações estatutárias e de regulamentos, qualquer mudança que venha a ser aprovada terá necessariamente que contar com o voto de ao menos um conselheiro eleito. Até o momento, todos os conselheiros e diretores eleitos votaram unanimemente a favor, inclusive os que acabaram de assumir.
Propostas prejudiciais aos participantes
As primeiras sugestões de alteração apresentadas pelo grupo de trabalho (constituído por Funcef e Caixa) foram elaboradas sem a participação dos trabalhadores. São propostas que não resolvem os problemas da Funcef, mas reduzem a participação dos trabalhadores na gestão, mexem no processo eleitoral de forma perigosa e criam ingerências capazes de gerar instabilidade organizacional na Fundação. Nova redação abre mais espaço para o uso do voto de minerva em todas as instâncias diretivas do fundo de pensão.
“São propostas que já demonstram aonde se quer chegar. Validam o voto de minerva, que na diretoria e no conselho deliberativo, cabe aos indicados da Caixa. Não dá pra aceitar isso”, afirma a diretora da Fenae.
Além da falta de uma participação efetiva dos participantes na revisão, que não puderam integrar o grupo de trabalho, a Fenae questiona o momento da mudança. A conjuntura política nada favorável é a mesma que deu origem à recente reforma trabalhista e o governo federal é o mesmo que publicou as resoluções CGPAR nº 22 e 23, que atacam os programas de saúde das estatais federais. Com as alterações no estatuto da Funcef terão que passar pelo crivo Poder Executivo, a perspectiva é ruim.
“O que podemos esperar de um governo que quer acabar com a assistência à saúde dos empregados e aposentados das estatais, que propôs essa reforma trabalhista tão prejudicial aos trabalhadores? É esse mesmo governo que aprovará qualquer mudança em nosso estatuto”, questiona a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.
O assunto é tratado no âmbito do Conselho Deliberativo. Como no atual estatuto existe a proibição do voto de minerva para alterações estatutárias e de regulamentos, qualquer mudança que venha a ser aprovada terá necessariamente que contar com o voto de ao menos um conselheiro eleito. Até o momento, todos os conselheiros e diretores eleitos votaram unanimemente a favor, inclusive os que acabaram de assumir.
Propostas prejudiciais aos participantes
As primeiras sugestões de alteração apresentadas pelo grupo de trabalho (constituído por Funcef e Caixa) foram elaboradas sem a participação dos trabalhadores. São propostas que não resolvem os problemas da Funcef, mas reduzem a participação dos trabalhadores na gestão, mexem no processo eleitoral de forma perigosa e criam ingerências capazes de gerar instabilidade organizacional na Fundação. Nova redação abre mais espaço para o uso do voto de minerva em todas as instâncias diretivas do fundo de pensão.
“São propostas que já demonstram aonde se quer chegar. Validam o voto de minerva, que na diretoria e no conselho deliberativo, cabe aos indicados da Caixa. Não dá pra aceitar isso”, afirma a diretora da Fenae.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Em reunião com presidente do banco, movimento sindical cobra transparência e revisão de critérios do Bônus Caixa e Super Caixa
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário
- Santander inicia campanha de vacinação contra a gripe para funcionários a partir desta segunda-feira (27)
- Bradesco inicia campanha de vacinação contra a gripe nesta segunda-feira (27)
- Movimento sindical denuncia manobra para desfigurar PEC do fim da escala 6x1