05/09/2018
Acordo assinado! A luta continua em defesa da Caixa 100% Pública, direitos e empregos!

(Arte: Márcio Baraldi)
O Acordo Coletivo de Trabalho específico dos empregados da Caixa foi assinado na sexta-feira (31). As longas e duras negociações entre a representação dos trabalhadores e o banco público resultaram em vitórias como aumento real, manutenção de todos os direitos, Saúde Caixa, PLR na regra Fenaban e PLR Social, além de novas conquistas como a vedação à empresa de descomissionar mulheres em período gestacional e na licença-maternidade; e licença "gala" de oito dias também para união estável.
“Apoiado pela nova legislação trabalhista que permite às empresas eliminarem qualquer cláusula do acordo coletivo de trabalho após a data base, caso não haja renovação [fim da ultratividade], o governo ilegítimo que controla a Caixa pretendia eliminar direitos históricos dos empregados, mas a organização da categoria bancária conseguiu a renovação do ACT e a garantia dos seus direitos, além de novas conquistas”, diz o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
Histórico de luta
A assinatura do acordo coroa a trajetória de lutas e vitórias dos empregados da Caixa em meio à conjuntura política extremamente desfavorável que se impôs após o golpe de 2016.
Em 2017, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região realizou uma audiência pública na Câmara Municipal para debater com bancários e demais trabalhadores do município e região a importância da Caixa 100% pública, e demais bancos públicos, e a defesa dessas instituições frente às ameaças de privatização promovidas pelo governo Temer. A atividade ocorreu a pedido do vereador Amarildo Davoli (PSB), atendendo solicitação do Sindicato.
“É importante conversar com toda a população para divulgar informações que não são transmitidas pela grande mídia. O governo Temer está tentando transmitir a ideia de que as empresas públicas são ineficientes. No entanto, é inegável o papel fundamental que o Estado desempenha no desenvolvimento do país. Apenas em Catanduva, Caixa e BB são responsáveis por 85,89% de todo o crédito bancário disponível no município.”, exemplificou Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony), diretor do Sindicato e funcionário da Caixa.
Para reagir contra o desmonte e a venda do patrimônio do povo, além da audiência, a luta também esteve nas ruas, com ações como panfletagem em locais públicos e reuniões em unidades bancárias lotadas na base territorial do Sindicato. A entidade, representada pelos diretores Júlio Mathias, Paulo Franco e Sérgio Luís de Castro Ribeiro (Chimbica) também participou, no Rio de Janeiro, de uma grande mobilização organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas contra as privatizações e em defesa da soberania nacional.
A organização dos empregados, junto às suas entidades representativas, também derrotou as intenções privatistas do governo Temer, que tentou transformar a Caixa em sociedade anônima, primeiro com a primeira versão do Estatuto das Estatais e, depois, via Conselho de Administração, constituído em grande parte por indicados do Ministério da Fazenda.
Já em 2018, a mobilização dos trabalhadores resultou no cancelamento do leilão da Lotex, uma vitória de toda a sociedade.
A luta continua
Mesmo após a assinatura do ACT, a luta dos empregados da Caixa não pode parar ou arrefecer e todos devem se preparar para uma batalha decisiva: as eleições de outubro.
“No contexto do nosso ACT, derrotamos muitos aspectos da reforma trabalhista e das resoluções da CGPAR, que são a materialização da ingerência do governo federal no nosso plano de saúde. Entretanto, não podemos baixar a guarda. Muitas maldades foram colocadas na gaveta para esperar o fim das eleições e podem ser desengavetadas a depender do vencedor. Isso vale para a reforma da Previdência e também para a privatização da Caixa e outras empresas públicas brasileiras”, diz o coordenador da CEE/Caixa.
"A categoria bancária definiu nos congressos e encontros estaduais as eleições 2018 como estratégicas para a manutenção dos direitos, para barrar o ataque à classe trabalhadora, o desmonte dos bancos e demais empresas públicas. Os bancários sabem que, para evitar mais retrocessos, é preciso eleger candidatos comprometidos com as pautas dos trabalhadores. Temos de evitar que a eleição de candidatos privatistas volte a ameaçar a Caixa 100% pública e nossos empregos. Para isso, vamos à luta e às ruas", enfatiza Tony, diretor do Sindicato.
“Apoiado pela nova legislação trabalhista que permite às empresas eliminarem qualquer cláusula do acordo coletivo de trabalho após a data base, caso não haja renovação [fim da ultratividade], o governo ilegítimo que controla a Caixa pretendia eliminar direitos históricos dos empregados, mas a organização da categoria bancária conseguiu a renovação do ACT e a garantia dos seus direitos, além de novas conquistas”, diz o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Dionísio Reis.
Histórico de luta
A assinatura do acordo coroa a trajetória de lutas e vitórias dos empregados da Caixa em meio à conjuntura política extremamente desfavorável que se impôs após o golpe de 2016.
Em 2017, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região realizou uma audiência pública na Câmara Municipal para debater com bancários e demais trabalhadores do município e região a importância da Caixa 100% pública, e demais bancos públicos, e a defesa dessas instituições frente às ameaças de privatização promovidas pelo governo Temer. A atividade ocorreu a pedido do vereador Amarildo Davoli (PSB), atendendo solicitação do Sindicato.
“É importante conversar com toda a população para divulgar informações que não são transmitidas pela grande mídia. O governo Temer está tentando transmitir a ideia de que as empresas públicas são ineficientes. No entanto, é inegável o papel fundamental que o Estado desempenha no desenvolvimento do país. Apenas em Catanduva, Caixa e BB são responsáveis por 85,89% de todo o crédito bancário disponível no município.”, exemplificou Antônio Júlio Gonçalves Neto (Tony), diretor do Sindicato e funcionário da Caixa.
Para reagir contra o desmonte e a venda do patrimônio do povo, além da audiência, a luta também esteve nas ruas, com ações como panfletagem em locais públicos e reuniões em unidades bancárias lotadas na base territorial do Sindicato. A entidade, representada pelos diretores Júlio Mathias, Paulo Franco e Sérgio Luís de Castro Ribeiro (Chimbica) também participou, no Rio de Janeiro, de uma grande mobilização organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas contra as privatizações e em defesa da soberania nacional.
A organização dos empregados, junto às suas entidades representativas, também derrotou as intenções privatistas do governo Temer, que tentou transformar a Caixa em sociedade anônima, primeiro com a primeira versão do Estatuto das Estatais e, depois, via Conselho de Administração, constituído em grande parte por indicados do Ministério da Fazenda.
Já em 2018, a mobilização dos trabalhadores resultou no cancelamento do leilão da Lotex, uma vitória de toda a sociedade.
A luta continua
Mesmo após a assinatura do ACT, a luta dos empregados da Caixa não pode parar ou arrefecer e todos devem se preparar para uma batalha decisiva: as eleições de outubro.
“No contexto do nosso ACT, derrotamos muitos aspectos da reforma trabalhista e das resoluções da CGPAR, que são a materialização da ingerência do governo federal no nosso plano de saúde. Entretanto, não podemos baixar a guarda. Muitas maldades foram colocadas na gaveta para esperar o fim das eleições e podem ser desengavetadas a depender do vencedor. Isso vale para a reforma da Previdência e também para a privatização da Caixa e outras empresas públicas brasileiras”, diz o coordenador da CEE/Caixa.
"A categoria bancária definiu nos congressos e encontros estaduais as eleições 2018 como estratégicas para a manutenção dos direitos, para barrar o ataque à classe trabalhadora, o desmonte dos bancos e demais empresas públicas. Os bancários sabem que, para evitar mais retrocessos, é preciso eleger candidatos comprometidos com as pautas dos trabalhadores. Temos de evitar que a eleição de candidatos privatistas volte a ameaçar a Caixa 100% pública e nossos empregos. Para isso, vamos à luta e às ruas", enfatiza Tony, diretor do Sindicato.
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