07/08/2018
Finalmente, governo anuncia devolução de dividendos para capitalizar a Caixa

Meios de comunicação da mídia hegemônica (sempre fazendo juízos de valor, através do uso de expressões como “socorro” ou “auxílio”) anunciaram que o governo fará aporte à Caixa, capitalizando o banco com vistas a cumprir as regras previstas no Acordo de Basileia 3.
A operação, prevista no plano de capital feito pelo banco público e aprovado pelo controlador, será feita com parte de recursos recebidos pelo tesouro do próprio banco, por meio do pagamento obrigatório de dividendos (estabelecido pela 6404/76), de 25% do resultado obtido em 2017, de R$ 12,5 bi. Outra parte do reforço de capital prevista pelo plano se dará pela retenção dos lucros.
Os efeitos da decisão do governo de não capitalizar a Caixa através do uso de recursos da União teve como consequência a paralisação da oferta de crédito por parte do banco público. A política de mercado aplicada pela Caixa, neste período, fechou linhas de crédito, aumentou taxas de juros, tarifas bancárias e reduziu a contratação do crédito na Caixa em cerca de 50% na pessoa jurídica e em linhas como o financiamento com recursos SBPE.
O estoque de crédito na Caixa em pessoa jurídica, no último ano, caiu cerca de 25%, de R$ 87 bi para R$ 65 bi, exatamente no período em que a Caixa aplicou a verticalização, que exigia dos gerentes de Pessoa Jurídica, o crescimento da carteira de clientes nas agências para que as funções fossem mantidas.
A operação, prevista no plano de capital feito pelo banco público e aprovado pelo controlador, será feita com parte de recursos recebidos pelo tesouro do próprio banco, por meio do pagamento obrigatório de dividendos (estabelecido pela 6404/76), de 25% do resultado obtido em 2017, de R$ 12,5 bi. Outra parte do reforço de capital prevista pelo plano se dará pela retenção dos lucros.
Os efeitos da decisão do governo de não capitalizar a Caixa através do uso de recursos da União teve como consequência a paralisação da oferta de crédito por parte do banco público. A política de mercado aplicada pela Caixa, neste período, fechou linhas de crédito, aumentou taxas de juros, tarifas bancárias e reduziu a contratação do crédito na Caixa em cerca de 50% na pessoa jurídica e em linhas como o financiamento com recursos SBPE.
O estoque de crédito na Caixa em pessoa jurídica, no último ano, caiu cerca de 25%, de R$ 87 bi para R$ 65 bi, exatamente no período em que a Caixa aplicou a verticalização, que exigia dos gerentes de Pessoa Jurídica, o crescimento da carteira de clientes nas agências para que as funções fossem mantidas.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?