03/08/2018
Não à proposta que onera associados e transfere controle da Cassi para o BB

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) tomou conhecimento que a diretoria e o Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência aos Funcionários do Bando do Brasil (Cassi) aprovaram reforma estatutária e revisão do custeio que favorece ao banco e prejudica os associados.
O Conselho da Cassi encaminhou a proposta ao banco para levar à votação dos associados. O que foi aprovado só vale se mais de 50% dos associados votarem e 2/3 dos votantes aprovarem a proposta.
A Cassi não divulgou o que foi aprovado à revelia dos associados, mas a Contraf-CUT teve conhecimento que os pontos principais são os seguintes:
• Cria voto de minerva a favor do banco na Diretoria da Cassi
• Banco pode vetar decisões do conselho deliberativo
• Transfere para os indicados pelo banco grande parte da gestão da atividade-fim da Cassi, reduzindo a representação dos associados
• Aumenta definitivamente a contribuição dos associados para 4%, mantendo as contribuições do banco em 4,5%, quebrando a relação 60x40 entre BB e associados
• Estabelece cobrança por dependente de ativos, com contrapartida do BB
• Estabelece cobrança por dependente de aposentados, sem contrapartida do BB
• Novos funcionários do BB não serão inscritos no atual plano de saúde da Cassi
• Futuros aposentados vão pagar a Cassi sozinhos, sem contribuição patronal
Votaram a favor da proposta os diretores e conselheiros indicados pelo banco, o diretor eleito Luiz Satoru e o conselheiro deliberativo eleito Sérgio Faraco. Foram contrários à proposta o diretor eleito Humberto Almeida e os conselheiros eleitos Karen D’Ávila e Ronaldo Ferreira.
A Contraf-CUT fará campanha contra a aprovação desta proposta porque quebra a solidariedade, onera os associados e reduz as contribuições patronais, transfere o controle da Cassi para o banco, discrimina os aposentados e os novos funcionários, colocando o atual Plano de Associados em extinção.
"O banco fugiu da mesa de negociação porque sabia que não aceitaríamos estes absurdos”, avalia Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil. “Para aprovar esta proposta, o banco contou com a ajuda de dois dirigentes eleitos, que traíram seus compromissos com os associados”, completa.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região também critica o comportamento do BB que, de forma unilateral, suspendeu as negociações sobre o plano de saúde. Vicentim ressalta que o banco tem condições de manter a sustentabilidade e proporcionalidade do plano sem mexer, de fato, no estatuto da Cassi e retirar direitos.
"A exemplo da Contraf-CUT, também somos contrários a essa proposta, porque ela diminui o poder dos associados e transforma a Cassi em um plano de mercado. Qualquer mudança no estatuto depende de negociação entre banco e associados, mas o BB atropela esse processo e assedia funcionários, querendo impor mudanças sem ouvir, nem negociar com a categoria, desconsiderando ser o maior responsável pela saúde de seus trabalhadores", diz o presidente do Sindicato.
Saiba mais sobre proposta de sustentabilidade para a Cassi
O membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga, detalha a proposta de sustentabilidade para a Cassi, apresentada durante a mesa de Saúde e Condições de Trabalho, realizada no dia 23 de julho, com a direção do Banco do Brasil, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2018.
O texto traz alternativas ao modelo de custeio que a direção do banco vem tentando impor. Antes mesmo da Campanha Nacional, a Comissão de Empresa e Direção do BB vinham discutindo a situação da Cassi, mas o banco de forma unilateral suspendeu as negociações sobre o plano de saúde. O movimento sindical levou como pauta na Campanha Nacional a reabertura do processo negocial.
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