18/06/2018
Representantes dos trabalhadores entregam carta de reivindicações ao presidente da Caixa

O mebro da CEE/Caixa Dionisio Reis dialoga com bancárias da Caixa
(Foto: Seeb-SP)
Representantes dos trabalhadores entregaram, na última sexta-feira (15), uma carta ao presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, com uma série de cobranças relativas às reivindicações dos empregados do banco público. Dentre os pontos, defesa do Saúde Caixa, contratação de mais empregados e o fim das metas abusivas.
O documento foi entregue na reunião realizada pela direção da Caixa com bancários de todas as agências do estado de São Paulo. Estiveram presentes os gerentes-gerais e um empregado de cada unidade, dez superintendentes regionais, além do presidente do banco.
Junto com a entrega da carta, os dirigentes sindicais dialogaram com os trabalhadores, também sobre a questão do leilão da Lotex.
“A pauta deste encontro não foi nada além da lucratividade da Caixa. Há uma série de reivindicações relativas ao bem estar do empregado e em defesa do banco 100% público que sequer entraram na pauta, por isso é tão importante esse diálogo aqui hoje”, explicou Dionisio Reis, membro do CEE/Caixa.
Palavra do presidente
Ao receber a carta, o presidente da Caixa fez um discurso afirmando que os direitos dos bancários serão respeitados durante a sua gestão.
“Com relação aos empregados, nós, em nenhum momento, vamos tirar [direitos] dos empregados. Até porque nós sabemos que o pilar de gestão de pessoas quem faz são os empregados”, defendeu.
Nelson afirmou, também, que não serão convidadas pessoas que não fizeram carreira na Caixa para assumir diretorias – ao menos por ora.
“Gente de fora, quem pode ser? O presidente, o vice-presidente... Diretor? Não tem isso. Cogitou-se que o diretor jurídico, por exemplo, fosse de fora, mas achamos que não é o momento”, disse.
Em relação à defesa da Caixa 100% pública, o presidente do banco se disse contrário à privatização ao mesmo tempo em que está “aberto a mudanças”.
“Enquanto eu for presidente da Caixa eu defendo a Caixa 100% pública, sempre defendi. Eu estou querendo aqui, também, dizer que estou aberto a mudanças, mas eu acredito na Caixa executora das politicas sociais, acredito na caixa que é o alicerce do país do ponto de vista de estar junto à população que mais precisa”, encerrou.
Para Dionísio Reis, que participou da reunião, as declarações do presidente da Caixa devem ser levadas para além do discurso.
“O Nelson de Souza vem com esse palavreado sobre valorização do empregado, respeito ao empregado, defesa da Caixa 100% pública, mas queremos medidas efetivas, como mais contratações para evitar sobrecarga de trabalho, defesa do Saúde Caixa e o fim do desmonte que vem sendo praticado pelo governo Temer. Isso tudo somado, obviamente, ao respeito à negociação coletiva”, afirmou.
Entre os dias 7 e 8 de junho, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, representado pelo diretor Antônio Júlio Gonçalves Neto, participou do 34º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), que aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores do banco para a Campanha Nacional 2018.
"A defesa da Caixa 100% pública soma-se à luta pela manutenção do emprego e contra a precariedade das condições de trabalho, além da revogação da reforma trabalhista/lei da tercerização e contra a reforma da Previdência. Cobramos do banco pontos fundamentais que resgardam os direitos dos bancários, conquistados por meio da mobilização dos trabalhadores junto ao Sindicato. Nossa organização frente às retiradas de direitos promovidas pelo governo Temer, patrocinada sobretudo pelos banqueiros, é extremamente necessária para defender uma Caixa pública e a serviço dos brasileiros", destacou o diretor.
Na próxima quarta-feira 20, movimento sindical, junto empregados da ativa e aposentados, irá se reunir na Gipes-SP para defender o Saúde Caixa.
O documento foi entregue na reunião realizada pela direção da Caixa com bancários de todas as agências do estado de São Paulo. Estiveram presentes os gerentes-gerais e um empregado de cada unidade, dez superintendentes regionais, além do presidente do banco.
Junto com a entrega da carta, os dirigentes sindicais dialogaram com os trabalhadores, também sobre a questão do leilão da Lotex.
“A pauta deste encontro não foi nada além da lucratividade da Caixa. Há uma série de reivindicações relativas ao bem estar do empregado e em defesa do banco 100% público que sequer entraram na pauta, por isso é tão importante esse diálogo aqui hoje”, explicou Dionisio Reis, membro do CEE/Caixa.
Palavra do presidente
Ao receber a carta, o presidente da Caixa fez um discurso afirmando que os direitos dos bancários serão respeitados durante a sua gestão.
“Com relação aos empregados, nós, em nenhum momento, vamos tirar [direitos] dos empregados. Até porque nós sabemos que o pilar de gestão de pessoas quem faz são os empregados”, defendeu.
Nelson afirmou, também, que não serão convidadas pessoas que não fizeram carreira na Caixa para assumir diretorias – ao menos por ora.
“Gente de fora, quem pode ser? O presidente, o vice-presidente... Diretor? Não tem isso. Cogitou-se que o diretor jurídico, por exemplo, fosse de fora, mas achamos que não é o momento”, disse.
Em relação à defesa da Caixa 100% pública, o presidente do banco se disse contrário à privatização ao mesmo tempo em que está “aberto a mudanças”.
“Enquanto eu for presidente da Caixa eu defendo a Caixa 100% pública, sempre defendi. Eu estou querendo aqui, também, dizer que estou aberto a mudanças, mas eu acredito na Caixa executora das politicas sociais, acredito na caixa que é o alicerce do país do ponto de vista de estar junto à população que mais precisa”, encerrou.
Para Dionísio Reis, que participou da reunião, as declarações do presidente da Caixa devem ser levadas para além do discurso.
“O Nelson de Souza vem com esse palavreado sobre valorização do empregado, respeito ao empregado, defesa da Caixa 100% pública, mas queremos medidas efetivas, como mais contratações para evitar sobrecarga de trabalho, defesa do Saúde Caixa e o fim do desmonte que vem sendo praticado pelo governo Temer. Isso tudo somado, obviamente, ao respeito à negociação coletiva”, afirmou.
Entre os dias 7 e 8 de junho, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, representado pelo diretor Antônio Júlio Gonçalves Neto, participou do 34º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), que aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores do banco para a Campanha Nacional 2018.
"A defesa da Caixa 100% pública soma-se à luta pela manutenção do emprego e contra a precariedade das condições de trabalho, além da revogação da reforma trabalhista/lei da tercerização e contra a reforma da Previdência. Cobramos do banco pontos fundamentais que resgardam os direitos dos bancários, conquistados por meio da mobilização dos trabalhadores junto ao Sindicato. Nossa organização frente às retiradas de direitos promovidas pelo governo Temer, patrocinada sobretudo pelos banqueiros, é extremamente necessária para defender uma Caixa pública e a serviço dos brasileiros", destacou o diretor.
Na próxima quarta-feira 20, movimento sindical, junto empregados da ativa e aposentados, irá se reunir na Gipes-SP para defender o Saúde Caixa.

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