Caixa Econômica Federal prepara novo PDV para intensificar desmonte do banco público
De acordo com a imprensa, a Caixa pretende reabrir o programa de demissão voluntária. Em 2017, o banco recorreu duas vezes ao PDVs para enxugar o quadro de funcionários, que antes era de 101 mil e agora beira os 88 mil empregados. O banco ainda tem cerca de 3 mil funcionários próximos da aposentadoria que se encaixam nos critérios para aderir a um PDV.
Dionísio dos Reis, coordenador do Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, lembra que – assim como no ano passado – o programa não foi conversado com os representantes dos trabalhadores. “O plano de demissão voluntária reforça a intenção da Caixa de enxugar a empresa e assim prepará-la para a privatização. A população também sai perdendo, já que a redução dos postos de trabalho compromete a qualidade no atendimento. A intenção é jogar a população contra o banco 100% público. As condições de trabalho estão sendo precarizadas a um nível que vai inviabilizar o atendimento do povo brasileiro", denunciou o dirigente.
Dionísio convoca os empregados a se mobilizarem, mais uma vez, em defesa da Caixa e dos direitos da categoria. “A realização de um novo PDV se soma a outros golpes, a exemplo das mudanças no Saúde Caixa, da revogação do RH 151 e dos descomissionamentos. Não podemos deixar que isso aconteça, precisamos nos unir e lutar para evitar esse verdadeiro desmonte.”
Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, ressalta a importância dos empregados comunicarem ao Sindicato qualquer forma de pressão para aderirem ao plano. "Mais uma vez a direção do banco, à exemplo da política adotada pelo governo Temer, tenta golpear os trabalhadores através de ameças de descomissionamento por meio do preocesso de verticalização. Qualquer pressão ou irregularidade cometida contra os trabalhadores deve ser denunciada", afirma Tony.
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