26/06/2017

Representantes dos trabalhadores debatem alterações na RH 052 em GT de Saúde

Representantes dos trabalhadores debatem alterações na RH 052 em GT de Saúde

Em reunião, realizada na semana passada, o GT Saúde do Trabalhador, debateu alterações da RH 052, que trata da ocorrência de acidentes de trabalho na Caixa. Segundo os representantes dos trabalhadores no grupo, o normativo vem sendo alterado unilateralmente pelo banco e precisa passar por adequações para atender o que preconiza a legislação e reduzir os prejuízos aos empregados.

Uma das propostas é que fique explícito que, quando se tratar das doenças do trabalho objeto de suspeita, a empresa emita a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). “ Esse é um direito do trabalhador expresso no artigo 169 da CLT e que precisa ser respeitado”, destaca a diretora de Saúde Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Os representantes dos empregados voltaram a cobrar uma definição sobre a redação do trecho do RH 052, que trata dos procedimentos em caso de afastamento concedido pelo INSS com base no Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário   NTEP, instituído pela lei 11.430/2006. O NTEP, a partir do cruzamento das informações de código da Classificação Internacional de Doenças – CID-10 e do código da Classificação Nacional de Atividade Econômica – CNAE aponta a existência de uma relação entre a lesão ou agravo e a atividade desenvolvida pelo trabalhador, com mais de 90% de probabilidade estatística.

 A atual redação da norma determina que o médico do trabalho da Caixa elabore laudo descaracterizando o NTEP, para a Caixa entrar com recurso no INSS, descaracterizando o acidente do trabalho.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Antonio Júlio Gonçalves Neto, o Tony, a direção do banco está agindo na contramão da Lei ao colocar a saúde dos trabalhadores em risco. "A Caixa tem como obrigação informar seus empregados e orientar os processos visando a prevenção dos riscos nos locais de trabalho, mas, para evitar custos e ações judiciais, prefere sonegar informações e arriscar seus funcionários. É um desrespeito ao direito do trabalhador", critica Tony.

Outro ponto debatido na reunião foi a oficina de saúde mental. A Caixa havia assumido o compromisso, na reunião anterior do GT, de realização do evento com a participação de representantes das áreas de saúde do trabalhador da Caixa, das representações dos trabalhadores e especialistas. A empresa manteve a intenção de debater o tema, mas alegou que ainda não conseguiu encaminhar a realização da oficina por conta de mudanças na equipe da Depes.

Os representantes dos trabalhadores reforçaram a necessidade debater uma política de prevenção do adoecimento mental no banco. Segundo eles, trata-se de um problema que aumenta a cada dia e leva os trabalhadores a constantes afastamentos e até a situações extremas, a exemplo dos suicídios. “ É fundamental que todos tenham conhecimento da atual realidade e dos desafios, para que sejam elaboradas estratégias que garantam um ambiente de trabalho mais saudável e que se conquistem mais avanços nessa área de saúde”, ressalta a diretora de Saúde e Previdência da Fenae.

Saúde Caixa

O Grupo paritário para debater o Saúde Caixa também se reuniu na semana passada. Dois pontos foram apresentados pelas representações dos trabalhadores para serem debatidos: retomada da discussão sobre a destinação do superávit e revisão do normativo 043 que trata das linhas gerais do plano de saúde.

As discussões não avançaram, porque o banco insistiu em debater a proposta de um teto para sua coparticipação, que hoje é de 70% das despesas assistenciais. A intenção da empresa é criar um limitador vinculado a um percentual da folha de pagamento. “A criação de um  limitador com base em percentual da folha de pagamento, para a participação do banco no custeio do plano, não pode ser aceita pelos trabalhadores, pois como a inflação médica é superior aos índices de reajustes dos salários (INPC), no momento em que o teto for alcançado os custos serão transferidos automaticamente para os empregados”, avalia Fabiana Matheus.

Fonte: Fenae, com edição do Seeb Catanduva

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