Bancários da Caixa iniciam ano com protesto contra perda de direitos
Mais uma vez os bancários protestarão contra as arbitrariedades impostas pela direção da Caixa em relação às condições de trabalho e as tentativas de desmonte do banco público empreendidas pelo governo Temer. Será em 12 de janeiro, um Dia Nacional de Luta, quando a instituição pública completa 156 anos de existência. A data foi definida em reunião da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), realizada em 20 de dezembro.
“Reforçamos a importância de ampliarmos a campanha em defesa dos bancos públicos e da Caixa 100% pública. A avaliação é que essa é a grande luta da categoria, e o envolvimento da população será fundamental para o sucesso da mobilização”, relata Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa. Para isso, serão organizados abaixo-assinados junto à sociedade, em todo o país, que serão levados à direção e ao presidente do banco e às autoridades.
A comissão discutiu propostas de mobilização e vai estimular os sindicatos na realização de plenárias para debater com os empregados a postura da Caixa nos temas tratados nos Grupos de Trabalho (GTs) que discutem os descomissionamentos e o Caixa Minuto.
Descomissionamentos
A CEE/Caixa avaliou que o combate contra os descomissionamentos deve ter prioridade. No GT, a Caixa insiste em impor de forma arbitrária a versão 33 do RH 184. “As propostas apresentadas pelos representantes dos trabalhadores no GT são resultado de amplo debate em todo o país e nos congressos dos empregados, por isso continuaremos a lutar pela implantação dessas demandas, apesar da intransigência da Caixa”, afirma Dionísio Reis.
> Veja o documento com as reivindicações dos empregados
A Caixa propôs que as indicações para os descomissionamentos devem ser aplicadas em dois momentos, com intervalo de, no mínimo, 60 dias, dentro do período de 730 dias, observada a recorrência dos fatos que levaram ao primeiro apontamento. A base deve avaliar essa proposta.
“Somos contrários à empresa dar a prerrogativa a indivíduos para descomissionar de forma sumária empregados que construíram uma história na Caixa e com suas carreiras ajudaram o banco a crescer”, critica Dionísio. “A direção da Caixa pode avançar muito na sua política de comissionamento e os empregados demonstraram isso com propostas construídas nacionalmente nesse fim de ano. Mas a proposta do banco no GT representa um pequeno avanço, pois tira a figura do descomissionamento imediato dando 60 dias após a indicação do decesso”, acrescenta o dirigente.
Caixa-minuto
Em relação ao GT que discute o Caixa Minuto, foi ressaltado que os debates terminaram sem qualquer apresentação de proposta, com a Caixa negando-se a rever uma política que restitua a dignidade da função de caixa. A CEE Caixa reforçou que o Caixa Minuto, ameaça não só a existência da função, prejudicando o trabalhador, como afeta negativamente a população e a função social desempenhada pela instituição.
Foram abordados, ainda, a continuidade da reestruturação das áreas, agências deficitárias, agências digitais e rede de operações.
“As ameaças são muitas e somente a mobilização dos empregados poderá constituir uma resistência contra esses ataques. No dia 12 de janeiro teremos a oportunidade de mais uma vez nos levantarmos contra as arbitrariedades da direção e deixarmos claro que não vamos aceitar qualquer tentativa que atente contra o caráter social e 100% público da Caixa, por isso a participação de todos nesse protesto nacional será fundamental”, reforça Dionísio.
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?