10/10/2016
Um dia após privados e BB, empregados encerram a greve na Caixa
Um dia após os trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Brasil aprovarem a proposta de acordo por dois anos, foi a vez de os empregados da Caixa Federal de São Paulo, Osasco e região encerrarem a greve, na noite da sexta-feira 7.
A proposta aprovada foi a mesma que havia sido rejeitada na assembleia da quinta 6. A nova apreciação, por cerca de 2,5 mil bancários, ocorreu devido a uma empregada do banco público ter encaminhado ao plenário um pedido para que fosse novamente votada. Em sua argumentação, a trabalhadora elencou fatores como a decisão de muitas outras cidades de encerrar a greve e que o movimento havia chegado ao limite.
O pedido foi colocado em votação e, por ampla maioria, a assembleia decidiu votar novamente a proposta.
Em seguida foram abertos espaços para que empregados apresentassem argumentos favoráveis e contrários à proposta. Colocado em votação novamente, por ampla maioria os bancários da Caixa decidiram aceitar a proposta global e encerrar o movimento que completou 32 dias nesta sexta.
“O acordo específico e a Convenção Coletiva de Trabalho por dois anos é uma garantia de que teremos nossos direitos garantidos por um período difícil da história do Brasil. É importante frisar que nossa luta não é apenas durante a campanha, mas no ano todo. Agora é essencial que continuemos a luta em defesa da Caixa 100% pública e contra os ataques a direitos dos empregados e de toda classe trabalhadora”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados e diretor do Sindicato, Dionísio Reis. “Fizemos uma forte greve, os empregados mostraram muita disposição de luta ao lado da categoria. No entanto, chegamos ao limite e considero também como saldo positivo a manutenção da PLR Social (distribuição linear de 4% do lucro líquido entre os trabalhadores ) por dois anos e a discussão do RH 184.”
Além disso, assegura o pagamento da regra básica da PLR da Fenaban, de 90% do salário mais R$ 2.183,53, limitado a R$ 11.713,59 – ficando assegurado o mínimo de um salário ao empregado – e, ainda, do adicional de PLR, que equivale à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre seus trabalhadores.
Se o acordo for assinado até o dia 15, a Caixa fará o pagamento das diferenças salariais retroativas de setembro e de 60% da PLR até 20 de outubro.
Ainda em relação às clausulas econômicas, para este ano o reajuste nos salários será de 8% mais abono de R$ 3.500 (pago uma única vez); 15% para vale-alimentação; 10% no vale-refeição e auxílio-creche/babá. Em 2017, será assegurada a reposição total da inflação mais 1% de aumento real para salários e verbas.
Dias da greve
Foi assegurado o abono dos 31 dias de greve completados na quinta 6. Sobre a paralisação desta sexta, o Comando Nacional dos Bancários entrará em contato com a direção do banco público para que tenha o mesmo tratamento. Ou seja, que também seja anistiado.
Fim das metas abusivas
A Caixa se comprometeu a discutir com o movimento sindical questões relativas ao estabelecimento, cobrança, dimensionamento e avaliação de desempenho das metas, fatores de grande adoecimento na categoria bancária.
Fim do tesoureiro minuto
O banco ratificou o cancelamento de comunicado interno que estabelecia que os tesoureiros só seriam designados em caráter de tesoureiro minuto.
Reestruturação
A empresa se comprometeu a apresentar em mesa permanente alterações como reestruturação, remodelagem e outras mudanças. Entre elas as que hoje ameaçam as Gerências de Reestruturação e Retaguarda (Direts).
.png)

A proposta aprovada foi a mesma que havia sido rejeitada na assembleia da quinta 6. A nova apreciação, por cerca de 2,5 mil bancários, ocorreu devido a uma empregada do banco público ter encaminhado ao plenário um pedido para que fosse novamente votada. Em sua argumentação, a trabalhadora elencou fatores como a decisão de muitas outras cidades de encerrar a greve e que o movimento havia chegado ao limite.
O pedido foi colocado em votação e, por ampla maioria, a assembleia decidiu votar novamente a proposta.
Em seguida foram abertos espaços para que empregados apresentassem argumentos favoráveis e contrários à proposta. Colocado em votação novamente, por ampla maioria os bancários da Caixa decidiram aceitar a proposta global e encerrar o movimento que completou 32 dias nesta sexta.
“O acordo específico e a Convenção Coletiva de Trabalho por dois anos é uma garantia de que teremos nossos direitos garantidos por um período difícil da história do Brasil. É importante frisar que nossa luta não é apenas durante a campanha, mas no ano todo. Agora é essencial que continuemos a luta em defesa da Caixa 100% pública e contra os ataques a direitos dos empregados e de toda classe trabalhadora”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados e diretor do Sindicato, Dionísio Reis. “Fizemos uma forte greve, os empregados mostraram muita disposição de luta ao lado da categoria. No entanto, chegamos ao limite e considero também como saldo positivo a manutenção da PLR Social (distribuição linear de 4% do lucro líquido entre os trabalhadores ) por dois anos e a discussão do RH 184.”
Além disso, assegura o pagamento da regra básica da PLR da Fenaban, de 90% do salário mais R$ 2.183,53, limitado a R$ 11.713,59 – ficando assegurado o mínimo de um salário ao empregado – e, ainda, do adicional de PLR, que equivale à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre seus trabalhadores.
Se o acordo for assinado até o dia 15, a Caixa fará o pagamento das diferenças salariais retroativas de setembro e de 60% da PLR até 20 de outubro.
Ainda em relação às clausulas econômicas, para este ano o reajuste nos salários será de 8% mais abono de R$ 3.500 (pago uma única vez); 15% para vale-alimentação; 10% no vale-refeição e auxílio-creche/babá. Em 2017, será assegurada a reposição total da inflação mais 1% de aumento real para salários e verbas.
Dias da greve
Foi assegurado o abono dos 31 dias de greve completados na quinta 6. Sobre a paralisação desta sexta, o Comando Nacional dos Bancários entrará em contato com a direção do banco público para que tenha o mesmo tratamento. Ou seja, que também seja anistiado.
Fim das metas abusivas
A Caixa se comprometeu a discutir com o movimento sindical questões relativas ao estabelecimento, cobrança, dimensionamento e avaliação de desempenho das metas, fatores de grande adoecimento na categoria bancária.
Fim do tesoureiro minuto
O banco ratificou o cancelamento de comunicado interno que estabelecia que os tesoureiros só seriam designados em caráter de tesoureiro minuto.
Reestruturação
A empresa se comprometeu a apresentar em mesa permanente alterações como reestruturação, remodelagem e outras mudanças. Entre elas as que hoje ameaçam as Gerências de Reestruturação e Retaguarda (Direts).
.png)

SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio