Audiência sobre contratação de PCDs pela Caixa é adiada para 7 de dezembro
Nesta segunda-feira (12), o juiz Oswaldo Florencio Neme Junior, da 7ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu mais 10 dias para que o Ministério Público do Trabalho da 10ª Região se manifeste sobre a defesa da Caixa Econômica Federal quanto à não contratação de concursados com deficiência. Mais uma vez, a extensão do prazo se deu em razão de um problema no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), que prejudicou a atuação do MPT.
A audiência de encerramento de instrução foi remarcada para o dia 7 de dezembro. “A Caixa continua determinada a descumprir a Lei 8.213/91, que determina que empresas com mais de mil empregados tenham 5% dos cargos ocupados por PCDs. Sempre que questionada sobre a possibilidade de um acordo, usa respostas evasivas. É a mesma tática que eles têm usado constantemente na mesa de negociação”, diz Dionísio Siqueira, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A Ação Civil Pública movida pelo MPT da 10ª Região destaca que, segundo dados apresentados recentemente pelo próprio banco, o índice de trabalhadores com deficiência está em apenas 1,42%. “Faltam em torno de 3.500 pessoas para que a cota mínima seja cumprida. Enquanto isso, dos mais de 30 mil aprovados no concurso de 2014, quase 3 mil são PCDs. O Ministério Público já se posicionou que a Caixa não precisa de autorização do DEST para realizar essas contratações. Ou seja, falta vontade”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
MPT x Caixa
A Caixa Econômica Federal é alvo de duas Ações Civis Públicas: uma pela falta de convocação dos aprovados no geral e outra específica em relação aos deficientes. “Para que o banco continue forte, 100% público e social, que é o que os brasileiros querem, é fundamental que as contratações sejam retomadas e que os empregados sejam devidamente valorizados. Esses, aliás, são dois dos principais itens da nossa pauta de reivindicações”, diz Jair Pedro Ferreira.
MAIS NOTÍCIAS
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta