26/07/2016
Empregados agendam novo Dia Nacional de Luta para 3 de agosto
Caixa e tesoureiros traçaram panorama de como pioraram as condições de trabalho nas agências da Caixa Federal nos últimos meses, principalmente em relação ao assédio moral praticado por alguns gestores. As denúncias foram feitas em reunião exclusiva com empregados nessas funções realizada no sábado 24, no Sindicato dos Bancários de São Paulo. Os caixas relataram, por exemplo, que gerentes-gerais fazem cobranças quase que diárias e individualmente para que atinjam metas.
Tesoureiros disseram que constantemente recebem ordens de chefias para que, além de suas atribuições, atuem como uma espécie de “gestor de caixas”, e exijam desses empregados a venda de produtos. Além disso, sofrem com o retrabalho provocado pelos serviços que foram transferidos para a chamada área meio, mas acabam retornando para eles.
“Caixas, tesoureiros, avaliadores de penhor e técnicos bancários sempre tiveram forte adesão nas mobilizações e greves nas Campanhas Nacionais Unificadas. Esses ataques – por meio de assédio moral, desvio de função e ameaça de retirada de direitos – objetivam dividir esses trabalhadores e enfraquecer nossa luta”, avalia o dirigente sindical e empregado da Caixa Renato Perez. “Não podemos permitir isso e nossa resposta tem de vir por meio do aumento da unidade e dos protestos. É a única forma de defendermos nossos direitos e evitar retrocessos.”
Reação
Para intensificar a resistência será realizado mais um Dia Nacional de Luta em 3 de agosto – o último ocorreu em 20 de julho. “Até lá faremos novos protestos. Mas é essencial que todos se organizem nas agências e nos departamentos. Não adianta achar que alguém está livre desses ataques. Não está. Se a direção da Caixa nomeada pelo governo interino conseguir minar nossa organização, com certeza, a privatização do banco público será facilitada”, aponta.
Nova reunião com caixas e tesoureiros será realizada em 20 de agosto.
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