Tentativa de privatização da Caixa perde força na Câmara dos Deputados
A luta da Fenae e das demais entidades que defendem a Caixa 100% pública ganhou mais uma quebra de braço no sentido de resguardar a Caixa enquanto banco público. As mobilizações de entidades e participações em audiências públicas na Câmara dos Deputados deram bons resultados. No dia 30 de junho, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que proíbe a privatização ou venda de direitos de empresa pública que explore com exclusividade os serviços de loteria e penhora de bens privados, atualmente explorados pela Caixa Econômica Federal.
O argumento do autor do Projeto de Lei 551/15, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), é de que a Caixa Econômica tem objetivos sociais, alguns inclusive sob a forma de monopólio, para atender à população. Dessa mesma maneira, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (SD-PE), concordou que a Caixa Econômica precisa ser resguardada de qualquer tentativa de privatização.
O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, lembra de sua participação como debatedor, na qual foram expostos os vários argumentos pelos quais se defendem a Caixa 100% pública. Tal atuação também foi efetiva em reunião com o autor do projeto Deputado Luiz Carlos Hauly e da reunião com o relator, que acabou mudando seu entendimento em relação ao papel da Caixa. Por sua vez, a deputada Érika Kokay, que é bancária, também atuou nesse processo, quando proferiu argumentos sobre a importante dos fins sociais da Caixa continuarem sendo o principal carro chefe do banco. A diretora da Fenae, Anabele Silva, também tem acompanhado as reuniões com as demais entidades que lutam pela garantia da Caixa pública.
Em entrevista à Agência Câmara, Coutinho destacou que serviços com fins sociais, como financiamento imobiliário, juros e tarifas menores, e até a atuação de agências-barco em regiões amazônicas poderiam ser comprometidos. O deputado argumentou que “É importante ponderar que, caso o capital da Caixa passe a ser aberto, o objetivo de alcançar benefícios à população pode ser diminuído em face da necessidade de persecução do lucro ao longo dos anos, em decorrência do necessário respeito aos interesses dos acionistas minoritários privados”.
Conforme a Agência Câmara, a proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; Constituição e Justiça e de Cidadania.
MAIS NOTÍCIAS
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados
- Campanha Nacional: Sem aumento real não dá, Fenaban!
- Caixa não apresenta nova proposta para o Saúde Caixa
- Banqueiros propõem reajuste de 62% da inflação, um dos piores de 2026. Comando rejeitou na mesa
- Negociação com a Caixa: Saúde Caixa, carreira, condições de trabalho e contratações estão no centro da Campanha; veja resumo até aqui
- Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!