Conquista: Justiça suspende reestruturação da Caixa Econômica na Paraíba
A 6ª Vara do Trabalho da Capital concedeu tutela cautelar em caráter antecedente (liminar), na terça-feira (29), suspendendo a reestruturação da Caixa Econômica Federal na base do Sindicato dos Bancários da Paraíba. O descumprimento da medida judicial implica na aplicação de uma multa diária no valor de R$ 10 mil.
Para o diretor responsável pelo Jurídico do Seeb PB, Jurandi Pereira, esse posicionamento favorável aos empregados da Caixa é fruto da atuação do Sindicato na defesa dos seus representados, através do escritório do Dr. Marcelo Assunção. “No dia 23 do mês passado entramos com uma reclamação contra o plano de reestruturação da instituição financeira pública, que promove a mudança estrutural sem prévia negociação com o movimento sindical e sem transparência, em prejuízo dos funcionários. Além disso, a falta de respeito ao funcionalismo também foi levada em conta pela Justiça do Trabalho, que agiu a favor dos bancários”, ressaltou.
A diretora do Sindicato e funcionária da Caixa, Silvana Ramalho, parabenizou seus colegas de trabalho pela conquista judicial e reforçou a importância da contínua mobilização nessa luta desigual em defesa dos direitos do funcionalismo. “Estamos de parabéns por essa conquista, mas devemos permanecer unidos, mobilizados e discutindo estratégias para a preservação e ampliação dos nossos direitos, tanto em reuniões por local de trabalho, como em outros fóruns de discussão”, enfatizou a dirigente sindical.
Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, criticou a postura da direção da Caixa Econômica em implementar uma reestruturação sem dar conhecimento do processo às Entidades Sindicais e, principalmente, sem o conhecimento dos funcionários.
“Medidas unilaterais não combinam com a democracia. Os funcionários precisam saber dos reflexos desse pacote tanto nas áreas-meio, como nas agências. Essa falta de transparência e respeito levou o Sindicato a exigir a suspensão da reestruturação em curso, pela via judicial, para que a direção da Caixa abra as negociações com as entidades representativas do funcionalismo e dê transparência ao processo de mudanças estruturais na instituição financeira pública”, concluiu.
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