05/01/2016
Movimentos social e sindical rejeitam reformas previdenciária e trabalhista
2015 foi um ano de muita luta. Nas ruas, trabalhadores protestaram contra a precarização do trabalho, a terceirização fraudulenta, pelo direito à aposentadoria e, de forma decisiva, na linha de frente da defesa da democracia.
Movimentos sindical e social ocuparam o espaço e o debate público contra o golpe, defendendo o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Porém, no final de 2015, o ano de 2016 surgiu no horizonte como mais um de duras, mas justas batalhas. Na sua primeira entrevista no cargo, o ministro da Fazenda, Nélson Barbosa, afirmou que pretende avançar nas reformas Previdenciária e Trabalhista. De pronto, os trabalhadores rejeitaram tal intenção.
“Nós não temos dúvida nenhuma que foi por conta da reação do povo nas ruas que o mandato de Dilma não foi cassado este ano [2015]. Mas, queremos que fique claro, não existe cheque em branco. O povo quer a Dilma que elegeu. Esse foi o canto que ecoou nas ruas em todas as manifestações que fizemos, especialmente, a do dia 16 de dezembro, quando milhares de pessoas foram às ruas de mais de 70 cidades do Brasil e o Distrito Federal dizer que quer a Dilma que elegeu”, afirmou em artigo Vagner Freitas, presidente da CUT.
“Os golpistas estão de plantão com pedidos de impeachment ou renúncia. E as ruas só vão defender o projeto democrático popular se tiverem o que defender. A continuidade da atual política econômica, voltada aos interesses do mercado, vai gerar mais inflação, desemprego e cortes nas políticas sociais”, acrescenta o líder sindical.
Para Raimundo Bonfim, coordenador-geral da Central de Movimentos Populares em São Paulo (CMP-SP), a atual configuração do Congresso fará com que reformas que promovam mudanças na legislação trabalhista e previdenciária sejam prejudiciais aos maiores interessados, os trabalhadores.
“Isso é um absurdo, quer dizer, no momento de crise, e de um Congresso conservador, uma Câmara dominada pelo financiamento empresarial de campanha e pelos grandes lobbies, nós não vamos fazer uma reforma trabalhista e previdenciária para beneficiar os trabalhadores, mas certamente para retirar direitos”, criticou Bonfim em entrevista à Rede Brasil Atual.
“Nós estamos preocupados, e achamos que a pauta deve ser positiva, e não negativa. Pauta positiva é baixar juros, voltar a investir em infraestrutura, facilitar o crédito, investir em programas sociais, como na construção civil para retomar o Minha Casa Minha Vida”, propõe o coordenador da CMP-SP.
Pesquisa
Não foram apenas as lideranças dos movimentos que manifestaram posição contrária às intenções do ministro Nélson Barbosa. As reformas propostas, em especial a previdenciária, não contam com o apoio da imensa maioria da população brasileira. Em pesquisa Vox Populi, encomendada pela CUT, 88% dos entrevistados afirmaram que o governo não deveria dificultar as regras para aposentadorias.
Movimentos sindical e social ocuparam o espaço e o debate público contra o golpe, defendendo o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Porém, no final de 2015, o ano de 2016 surgiu no horizonte como mais um de duras, mas justas batalhas. Na sua primeira entrevista no cargo, o ministro da Fazenda, Nélson Barbosa, afirmou que pretende avançar nas reformas Previdenciária e Trabalhista. De pronto, os trabalhadores rejeitaram tal intenção.
“Nós não temos dúvida nenhuma que foi por conta da reação do povo nas ruas que o mandato de Dilma não foi cassado este ano [2015]. Mas, queremos que fique claro, não existe cheque em branco. O povo quer a Dilma que elegeu. Esse foi o canto que ecoou nas ruas em todas as manifestações que fizemos, especialmente, a do dia 16 de dezembro, quando milhares de pessoas foram às ruas de mais de 70 cidades do Brasil e o Distrito Federal dizer que quer a Dilma que elegeu”, afirmou em artigo Vagner Freitas, presidente da CUT.
“Os golpistas estão de plantão com pedidos de impeachment ou renúncia. E as ruas só vão defender o projeto democrático popular se tiverem o que defender. A continuidade da atual política econômica, voltada aos interesses do mercado, vai gerar mais inflação, desemprego e cortes nas políticas sociais”, acrescenta o líder sindical.
Para Raimundo Bonfim, coordenador-geral da Central de Movimentos Populares em São Paulo (CMP-SP), a atual configuração do Congresso fará com que reformas que promovam mudanças na legislação trabalhista e previdenciária sejam prejudiciais aos maiores interessados, os trabalhadores.
“Isso é um absurdo, quer dizer, no momento de crise, e de um Congresso conservador, uma Câmara dominada pelo financiamento empresarial de campanha e pelos grandes lobbies, nós não vamos fazer uma reforma trabalhista e previdenciária para beneficiar os trabalhadores, mas certamente para retirar direitos”, criticou Bonfim em entrevista à Rede Brasil Atual.
“Nós estamos preocupados, e achamos que a pauta deve ser positiva, e não negativa. Pauta positiva é baixar juros, voltar a investir em infraestrutura, facilitar o crédito, investir em programas sociais, como na construção civil para retomar o Minha Casa Minha Vida”, propõe o coordenador da CMP-SP.
Pesquisa
Não foram apenas as lideranças dos movimentos que manifestaram posição contrária às intenções do ministro Nélson Barbosa. As reformas propostas, em especial a previdenciária, não contam com o apoio da imensa maioria da população brasileira. Em pesquisa Vox Populi, encomendada pela CUT, 88% dos entrevistados afirmaram que o governo não deveria dificultar as regras para aposentadorias.
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