04/01/2016
Ano que terminou foi de resistência na batalha contra o preconceito
A luta pelos direitos da cidadania e igualdade de oportunidades é uma marca em importantes atuações do movimento sindical. E 2015 foi efervescente nesse sentido. Centenas de bancários participaram das manifestações e dos debates contra o racismo, o machismo, os preconceitos com imigrantes, entre outros temas.
No mês de março, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, em parceria com a CUT de São José do Rio Preto, promoveu um debate para discutir a violência contra a mulher, de modo a estimular a discussão sobre o problema e aprofundar a reflexão proporcionada pelo Dia Internacional da Mulher.
A iniciativa permitiu discussões profundas sobre o cenário de violência enfrentado pelas mulheres brasileiras e viabilizou o apoio de vereadores ao projeto de implantação de uma Casa Abrigo para acolher e proteger as vítimas. O evento foi realizado na Câmara de Vereadores de Catanduva.
As diferenças salariais, dificuldades para a ascensão de cargos e promoções, falta de oportunidades e assédio sexual, entre outros problemas existentes no mercado de trabalho foram lembrados por Paulo Franco, presidente do Sindicato. “São necessidades que as mulheres têm e as políticas públicas precisam saná-las”.
Maria Rosani Gregoruti, secretária de Relações Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, lembra que a pauta contra o machismo ganhou as redes sociais e as ruas. “Propagandas machistas foram expostas, ações incomodaram quem pratica e quem apoia o preconceito e a violência contra a mulher”, destacou.
Violência
No setor financeiro, a preocupação com a violência de gênero é grande. De acordo com dados da consulta nacional respondida pelos bancários, se em 2014, 1% dos empregados de bancos apontava que o combate ao assédio sexual deveria ser debatido na Campanha Nacional, em 2015 o número subiu para 12%.
Participaram da pesquisa mais de 48 mil trabalhadores em todo o país.
LGBT
A defesa pelo respeito aos direitos dos casais homoafetivos também está na pauta do movimento sindical. Em junho, a psicóloga Clara Cavalcantti conversou com dirigentes sobre preconceito, orientação sexual, identidade de gênero e a dificuldade da inserção do público LGBT em diversas áreas no mercado de trabalho.
Não ao racismo
Novembro também foi o ápice dos debates sobre racismo e violência contra negros, uma vez que o Dia da Consciência Negra é lembrado no 20º dia do mês, data da morte de Zumbi dos Palmares. De acordo com o Mapa da Violência 2015, o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto que o número de brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período.
Escolas ocupadas
Na luta por educação pública e de qualidade, os estudantes entraram para a história com a ocupação de centenas de escolas estaduais contra o fechamento de unidades. A medida anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi respondida com uma lição de cidadania que começou no final do mês de novembro, após a divulgação do fim das atividades em 94 unidades escolares.
A guerra travada em defesa das escolas valeu a pena e a Justiça suspendeu o projeto de “reorganização” do governo estadual. “Em 2016, nada de esmorecer. O ano vai demandar muita luta sindical em defesa dos direitos dos trabalhadores, da cidadania, da democracia”, reforça Rosani.
No mês de março, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, em parceria com a CUT de São José do Rio Preto, promoveu um debate para discutir a violência contra a mulher, de modo a estimular a discussão sobre o problema e aprofundar a reflexão proporcionada pelo Dia Internacional da Mulher.
A iniciativa permitiu discussões profundas sobre o cenário de violência enfrentado pelas mulheres brasileiras e viabilizou o apoio de vereadores ao projeto de implantação de uma Casa Abrigo para acolher e proteger as vítimas. O evento foi realizado na Câmara de Vereadores de Catanduva.
As diferenças salariais, dificuldades para a ascensão de cargos e promoções, falta de oportunidades e assédio sexual, entre outros problemas existentes no mercado de trabalho foram lembrados por Paulo Franco, presidente do Sindicato. “São necessidades que as mulheres têm e as políticas públicas precisam saná-las”.
Maria Rosani Gregoruti, secretária de Relações Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, lembra que a pauta contra o machismo ganhou as redes sociais e as ruas. “Propagandas machistas foram expostas, ações incomodaram quem pratica e quem apoia o preconceito e a violência contra a mulher”, destacou.
Violência
No setor financeiro, a preocupação com a violência de gênero é grande. De acordo com dados da consulta nacional respondida pelos bancários, se em 2014, 1% dos empregados de bancos apontava que o combate ao assédio sexual deveria ser debatido na Campanha Nacional, em 2015 o número subiu para 12%.
Participaram da pesquisa mais de 48 mil trabalhadores em todo o país.
LGBT
A defesa pelo respeito aos direitos dos casais homoafetivos também está na pauta do movimento sindical. Em junho, a psicóloga Clara Cavalcantti conversou com dirigentes sobre preconceito, orientação sexual, identidade de gênero e a dificuldade da inserção do público LGBT em diversas áreas no mercado de trabalho.
Não ao racismo
Novembro também foi o ápice dos debates sobre racismo e violência contra negros, uma vez que o Dia da Consciência Negra é lembrado no 20º dia do mês, data da morte de Zumbi dos Palmares. De acordo com o Mapa da Violência 2015, o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto que o número de brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período.
Escolas ocupadas
Na luta por educação pública e de qualidade, os estudantes entraram para a história com a ocupação de centenas de escolas estaduais contra o fechamento de unidades. A medida anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi respondida com uma lição de cidadania que começou no final do mês de novembro, após a divulgação do fim das atividades em 94 unidades escolares.
A guerra travada em defesa das escolas valeu a pena e a Justiça suspendeu o projeto de “reorganização” do governo estadual. “Em 2016, nada de esmorecer. O ano vai demandar muita luta sindical em defesa dos direitos dos trabalhadores, da cidadania, da democracia”, reforça Rosani.
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