23/07/2015
Protesto contra assédio moral fecha agência do BB em São Paulo
Os bancários de São Paulo paralisaram, nesta terça-feira (21), até o meio dia, a agência do Banco do Brasil da Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade, para protestar contra o assédio moral praticado por gestores da unidade. E para afastar as más vibrações do ambiente de trabalho, o ato ocorrido teve um caráter lúdico, com direito ao esparramamento de ervas conhecidas pelo poder de espantar as energias negativas, como capim-guiné, manjericão e arruda.
No interior da agência, dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo reuniram-se com os bancários para reforçar que o assédio moral deve ser denunciado. Conquista da Campanha 2010, o Sindicato possui um canal de combate à prática que garante o sigilo absoluto da vítima. A denúncia é apurada junto ao banco, que tem de responder em até 45 dias.
Recentemente, denúncia feita através do canal do Sindicato levou ao descomissionamento de um gestor da agência Berrini do BB, após o processo de apuração e a comprovação de prática de assédio moral.
Identidade revelada
Em conversa com os bancários, os dirigentes enfatizaram que denúncias não devem ser feitas através da ouvidoria do banco, justamente porque a identidade do denunciante acaba revelada durante o processo. Também afirmaram que o assédio moral é institucionalizado dentro da instituição financeira e que os trabalhadores devem se unir e se posicionar contra a prática.
"Nós, bancários do Banco do Brasil, somos o que somos e conquistamos o que conquistamos porque sempre fomos unidos, mas as últimas gestões estão nos dividindo com a cobrança abusiva por resultados", salientou o dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Maia. "Precisamos nos unir mais uma vez para combater essa praga", acrescentou.
Foi destacado, por exemplo, que as anotações na Gestão de Desempenho Pessoal (GDP) não podem ser usadas como ferramenta para o assédio e devem ser contestadas pelos trabalhadores caso não concordem com elas. "Os gestores não podem fazer o papel de capatazes e descer o chicote nos funcionários. Quando vestem a camisa e trabalham juntos, o resultado sai com mais eficácia", afirmou João.
Cassi
Os dirigentes abordaram outras questões durante a reunião, como o déficit da Cassi. Foi criticada a sugestão do banco de aumentar o valor da contribuição dos segurados. A proposta do movimento sindical é que o banco faça dois aportes de R$ 300 milhões, um para sanar o déficit e outro para reestruturar a caixa de assistência.
"A maioria dos atendimentos da Cassi está relacionada a problemas de saúde causados pelas condições de trabalho, então não é justo que os trabalhadores paguem ainda mais", afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Fukunaga.
Campanha Nacional
Também foi lembrado que a Campanha Nacional por melhores condições de trabalho e reajuste salarial está para começar. Foi reforçada a importância da participação dos trabalhadores. Na quinta-feira 23, a partir das 19h, haverá assembleia na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé) a fim de eleger representantes para as conferências estadual e nacional. Na ocasião, os bancos já poderão medir o nível de engajamento e mobilização da categoria. "Os bancos só atendem nossas demandas quando a mobilização é forte e isso só acontece com a participação de todos", afirma João Fukunaga.
No interior da agência, dirigentes do Sindicato dos Bancários de São Paulo reuniram-se com os bancários para reforçar que o assédio moral deve ser denunciado. Conquista da Campanha 2010, o Sindicato possui um canal de combate à prática que garante o sigilo absoluto da vítima. A denúncia é apurada junto ao banco, que tem de responder em até 45 dias.
Recentemente, denúncia feita através do canal do Sindicato levou ao descomissionamento de um gestor da agência Berrini do BB, após o processo de apuração e a comprovação de prática de assédio moral.
Identidade revelada
Em conversa com os bancários, os dirigentes enfatizaram que denúncias não devem ser feitas através da ouvidoria do banco, justamente porque a identidade do denunciante acaba revelada durante o processo. Também afirmaram que o assédio moral é institucionalizado dentro da instituição financeira e que os trabalhadores devem se unir e se posicionar contra a prática.
"Nós, bancários do Banco do Brasil, somos o que somos e conquistamos o que conquistamos porque sempre fomos unidos, mas as últimas gestões estão nos dividindo com a cobrança abusiva por resultados", salientou o dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Maia. "Precisamos nos unir mais uma vez para combater essa praga", acrescentou.
Foi destacado, por exemplo, que as anotações na Gestão de Desempenho Pessoal (GDP) não podem ser usadas como ferramenta para o assédio e devem ser contestadas pelos trabalhadores caso não concordem com elas. "Os gestores não podem fazer o papel de capatazes e descer o chicote nos funcionários. Quando vestem a camisa e trabalham juntos, o resultado sai com mais eficácia", afirmou João.
Cassi
Os dirigentes abordaram outras questões durante a reunião, como o déficit da Cassi. Foi criticada a sugestão do banco de aumentar o valor da contribuição dos segurados. A proposta do movimento sindical é que o banco faça dois aportes de R$ 300 milhões, um para sanar o déficit e outro para reestruturar a caixa de assistência.
"A maioria dos atendimentos da Cassi está relacionada a problemas de saúde causados pelas condições de trabalho, então não é justo que os trabalhadores paguem ainda mais", afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Fukunaga.
Campanha Nacional
Também foi lembrado que a Campanha Nacional por melhores condições de trabalho e reajuste salarial está para começar. Foi reforçada a importância da participação dos trabalhadores. Na quinta-feira 23, a partir das 19h, haverá assembleia na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé) a fim de eleger representantes para as conferências estadual e nacional. Na ocasião, os bancos já poderão medir o nível de engajamento e mobilização da categoria. "Os bancos só atendem nossas demandas quando a mobilização é forte e isso só acontece com a participação de todos", afirma João Fukunaga.
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